Sergipe registra aumento nos casos de Chikungunya e Zika

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(Foto: arquivo/SES)

A Secretaria de Estado da Saúde divulgou o boletim epidemiológico das arboviroses Dengue, Zika e Chikungunya. O documento apresenta um panorama das três doenças em Sergipe, que são causadas pelo mosquito Aedes Aegypt.

O boletim traz os números referentes à 1ª até a 29ª semana epidemiológica, que corresponde ao período de 30 de janeiro a 24 de julho deste ano, e faz uma comparação com o mesmo período do ano passado. Em 2021, já foram confirmados 217 casos de Dengue, 1041 casos de Febre Chikungunya e 61 casos de Zika Vírus. Isso representa uma redução de 78,1% dos casos de Dengue, aumento de 2,1% nos casos de Chikungunya e 90,6% nos casos de Zika.

No período, foram notificados 1.593 casos suspeitos de Dengue, contra 2.713 em 2020, enquanto as notificações de Chikungunya somaram 2.105 este ano face as 1.396 em 2020, conforme revela o boletim epidemiológico, que aponta ainda 159 casos notificados de ZiKa Vírus frente os 149 informados no ano passado.

A dengue continua afetando mais o sexo feminino. Elas representaram 53,3% dos casos confirmados, enquanto os homens responderam por 46,7% das ocorrências. Os grupos etários mais atingidos pela doença foram os adultos jovens com idades entre 20 a 34 anos, que contabilizaram 35,5% dos casos, e adultos de 35 a 49, com 28,9% das confirmações.

Aracaju e Nossa Senhora do Socorro foram os municípios que registaram maior ocorrência de Dengue, com 45 e 40 casos, respectivamente. A capital também lidera em número de Chikungunya, com 278 registros, seguida do município de Boquim, que somou 220 ocorrências. Em relação à ZiKa Vírus, a maior incidência se deu em Lagarto, com 22 casos, enquanto Aracaju totalizou 15, Simão Dias 13 e Itabaianinha 12.

LIRAa

O último Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), realizado no mês passado, revela que 17,3% ou 13 municípios sergipanos estão em baixo risco; 70,6% ou 53 estão em médio risco e 12% ou nove municípios estão em alto risco de infestação do mosquito e são eles: Cristinápolis, Itabaiana, Malhada dos Bois, Malhador, Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora da Glória, Pinhão, São Domingo e Simão Dias.
Controle do vetor

A gerente do Núcleo de Endemias da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Sidney Sá, informou que neste segundo semestre os municípios retomam as visitas domiciliares. “O ano passado foi muito atípico no que diz respeito ao controle do Aedes aegypti quando tivemos a suspensão das visitas domiciliares dos agentes de endemias por conta da pandemia, mas agora que a Covid-19 arrefeceu, nos dá tranquilidade para retomarmos a atividade que é específica dos municípios. É claro que os protocolos sanitários serão cumpridos nessas visitas, como o distanciamento e o uso de máscaras”.

Quanto as ações específicas da Secretaria de Estado da Saúde no controle do vetor, Sidney Sá adiantou que será retomada a aplicação de fumacê nos municípios que sinalizam risco para um possível surto ou uma epidemia, ou seja, aqueles apontados pelo LIRAa como de alto risco de infestação do mosquito. “É importante destacar que ao longo desse tempo a Secretaria de Estado da Saúde não parou de fornecer o inseticida para que os municípios trabalhassem o controle do vetor na fase adulta”, disse.

Sidney Sá enfatiza que os vírus da Dengue, Chikungunya e Zika circulam todos ao mesmo tempo, já que o vetor é o mesmo, ou seja, o mosquito Aedes aegypti. “É importante que a população esteja ciente de que o Aedes não deixou de existir por conta da Covid-19. Precisamos estar atentos, gestores e população, para o fato de que o nosso inverno está chegando ao fim e vem aí a primavera e na sequência o verão, trazendo um sol quente que favorece a proliferação do vetor”, alertou.

Fonte: Ascom/SES

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