Terapia com animais ajuda no tratamento da depressão e outras doenças

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Cristiana e sua gatinha Fiona (Foto: arquivo pessoal)

Aos poucos se popularizando no Brasil, a Terapia Assistida por Animais (TAA), tem ganhado cada vez mais adeptos. Segundo a psicóloga Cristiana Almeida Costa, já está comprovado cientificamente que a interação com os animais auxilia no tratamento de muitas doenças, como a depressão, transtornos de ansiedade, dentre eles, a Síndrome do Pânico.

“Na TAA os animais participam da intervenção terapêutica, como co-terapeutas”, resume Cristiana Almeida Costa (Foto: arquivo pessoal)

“Na TAA os animais participam da intervenção terapêutica, como co-terapeutas”, resume Cristiana Almeida Costa. A profissional conta que possui uma gatinha chamada “Fiona” e ela desempenha um importante papel na hora das consultas. “Alguns pacientes chegam muito ansiosos. A presença da Fiona acaba ajudando a diminuir o nível de ansiedade, uma vez que o contato com ela ajuda na liberação de Endorfina, Serotonina, Dopamina e Ocitocina, que são neurotransmissores conhecidos como “Quarteto da Felicidade”, explica.

Cristiana diz ainda que a presença do animal contribui para mudar um pouco a atmosfera do ambiente, deixando-o mais leve. “Ela é uma gatinha bem dócil. Gosta de oferecer carinho. Quando eu não a levo para o consultório alguns pacientes sentem falta”, afirma. A psicóloga explica também que todo o processo de terapia com os animais tem a devida ciência dos pacientes. “Nós explicamos todo o processo. Geralmente não há uma negativa deles”, pontua Cristiana.

Como o processo se dá com os animais, Cristiana destaca que há um cuidado muito grande com a saúde deles: “nós seguimos protocolos internacionais. A Fiona, por exemplo, regularmente faz exames e é vacinada. Fora o protocolo de higienização antes das intervenções”, salienta.

Com a crescente popularização, a psicóloga explica que não tem encontrado muita resistência em relação à presença de animais na hora das consultas. “Ultimamente muitas pessoas têm animais em casa. Antigamente, eles dormiam nos quintais. Hoje, dormem nas nossas camas. As pessoas estão mais conscientes do papel benéfico deles em suas vidas. Então, já há uma afinidade muito grande.”, reitera a profissional.

por João Paulo Schneider 

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