UFS: cabine para testes da covid-19 reduz risco de contaminação

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Cabine de testes do novo coronavírus reduz risco de contágio (Foto: LPI-UFS)

O Laboratório de Patologia Investigativa da UFS, em parceria com projeto social Valter Passos, estão criando cabines para testes da covid-19. O objetivo é reduzir o risco de contágio entre pacientes com sintomas da doença e profissionais de saúde na coleta da amostra para exame RT-PCR, que detecta o vírus através das vias respiratórias.

Trata-se de um equipamento de proteção com armação metálica, lona plástica e material acrílico, com duas aberturas para passagem das mãos do profissional que realiza o exame. Pesa em torno de 8kg, mede 1.80 x 90cm, e é de fácil higiene.

A primeira cabine foi entregue na tarde desta quinta-feira, 28, na Unidade Básica de Saúde Fernando Franco, localizada no conjunto Augusto Franco, no bairro Farolândia, na zona sul de Aracaju. Nos próximos dias, pelo menos, cinco novos equipamentos serão doados para outras unidades de saúde na capital e no interior do estado.

“Este projeto foi idealizado pensando nos profissionais da linha de frente, especificamente para aqueles que realizam a coleta das amostras respiratórias para o diagnóstico da covid-19. Nossa ideia era produzir um equipamento de proteção de fácil manuseio e higiene, diminuindo o risco de contaminação para este profissional de saúde,” afirma o coordenador do LPI-UFS, professor Paulo Ricardo Martins Filho.

Renaldo Prata, diretor do projeto social Valter Passos, diz que a união entre as instituições faz a diferença no enfrentamento de situações como a da pandemia do coronavírus. “Contribuir com os profissionais de saúde, aos quais devemos muito respeito, é um compromisso nosso, através do Projeto Valter Passos, com o apoio do Rotary Club Aracaju Nova Geração, em parceria com Universidade Federal de Sergipe. Esse equipamento diminui os riscos de contaminação pela covid-19”, frisa Renaldo.

Para a diretora da Vigilância e Atenção à Saúde de Aracaju, Taíse Cavalcante, a cabine de testes proporciona mais segurança durante a coleta da amostra. “É mais uma barreira de proteção para o momento da coleta. É um exame difícil, é um exame em que a pessoa pode espirrar ou tossir. E, nesse momento, essa barreira de proteção protege mais ainda o profissional de saúde, mesmo com seus EPI’s”, pontua Taíse.

A enfermeira Ângela Oliveira ressalta que a cabine traz mais segurança para os profissionais da saúde. ”Porque, ao coletar diretamente no paciente, o profissional fica muito exposto, justamente, na coleta da amígdala. Geralmente, quando a gente colhe, o paciente tosse, espirra. E com esse protetor, não. Além do equipamento de proteção individual que a gente usa, tem essa placa que protege mais ainda”, finaliza Ângela.

Fonte: UFS

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