SES realiza Oficina de Aconselhamento em Aleitamento Materno

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O evento ocorre hoje e amanhã na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (Foto: Flávia Pacheco)

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), através da Gestão da Rede Materno Infantil, realizará, nos próximos dias 4 e 5 de dezembro, das 8h às 17h, na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), a ‘Oficina de Aconselhamento em Aleitamento Materno’, totalizando uma carga horária de 16 horas.  O curso é uma estratégia montada pelo Ministério da Saúde (MS), abraçada por Sergipe, e tem 30 vagas que serão distribuídas entre representantes das nove Maternidades do Estado, do Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism) e da Atenção Primária.

Estudos comprovam que o aleitamento materno diminui a mortalidade infantil em 13%.  Hoje, a taxa de mortalidade está na casa de 16,24%, ou seja, a cada mil nascidos vivos, 16,24 morrem. “Criança é indicador econômico, eu digo sempre. São eles que vão sustentar essa nação, crianças são o futuro. Precisamos cuidar delas, e o aleitamento materno tem todas as comprovações de que aumenta o QI, o nível de escolaridade, diminui a mortalidade infantil, são muitos benefícios. Está provada sua potência, o que é preciso agora é estruturar o apoio nos territórios, apoiar para facilitar a amamentação, pois o que é difícil para uns e fácil para outros, tornar uma prática prazerosa”, comenta a referência técnica de Gestão da Rede Materno Infantil, Helga Müller Mengel.
Segundo Helga, “a ideia é que esse curso transforme os 30 participantes em facilitadores estaduais a fim de que saiam, no dia 5, com a construção de um plano de ação simples, por exemplo: como posso aplicar esse ganho que eu tive aqui, lá no lugar para onde eu vou retornar? O grande objetivo é formar facilitadores para que a gente institua, aqueça, dinamize essa rede de saúde pública, para as práticas do aleitamento e da amamentação. A importância é diminuir a mortalidade infantil e a materna também. A mulher que amamenta previne câncer de ovário, de mama, diminui hemorragias. Se a criança, na primeira da hora de vida, já é colocada no peito de sua mãe faz com que ela se recupere mais rápido e a amamentação é estendida ate o 6º mês com mais facilidade, como mostram as evidência científicas”, diz.
O evento contará com duas profissionais das áreas de medicina e nutrição, qualificadas pela IBFAN (Rede Internacional em Defesa do Direito de Amamentar – International Baby Food Action Network), e mais três representantes do Estado, formados em manejo em aleitamento materno que é a prática de conduzir o processo de amamentação, com técnicas e convivências. O IBFAN é uma rede formada por mais de 270 grupos ativistas espalhados por cerca de 168 países e que atua há de 30 anos na conscientização do mundo sobre a importância da amamentação e os perigos da alimentação artificial na infância.
Fonte: SES
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