SES e MS realizam reunião para implantação da Atenção Domiciliar

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O objetivo foi o de apoiar os 10 municípios que estão habilitados para implantar ou já ter implantado as equipes de Atenção Domiciliar (Foto: SES)

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) e o Ministério da Saúde  (MS) realizaram durante toda esta quarta-feira, 13, uma reunião técnica com 10 municípios sergipanos sobre a Atenção Domiciliar, uma estratégia do Programa Melhor em Casa.

O evento, que foi realizado no auditório da Fundação Estadual de Saúde (Funesa), foi aberto pelo secretário de Estado da Saúde, Valberto de Oliveira, que destacou a qualidade do programa enquanto mais uma linha de cuidado para os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
“A atenção domiciliar é uma ação que traz benefícios para o paciente e para a gestão. Para os usuários, porque ele passa a ter uma linha de cuidado pós internação hospitalar, havendo a necessidade ele é vinculado ao serviço e para a gestão porque há a perspectiva de redução do tempo de internação e, consequentemente, da superlotação”, disse Valberto Oliveira, salientando, entretanto, que é preciso que os atores que compõem a rede de assistência operem em união, com integração e dialogando.
A reunião técnica foi dirigida a secretários, os coordenadores da Atenção Domiciliar e da Atenção Primária dos municípios, bem como a técnicos da Secretaria de Estado da Saúde que atuam nas áreas afins.  O objetivo foi o de apoiar os 10 municípios que estão habilitados para implantar ou já ter implantado as equipes de Atenção Domiciliar, segundo informou a coordenadora da Rede de Atenção Pré-Hospitalar e Hospitalar, Jurema Viana.
Segundo ela, a Atenção Domiciliar faz parte do programado Melhor em Casa, do Ministério da Saúde, que visa ofertar uma atenção complementar ou substitutiva a assistência hospitalar. “Existem pacientes que podem ser acompanhados em seu domicílio, com um pouco mais de foco nessa atenção. Eles são cuidados perto da família, dentro do seu domicílio, com resposta melhor ao tratamento e menos exposto aos riscos de infecções. Por outro lado, temos a redução das reinternações e do tempo de permanência nos hospitais”, disse.
Viana salientou que a Atenção Domiciliar se caracteriza por um conjunto de ações de prevenção e tratamento de doenças, reabilitação, paliação e promoção à saúde, prestadas em domicílio, garantindo continuidade de cuidados, realizados por equipe multidisciplinar. Em Sergipe, 10 municípios estão habilitados para a Atenção Domiciliar, sendo que três deles – Canindé do São Francisco, Nossa Senhora do Socorro e Simão Dias – já possuem o serviço implantado. Os outros sete estão e fase de implantação e são eles Aracaju, Estância, Itaporanga, Poço Redondo, Poço Verde, Salgado e Tobias Barreto.
O diretor de Atenção Integral à Saúde, João Lima Júnior, falou sobre o serviço. “A discussão da Atenção Domiciliar nos leva a refletir sobre o que os hospitais estão fazendo dentro do seu território e além daquele limite físico, Como está a relação destas unidades com os municípios, com os secretários, com a Coordenação da Atenção Primária, como está a questão da alta responsável?”, questionou o diretor, enfatizando que “nunca iremos dar passos largos se, antes de construirmos rede de atenção à saúde, não construirmos rede de pessoas”, completou.
Presente ao evento, o presidente do Conselho de Secretários Municipais de Saúde em Sergipe (Cosems), Enock Luiz Ribeiro da Silva, se disse um apaixonado pelo programa. Pioneiro da implantação da Atenção Domiciliar em Canindé do São Francisco quando respondia pela Secretaria de Saúde daquele município, atestou que o serviço traz resultados muito positivos. “Tínhamos pacientes que estava há anos com feridas abertas e somente a partir da Atenção Domiciliar, que acontece de domingo a domingo, houve uma evolução de melhora muito grande. Então, dá resultado sim”, reforçou.
A representante do Ministério da Saúde, Sílvia Reis, disse que este é um momento muito potente, com 10 municípios em vias de serem habilitados no programa. “Sou uma entusiasta desta estratégia que traz benefícios para os usuários do Sistema Único de Saúde. Basta saber que a cada dois anos a gente faz uma pesquisa com os pacientes, via Ouvidoria, e nas três que fizemos alcançamos 95% de aprovação. A Atenção Domiciliar é uma porta de saída qualificada. Como nunca teremos leitos suficientes, é importante que a gente fortaleça outros espaços de cuidados”, finalizou.
Fonte: SES
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