Sergipe registra cinco mortes por leptospirose em 2019

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O balanço é da Secretaria de Estado da Saúde (SES)(Foto: arquivo/ Portal Infonet)

A poucos dias para o ano de 2019 terminar, o estado de Sergipe já registra cinco mortes por leptospirose e mais 26 casos notificados nestes últimos 12 meses. O balanço é da Secretaria de Estado da Saúde (SES). Ainda segundo a SES, em 2018, neste mesmo período, foram 23 ocorrências, 20 curas e três óbitos. Já em 2017, foram 33 casos, 27 curas e seis óbitos.

O infectologista da SES, Marco Aurélio, fornece explicações sobre a doença (Foto: SES)

O infectologista da SES, Marco Aurélio, afirma que ainda não há uma vacina contra a leptospirose, mas que a doença tem tratamento e seus danos podem ser reversíveis. O mais importante, conforme o médico, é apostar em ações preventivas. “A forma de prevenção é tentar evitar o contato, que às vezes pode ser inesperado quando, por exemplo, se tem uma enchente. Nas áreas onde isso ocorre, registra-se o maior número de casos”, completa médico.

Ainda segundo Marco Aurélio, há outras formas de transmissão, em especial, a recreativa e a ocupacional. “Com a incidência de pequenas chuvas, os campinhos de futebol, principalmente em áreas de periferia, ficam alagados e as crianças e adolescentes costumam brincar nesses locais”, destaca o infectologista. Marco Aurélio orienta também para o uso de equipamentos de proteção, como botas e luvas impermeáveis, durante a limpeza de imóveis e o contato com água de esgoto e córregos.

A doença

A leptospirose é uma doença infecciosa causada por uma bactéria presente em quase todo o mundo. O rato de esgoto (Rattus novergicus) é o principal responsável pela infecção humana em razão de existir em grande número e da proximidade com seres humanos, estimando-se que 60% deles têm a bactéria na urina. A presença de chuvas proporciona o aumento do contato entre a urina desses roedores e o homem. Quando não tem chuva essa urina seca e as bactérias são rapidamente destruídas, diminuindo a chance transmissão.

Sintomas

O infectologista explica que a doença afeta principalmente os rins, podendo levar a uma insuficiência renal. Além disso, pode evoluir afetando o fígado e provocando icterícia, que deixa a mucosa amarelada e a pele alaranjada. “A leptospirose também pode causar importantes sangramentos pulmonares e, com isso, às vezes, pode levar a morte”, completa.

Orientações gerais

Marco Aurélio orienta que pessoa que procura o serviço de saúde deve sempre relatar tudo que aconteceu no período anterior ao surgimento dos sintomas, da mesma forma que o profissional deve estar alerta para perguntar todas as possíveis exposições a que esteve sujeita aquele paciente. Assim, segundo ele, o profissional pode direcionar o seu raciocínio clínico para qual quadro combina mais com aquela sintomatologia.

por João Paulo Schneider e Verlane Estácio

Com informações da SES

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