Sarampo: volta do vírus ao país reforça a necessidade de vacinação

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Mércia Feitosa, diretora de vigilância em saúde da SES, alerta para a necessidade de imunizar a população (Foto: Portal Infonet)

Sergipe registra, nos últimos 12 meses, quatro casos de sarampo. A doença, que voltou a circular no Brasil em 2018, é considerada grave e pode levar a óbito. De acordo com a Secretária de Estado da Saúde (SES), a única forma de prevenir e conter o sarampo é através da vacina ofertada pela rede pública de saúde.

“Os casos aconteceram em 2018 nos municípios de Aracaju e Riachão do Dantas. Esse ano não temos nenhum registro da doença. Essas quatro pessoas são adultas, duas delas estiveram em Manaus, que apresentou casos da doença, e as outras duas tiveram contato com elas”, conta Mércia Feitosa, diretora de vigilância de saúde da SES.

De acordo com a secretária, o país, assim como o Estado, tem uma baixa cobertura vacinal do calendário infantil, fator determinante para a volta da circulação do vírus. “O vírus voltou a circular no país por conta da migração dos venezuelanos. Quando pessoas doentes entraram no país, o vírus começa a circular e a população que estava suscetível justamente porque não estarem vacinados, adoece”, explica a diretora.

A única forma de evitar a doença é através da vacina que está disponível nas unidades de saúde da capital e interior do Estado. Pessoas de até 49 anos, que nunca foram imunizadas, podem procurar os postos de saúde. “As mães precisam levar seus filhos aos postos com o cartão de vacinação e verificar se eles já foram vacinados, e se necessário, fazer a imunização. Não tivemos desabastecimento da vacina contra sarampo e ela está disponível para a população. A única forma de voltarmos a erradicar a doença é vacinando”, afirma Mércia.

Em Sergipe, segundo a SES, a imunização foi intensificada devido ao surto no país. Em 2018 o Estado atingiu 95% de cobertura vacinal.

Casos

Esta semana, o Ministério da Saúde anunciou que o Brasil perderá o certificado de país livre de sarampo emitido pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) em 2016. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2019, até 19 de março deste ano, 48 casos de sarampo foram confirmados no Brasil, sendo 20 importados e 28 endêmicos. Em 2018 foram registrados 10.326 mil casos da doença.

Sarampo

O vírus do sarampo é de fácil contágio e é transmitido através de tosse, espirros, fala ou respiração e dispersão de gotículas com partículas virais no ar. Os sintomas iniciais são febre acompanhada de tosse persistente, irritação ocular, coriza e congestão nasal e mal estar intenso. Após essa fase, há o aparecimento de manchas avermelhadas no rosto, que progridem em direção aos pés, com duração mínima de três dias. A doença pode ser grave, com acometimento do sistema nervoso central e pode complicar com infecções secundárias como pneumonia, podendo levar à morte.

por Karla Pinheiro

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