SES capacita profissionais para abordagem e tratamento do tabagismo

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Capacitação segue até amanhã (Foto: SES)

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), através do Programa Estadual de Controle do Tabagismo, realiza, nos dias 11 e 12 de dezembro, das 8h às 17h, no auditório da Faculdade Maurício de Nassau, o Curso de Capacitação para Abordagem e Tratamento do Tabagismo, destinado a coordenadores municipais e profissionais de saúde, de nível superior, dos municípios que desejam implantar  o programa, ampliando a oferta do tratamento do tabagismo  nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). Foram ofertadas quatro vagas para cada município.

Segundo a coordenadora do Programa Estadual de Controle do Tabagismo da SES, Lívia Angélica da Silva, o objetivo dessa capacitação é ampliar a cobertura para os municípios que ainda não têm o programa, como também aumentar as equipes naqueles locais que já possuem.

“A gente quer ver se consegue fechar 100% desses municípios. Dos 75 municípios, temos 51. Nessa primeira manhã trabalhamos o olhar do território, como vamos organizar esse programa no município contando com a intersetorialidade, com a parceria. Foram apresentadas várias ideias de quem já faz, e como faz, e os novos já estão percebendo como funciona, para depois entrarmos na parte mais técnica do tratamento, planejamento, mapeamento do território, as dificuldades e facilidades, para ver se a gente continua alcançando os mesmos índices, com esses profissionais que são muito bons no que fazem” explica Lívia.

O evento conta com uma novidade, a participação do referência técnica das práticas integrativas e complementares da SES, Glaudenilson Silva que, em parceria com o programa de tabagismo, apresentará os recursos das práticas integrativas que podem ser utilizadas na prevenção ou no tratamento do tabagismo. As práticas integrativas têm a proposta de utilizar recursos naturais na prevenção de agravos em relação à saúde.

“É interessante a gente sempre alimentar essa ideia de que os recursos naturais não vão ser cerceadores dos recursos tradicionais utilizados nos cuidados à atenção à saúde, serão complementares, como o próprio nome da política traz. Integrativas no sentido de que elas vão se associar a todo um contexto cultural da própria população e complementas porque elas vão fazer parte de um cuidado e atenção que já vem sendo ofertado nos territórios”, diz o referência técnica.

Para o médico do Programa Saúde da Família (PSF) da zona rural de Indiaroba, Rodrigo Motta, é importante participar dessa capacitação porque o município ainda não tem um grupo de apoio, não tem um programa que acolha os pacientes tabagistas. “A intenção de vir aqui é entender o tratamento, como a gente pode acolher esse paciente e ajudar a diminuir, e até mesmo cessar, o uso do cigarro. Nos meus atendimentos do PSF o paciente fumante pergunta e a gente questiona se eles têm vontade e intenção de parar. Alguns respondem que sim, que têm intenção, só que não conseguem. Hoje a conduta normal, básica, é de aconselhar, mas sem medicamentos, sem um grupo para aquele objetivo, que ainda não tem. Então aqui vamos saber como fazer” comenta.

Já a assistente social e coordenadora de um dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (Nasf) de Itabaiana, Viviane de Oliveira Santos, muitas ações já foram feitas no município, inclusive uma nova começou nessa semana. “A própria população começa a procurar a unidade quando percebem o sucesso do outro. Eu já participei de uma capacitação dessa como convidada e ouvinte e, quando houve essa oportunidade de a gente de fato fazer uma capacitação mais focada, viemos, pois nossa intenção é multiplicar ainda mais as ações no município. Já está sendo uma experiência muito interessante”, informou Viviane.

A coordenadora da Atenção Básica do município Riachão do Dantas, Maria de Lourdes dos Santos Menezes, comentou que já conhecia o programa, mas decidiu participar para aprofundar os conhecimentos. Segundo ela “tem todo um aparato por trás, a abordagem, o tratamento terapêutico, a questão da medicação, as seções, que a gente precisa conhecer para poder implantar com sucesso”, concluiu a coordenadora.

Fonte: SES

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