Vai viajar? Veja vacinas que você deve tomar antes de arrumar a mala

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A coordenadora de Imunização da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), Ilziney Simões, alerta que para a vacina fazer o efeito esperado é preciso tomá-la com no mínimo 15 dias de antecedência (Foto: arquivo/ Portal Infonet)

O ditado popular ‘prevenir é melhor que remediar’ se enquadra no contexto de viagens quando o assunto é a vacinação. Segundo uma pesquisa do Conselho Europeu de Assessoria em Saúde de Viagem, apenas 40% dos entrevistados disseram revisar o cartão de vacinas antes de pegar o avião. No entanto, a questão central gira em torno dos 20% deste total que informou buscar orientação médica somente pouco mais de uma semana antes da viagem.

Atualizar o cartão de vacinas é importante antes de viajar, aconselha Ilziney (Foto: Portal Infonet)

A coordenadora de Imunização da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), Ilziney Simões, alerta que para a vacina fazer o efeito esperado é preciso tomá-la com no mínimo 15 dias de antecedência. “A vacinação é um meio importante para as pessoas se protegerem de doenças que podem levar até o óbito”, afirma Ilziney. A coordenadora explica ainda que antes de uma viagem é necessário que as pessoas procurem um posto de saúde para receber orientações necessárias quanto à vacina. “É fundamental que as pessoas antes de realizar uma viagem possam procurar as salas de vacina e conversar com os profissionais de saúde. Informando o destino da viagem para saber se é ou não necessário tomar alguma vacina específica”, diz.

Febre Amarela e viagens internacionais 

Ilziney cita a importância da vacina contra a febre amarela. Segundo ela, alguns países pedem o certificado de vacinação contra a doença como uma das condições para se liberar a entrada de estrangeiros. “Há países, a exemplo dos latino-americanos e africanos, em que se há a necessidade de tomar a vacina da febre amarela. O certificado de vacina é emitido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Para recebê-lo o indivíduo deve apresentar o cartão de vacina com todos os dados referentes à vacinação. Diante desses dados, o órgão emite o certificado e a pessoa está apta a viajar para essas localidades”, informa.

Febre amarela e viagens nacionais

Para saber se a localidade que a pessoa irá é de risco ou não, Ilziney orienta fazer uma busca no site do Ministério da Saúde para analisar se o local está numa área de contágio definida pelo órgão. “Se a pessoa verificar que o município onde pretende ir é de risco, então a vacinação é necessária”, alerta.

Hepatites A e B e Tríplice Viral (Sarampo, Caxumba e Rubéola)

Em relação a estas vacinas, Ilziney orienta que é importante se vacinar como prevenção rotineira e não condicionar as vacinas à uma viagem. “Elas fazem parte do calendário de vacinação nacional e são ofertadas gratuitamente em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) do estado. É importante que o indivíduo saiba do seu histórico vacinal. Por isso é imprescindível levar ao posto de saúde a carteira de vacinação para saber quais vacinas deverão ser aplicadas, ou ainda, reforçadas”, detalha.

Doses

Segundo o Ministério da Saúde, para pessoas entre 20 e 59 anos é necessário que a vacina contra a Hepatite B seja tomada em três doses. A vacina contra a febre amarela pode ser aplicada a partir do nono mês da criança e tem dose única, válida para a vida inteira. E a Tríplice Viral, que protege contra o Sarampo, Caxumba e Rubéola, deve ser aplicada em duas doses para pessoas não vacinadas que tenham entre 20 e 59 anos. Já os indivíduos que têm entre 30 e 49 anos – e que também nunca foram vacinados – é indicada apenas uma dose. Todo o calendário vacinal elaborado pelo Ministério da Saúde pode ser conferido clicando aqui.

Dica de imunização 

Ilziney orienta que a vacinação deve ser feita com no mínimo dez dias de antecedência antes de viajar para o local considerado de risco. “Esse tempo é o suficiente para que se possa produzir os anticorpos necessários para a proteção contra a doença”, explica.

por João Paulo Schneider 

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