Vigilância Ambiental monitora cianobactérias

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Em caso de anormalidades, providências são solicitadas (Foto: SES)

Em cumprimento à Portaria de Potabilidade da Água para consumo humano, a coordenação de Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado da Saúde (SES), através de sua gerência de Vigilância Ambiental tem monitorado a presença de cianobactérias, microorganismos que frequentemente apresentam coloração de verde oliva a verde-azulado em diversos habitat (águas marinhas, solo úmido, sob folhas de florestas entre outros), sendo a maioria de água doce e algumas podem liberar toxinas na água dos Sistemas de Abastecimento.

De acordo com o gerente da Vigilância Ambiental da SES, Alexsandro Bueno, alguns tipos de cianobactérias podem produzir toxinas altamente potentes que causam intoxicação nos seres humanos, com efeitos neurotóxicos, hepáticos e dermatológicos, de modo que o contato com a pele, ou sua ingestão, é responsável por malefícios à saúde.

“Mensalmente, cumprimos um planejamento de coleta que incluem rios e pontos de captação, previamente selecionados em localidades mais susceptíveis à incidência de florações, através da identificação de áreas de risco, e encaminhamos as amostras ao Laboratório Central de Saúde Pública (LACEN) para análise. Esta é uma das ações oportunas e preventivas executadas pela SES no programa estadual de vigilância da qualidade da água para consumo humano”, conta Alexsandro Bueno.

Ainda segundo ele, em caso de anormalidades, providências são solicitadas. “Acionamos imediatamente o responsável pelo Sistema de Abastecimento para adoção das medidas cabíveis. Nosso objetivo é minimizar os impactos à saúde pública provenientes dos riscos da exposição humana às cianotoxinas. Felizmente, até o presente os resultados tem sido satisfatórios, mas a vigilância continua”, revela.

O crescimento populacional, a produção agrícola e industrial são as principais causas para que os corpos hídricos se tornem cada vez mais eutrofizados (ricos em nutrientes), devido, principalmente, aos lançamentos de esgotos domésticos in natura, aos efluentes líquidos industriais ricos em nutrientes, aos dejetos oriundos da criação de animais domésticos, nas proximidades dos cursos de água.  O crescimento excessivo de cianobactérias em reservatórios brasileiros é uma realidade. É importante lembrar que, em Sergipe, no ano de 2015, o ponto de captação de água do município de Canindé do São Francisco/SE foi atingido por uma grande floração, porém não foram identificadas espécies tóxicas.

Fonte: SES

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