Prefeitura alerta sobre a importância do uso de EPIs no trabalho

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O uso de máscaras, luvas, aventais e toucas se tornou indispensável para quem está na linha de frente nas unidades de saúde. (Foto: SMS)

A Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), segue mantendo os serviços de saúde, adaptando-os à realidade da pandemia e aplicando todas as medidas que buscam garantir a segurança e proteção dos servidores e usuários. Neste sentido, em todas as redes de atenção à saúde, a SMS segue fornecendo Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) e administrando conforme a necessidade de uso dos trabalhadores.

Mesmo antes da pandemia, esse tipo de material já fazia parte da realidade dos profissionais de saúde, entretanto, com o alto risco de transmissão da covid-19, o uso de máscaras, luvas, aventais e toucas se tornou indispensável para quem está na linha de frente nas unidades de saúde.

De acordo com a infectologista da SMS, Fabrícia Tavares, nesse período, os equipamentos devem ser utilizados com muito critério, visto que, nos momentos de pico da doença, houve falta de materiais.

Infectologista da SMS, Fabrícia Tavares. (Foto: SMS)

“Primeiro, a gente precisa entender quais os tipos de EPI que devem ser utilizados. Orientamos que exista o mínimo de barreira dessa transmissão, no caso, a barreira física, pela máscara de tecido utilizada pelo paciente, na procura do serviço de saúde, e a barreira do equipamento de proteção individual utilizada através de uma máscara cirúrgica ou de um respirador, tipo a N95 e outros respiradores utilizados pelo profissional de saúde”, explicou Fabrícia.

Ainda de acordo com a infectologista, o profissional de saúde deve utilizar a máscara cirúrgica, preferencialmente associada aos óculos ou um protetor facial, para maximizar essa barreira de transmissão e minimizar a possibilidade de contaminação.

Nos casos onde o profissional de saúde lida com pacientes que estão em procedimentos que gerem aerossóis, a médica salienta que nessas situações o EPI utilizado deve ser a máscara N95 ou PFF2, visto que, nesses casos, as máscaras devem ter alta filtragem das partículas. “Essas máscaras devem ser reservadas para ambientes onde haja procedimentos como entubação, parada cardiorrespiratória, numa aspiração nasotraqueal, ventilação não invasiva ou no procedimento de broncoscopia”, exemplificou.

Já no atendimento ambulatorial, a máscara cirúrgica é a mais indicada, associada aos outros equipamentos que devem ser utilizados em qualquer ambiente de saúde com risco de contaminação. São eles: óculos ou o protetor facial, touca, luvas e avental. Esses equipamentos são barreiras importantes de transmissão, principalmente quando se está lidando com paciente que apresenta tosse ou secreções. É a chamada precaução de contato.

Paramentação e desparamentação

Com a pandemia, o momento de desparamentação, que é quando ocorre a retirada dos equipamentos de proteção individual após o trabalho de atendimento, se tornou um momento de alta contaminação, tanto quanto durante o contato com um paciente infectado pelo vírus. Assim, se faz mais que necessário que os profissionais de saúde estejam preparados para realizar todas as etapas desse procedimento com total segurança.

“As instituições, Anvisa, o próprio Ministério da Saúde e a OMS, que visam a biossegurança, tanto da população em geral, mas principalmente dos profissionais que estão na linha de frente da saúde, sempre orientam quanto a forma de se paramentar e de se desparamentar. Foi visto que existe uma altíssima probabilidade de contaminação do profissional de saúde na desparamentação porque, neste momento, eles estão lidando com superfícies e materiais contaminados. E quando não se desparamenta da forma correta, se está contaminando as mãos, que são veículos importantes de transmissão. Além da orientação dessa desparamentação, é importante também que o profissional de saúde se atente para o descarte adequado desse EPI, no lixo contaminado”, alerta a infectologista da SMS, Fabrícia Tavares.

Para isso, a Secretaria Municipal da Saúde preparou, em todas as unidades voltadas para o atendimento de covid-19, ambientes específicos para a paramentação e desparamentação. Além disso, através do Centro de Educação Permanente em Saúde (Ceps), desde o início da pandemia, realizou diversas capacitações preparando os profissionais da rede de saúde para a execução correta desse processo no uso de EPIs.

Somente entre março e maio, o Ceps capacitou 1.472 profissionais entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, psicólogos, farmacêuticos, assistentes sociais e agentes comunitários de saúde. Esses profissionais atuaram em toda rede de saúde no atendimento de covid-19, desde a Rede de Atenção Primária, com as Unidades Básicas de Saúde, incluindo as que ofertam atendimento exclusivo para casos de síndromes gripais, Rede de Atendimento Especializado, no Hospital Zona Sul e no Hospital de Campanha.

Fonte: SMS

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