Reinfecção por coronavírus pode ser evitada, diz especialista

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(Foto: Freepik)

A reinfecção pelo novo coronavírus vem preocupando o mundo, mas é preciso saber quais são os verdadeiros riscos e diferenciar o que é mito do que é verdade. Pesquisadores afirmam ter certeza que o vírus responsável pela reinfecção nas pessoas é diferente do primeiro. Foi descoberto, por meio de um sequenciamento genético, que o segundo vírus pode estar infectando as pessoas de forma individual e não por uma disseminação viral prolongada.

“Cientistas de Hong Kong informaram que o novo vírus, ou sua nova versão, é mais próxima à que circulou na Europa entre julho e agosto. O primeiro era semelhante ao que circulou em março e abril”, observou o professor doutor em Ciências da Saúde da Uninassau– Centro Universitário Mauricio de Nassau Aracaju, Cliomar Alves. Ele disse que uma das dificuldades em descobrir se a pessoa pegou mesmo a Covid-19 de novo é saber se o vírus que aparece na segunda vez é igual ao da primeira.
Cliomar explicou que o indivíduo pode ficar com o vírus no corpo, escondido e sofrendo mutação, mesmo depois que ele deixe de se manifestar em exames. “Passados seis meses, as pesquisas indicam que, mesmo o vírus estando dentro da pessoa, ele pode adquirir outras mutações”, explica o doutor. Por esse motivo, ele considera importante realizar o sequenciamento genético, como os cientistas chineses fizeram. “Com ele, é possível montar o que se chama de árvore filogenética, detalhando as relações entre várias espécies e as mutações sofridas, buscando as causas da reinfecção para combatê-las”, ressaltou.
O doutor afirmou que é preciso estar alerta para o fato de que é muito difícil determinar se a amostra sofreu mutação dentro do indivíduo ou fora dele. “É muito mais complexo provar a infecção no Brasil porque as cepas genéticas são todas parecidas entre si. Por outro lado, é muito mais fácil detectar a mutação num caso como o ocorrido em Hong Kong, pois a pessoa viajou e pegou em outro lugar, onde as cepas são diferenciadas”, concluiu o professor.

 

Fonte: Uninassau 

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