Unimed faz eleição para direção no dia 6 de março

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Foto: sxc

Com eleições marcadas para o dia 6 de março, com o período de inscrições de chapas de 16 a 31 deste mês, a Unimed pode passar de mãos e sair de uma fase que só vem trazendo estresse aos médicos e aos pacientes – aos primeiros, pelos valores irrisórios que a Unimed vem pagando, cerca de R$ 30, por consulta, assim mesmo depois de 40 dias; aos segundos, pelo sufoco em encontrar algum médico e marcar consulta, já que muitos deles estão se descredenciando pela desvalorização da classe.

É interessante notar que, quem é da Unimed, ao levar os exames solicitados pelo médico, o paciente recebe das mãos da atendente a receita, sem ter qualquer contato com o médico que solicitou os exames. É uma realidade, no mínimo, vergonhosa. A situação da Unimed é um pouco complexa, até porque uma dívida de cerca de 125 milhões com a Prefeitura de Aracaju, que antes fora reduzida para apenas 7 milhões, causou tanta espécie e revolta, está voltando ao seu valor original.

Não se sabe que outras pendências a caixa preta da Unimed pode estar escondendo. Como a ANS (Agência Nacional de Saúde) já decretou intervenção nas Unimeds de Guararapes e Petrópolis e está atenta ao que está acontecendo em Salvador, onde existe um quadro de dificuldades, é, assim, legítimo que cooperados ou associados preocupem-se com a situação da Unimed local, pois são eles que terão que pagar o ônus ou suportar o rombo de um naufrágio. Saber da saúde da própria Unimed não chega a ser uma ameaça ou um desrespeito, é até uma questão de responsabilidade. Alguns médicos cooperados dizem que a administração da Unimed em Aracaju “é muito pesada”. “Basta ver a quantidade de funcionários na sede e ainda o pagamento de despesas que necessitam de um maior escrutínio como é o caso dos exames de mamografia”.

Por Ivan Valença

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