Renais crônicos cobram da SES implantação de fluxo diferenciado

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Próxima reunião acontece no dia 21 (Foto:  Portal Infonet)

Representantes da Associação dos Renais Crônicos e Transplantados de Sergipe (Arcrese), das Secretarias de Saúde do Estado e do município de Aracaju, e de clínicas particulares que realizam o serviço de hemodiálise, se reuniram na manhã desta terça-feira, 14, para tratar da regulação do fluxo de atendimento aos pacientes renais.

“ Foi uma reunião proveitosa, pelo menos estamos vendo o interesse do Estado e do município de Aracaju em tentar resolver a questão”, afirma Lucio Alves, presidente da Arcrese.

A associação pede que seja criado um fluxo diferenciado de atendimento para os pacientes renais e que o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) funcione como retaguarda. “Os renais são pacientes complicados porque podem ter intercorrências e urgência, a exemplo de AVC, infarto, e precisam ser atendidos com um fluxo diferenciado, e não chegar no Huse, por exemplo, e entrar normalmente pela urgência, porque ele é uma paciente imunodeprimido, e está suscetível a qualquer doença, podendo vir a óbito”, explica Lucio que aponta o Huse com o hospital mais bem preparado para receber os pacientes renais.

“ É um hospital que dispõe de profissionais de várias especialidades e de equipamentos para realização de exames mais detalhados, a exemplo da tomografia, ou seja, uma assistência mais especializada”, aponta o presidente da Arcrese que adianta que também será criado o fluxo diferenciado para os pacientes da pediatria.

“ Hoje há uma dificuldade muito grande para atendimento das crianças renais, não há um atendimento específico para elas. Na reunião tratamos da implantação desse fluxo diferenciado que também seria no Huse”, conta.

Na próxima semana, dia 21, acontece outra reunião na Secretaria de Estado da Saúde (SES) para que o Estado e o município de Aracaju apresentem o resultado das definições da reunião de hoje. “Na próxima semana vamos apresentar a definição dos fluxos de atendimento, e o Estado e município de Aracaju trarão uma proposta com relação ao atendimento pediátrico”, adianta Jurema Viana, coordenadora da atenção pré-hospital e hospitalar da SES.

Jurema afirma que o Huse é um hospital que pode dar suporte aos pacientes renais em casos mais graves, mas que a unidade hospitalar não pode ser a única retaguarda. “Nos casos menos graves esses pacientes devem ser atendidos em outras unidades de saúde. Hoje existe convênio de clínicas com a Prefeitura de Aracaju, mas os representantes dizem enfrentar dificuldades financeiras para manter essa retaguarda, diante disso, o Governo e o município de Aracaju vai continuar a conversa com essas clínicas conveniadas para manter o serviço”, afirma.

Por Karla Pinheiro

 

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