SES apoia municípios nas ações contínuas de combate ao fumo

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Coordenadora do Programa Estadual de Controle ao Tabagismo da SES, Lívia Angélica da Silva (Foto: SES)

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), através do Programa Estadual de Controle do Tabagismo, comemorará, no próximo dia 29 de agosto, o Dia Nacional de Combate ao Fumo, criado em 1986, pela Lei Federal nº. 7.488. Mas na SES o apoio aos fumantes que desejam parar de fumar não se resume a um dia, as ações são contínuas. Durante todo o ano a secretaria contribui com os municípios do estado de Sergipe, distribuindo materiais enviados pelo Ministério da Saúde (MS), orientando sobre o tema “Tabaco e Doenças Cardíacas”, apresentando conteúdos a serem trabalhados nos grupos de Saúde da Família, em escolas e entidades não governamentais. Segundo a coordenadora do Programa Estadual de Controle ao Tabagismo da SES, Lívia Angélica da Silva, o estado descentraliza as ações para os municípios atuando de forma integrada. Dos 75 municípios sergipanos, 51 ofertam tratamento para os fumantes.

Lívia informa ainda que cada município tem suas próprias estratégias, que são diversas. “Já trabalhamos com os municípios para o dia 31 de maio, o dia Mundial sem Tabaco. É um dia pontual, mas eles já estão trabalhando outras estratégias, são ações que eles já fazem ao longo dos anos como, por exemplo, em escolas, com a questão do tratamento, do plantio do tabaco. Há zonas que ainda têm o plantio de tabaco e existe uma política nacional pensando nas diversas estratégias de diminuir essa produção e, consequentemente, o consumo. É uma produção difícil de erradicar por ser uma droga lícita para o comercio”, explica.

O Tabagismo está atrelado a vários tipos de doenças. O câncer é o mais lembrado, mas há uma série de outras doenças crônicas como hipertensão, diabetes. Para doenças cardíacas a primeira causa é a hipertensão e a segunda o tabagismo. Pesquisas revelam que 30% dos cânceres, de uma forma geral, estão relacionados ao hábito de fumar, 90% dos cânceres de pulmão, 25% das pessoas que fumam vão ter doenças cardíacas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 4,9 milhões de pessoas, mais de 10 mil por dia, morrem todos os anos em decorrência do cigarro, que contém cerca de 4.720 substâncias tóxicas, das quais pelo menos 70 são cancerígenas. Em Sergipe, conforme dados do Departamento de Informática do SUS (Datasus) para pessoas maiores de 20 anos, de 2008 a 2017 morreram, em hospitais, 402 homens e 383 mulheres em decorrência de infarto agudo do miocárdio (IAM). Já para acidente vascular cerebral (AVC), no mesmo período, chegaram a óbito 1.335 homens e 1.414 mulheres.

O Brasil faz parte de uma convenção internacional conhecida como Convenção-Quadro de Controle do Tabaco (CQCT) adotada pela OMS em 21 de maio de 2003 e que entrou em vigor em 27 de fevereiro de 2005. Considerada um marco histórico para a saúde pública mundial, a Convenção-Quadro determina a adoção de medidas intersetoriais nas áreas de propaganda, publicidade, patrocínio, advertências sanitárias, tabagismo passivo, tratamento de fumantes, comércio ilegal e preços e impostos, com mais de 30 artigos sobre o tema.

A proibição da publicidade nos meios de comunicação, a diminuição do plantio do tabaco dando outras opções de culturas de subsistências aos trabalhadores, a taxação dos impostos de forma a aumentar o valor das carteiras de cigarro dificultando o acesso, medicamentos, são ações que colocaram Aracaju como a segunda capital com o menor índice de tabagismo no Brasil, conforme pesquisa realizada pela Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde. “Medidas como essas, que são monitoradas, tem fortalecido esse tema de saúde tão importante. Hoje a gente já vê que mudou muito o comportamento das pessoas, já não tem muitos fumantes e quem ainda fuma, não fuma mais nos ambientes fechados, o que é muito importante”, diz a coordenadora.

Fonte: SES

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