Sergipe é o estado do país com maior índice de violência psicológica

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De acordo com Pesquisa Nacional de Saúde do IBGE, o percentual de agressão psicológica em Sergipe é o maior do país (Foto: Pixabay)

Em Sergipe, 425 mil pessoas de 18 anos ou mais sofreram agressão psicológica, física ou sexual nos 12 meses anteriores à entrevista, o que corresponde a 24,9% da população a partir deste grupo de idade. Este percentual é acima do registrado na região Nordeste (18,7%). Na análise por regiões, percebe-se um percentual menor na região Sul (16,7%) e maior na região Nordeste (18,7%). Em Aracaju, capital do estado, o percentual foi superior, chegando a 28,1% dos entrevistados.

Na análise por sexo, o percentual de mulheres que sofreram alguma violência (27,2%) é superior quando comparado com os homens (19,4%). Considerando a faixa etária, a prevalência de casos de violência é mais acentuada nas populações mais jovens: de 18 a 29 anos (35,6%); de 30 a 39 anos (28,7%); de 40 a 59 anos (20,8%) e 60 anos ou mais
(14,0%).

Os percentuais relacionados a pessoas que sofreram algum tipo de violência é maior entre a população preta (20,8%) e parda (25,8%) do que entre a branca (16,4%). A mesma tendência ocorreu com a população com menor rendimento (sem rendimento até 1/4 do salário mínimo), em comparação com a de maior rendimento (mais de 5 salários mínimos), 27,6% e 18,0%, respectivamente.

Ainda, em Sergipe 65 mil pessoas deixaram de realizar suas atividades habituais em decorrência da violência sofrida, o que representa 15,4% das vítimas de violência, seja psicológica, física ou sexual. Para as Grandes Regiões, foram identificadas as seguintes proporções: Nordeste (14,3%); Norte (11,0%); Centro-Oeste (12,5%); Sul (10,1%); Sudeste
(11,3%). As mulheres foram mais atingidas do que os homens, com 21,0% e 6,7%, respectivamente.

Violência Psicológica

Em 2019, Sergipe apresentou o maior percentual do país de pessoas que sofreram agressão psicológica. O PNS estimou que em Sergipe, 407 mil de pessoas de 18 anos ou mais sofreram agressão psicológica nos 12 meses anteriores à entrevista, ou seja, 23,9% da população a partir dessa idade. Com isto, Sergipe é o estado da federação com maior percentual de pessoas que sofreram tal tipo de violência. Este índice é superior à média
nordestina (17,7%). Em Aracaju, 26,4% das pessoas afirmaram ter sofrido violência psicológica, sendo também o maior índice nacional entre as capitais.

Na análise por sexo, o percentual de mulheres vítimas de violência psicológica (25,9%) foi maior do que entre homens (21,7%). Por faixa etária, o percentual da população mais jovem (18 a 29 anos) que sofreu violência psicológica (33,6%) é praticamente quase o triplo do que o registrado na população com 60 anos ou mais (13,4%). Ainda, este percentual é superior na população preta (25,3%) e parda (24,6%), do que na população branca (20,9%).

Considerando o rendimento domiciliar per capita, o grupo com menor rendimento apresentou um percentual maior de vítimas a sofrerem este tipo de agressão: 27,1% das pessoas sem rendimento até 1/4 do salário mínimo, em comparação a 18,0% das pessoas com mais de 5 salários mínimos.

Violência sexual

Em Sergipe, 99 mil pessoas de 18 anos ou mais sofreram com violência física nos 12 meses anteriores à entrevista, o que representa 5,8% da população. Para as Grandes Regiões, foram identificadas as seguintes proporções: Norte (4,7%), Nordeste (4,5%); Centro-Oeste e Sudeste (4,0%); e Sul (3,8%). Em relação a violência por gênero, em Sergipe, o percentual de vítimas do sexo feminino foi de 6,5%, enquanto o dos homens, 5,0%.

No que diz respeito a proporção de pessoas que sofreram agressão sexual alguma vez na vida, estima-se que, no estado de Sergipe, 122 mil pessoas de 18 anos ou mais de idade foram vítimas de tal violência, o que corresponde a 7,2% desta população. Este percentual é o segundo maior da região Nordeste, ficando atrás do Maranhão (7,9%). Ainda, é quase 3 vezes maior entre mulheres (10,4%) do que entre homens (3,6%). O grupo etário que mais sofreu com tal violência foi o de pessoas com idade entre 30 a 39 anos (8,8%). Considerando-se cor ou raça, tal violência incidiu mais entre pretos (9,3%) do que brancos (8,9%).

Fonte: IBGE

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