Zona Norte é a região com mais óbitos por Covid-19 em Aracaju

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(Foto: Projeto EpiSergipe)

Um estudo epidemiológico da divulgado pela Universidade Federal de Sergipe (UFS) – , no âmbito do projeto EpiSergipe – nesta quinta-feira, 18, apontou que a zona norte de Aracaju concentra as maiores taxas de mortalidade e letalidade da Covid-19 em Aracaju. Por outro lado, a zona leste lidera a incidência de casos da doença. Clique aqui para ver o estudo completo.

A análise foi feita com base nos dados epidemiológicos do município até o dia 16 de junho deste ano. Com 9.849 casos confirmados até o fechamento do estudo, a capital concentrava 60,5% dos registros da doença em todo o estado de Sergipe. Neste contexto, tendo uma população estimada, segundo o IBGE, em 657.013 habitantes, a taxa de incidência do novo coronavírus é de 150 casos para cada 10 mil habitantes.

Taxa de incidência

De acordo com o estudo, a taxa de incidência atual do município de Aracaju é de 150 casos para cada 10.000 habitantes. A maior taxa de incidência tem sido registrada na zona leste, seguido das zonas oeste, sul e norte. Os 5 bairros com as maiores taxas de incidência de COVID-19 em Aracaju são Jardins, Centro, Jabotiana, Salgado Filho e 13 de Julho.

Taxa de mortalidade

O estudo aponta também que a taxa de mortalidade atual por COVID-19 em Aracaju, considerando a população estimada pelo IBGE (2019), é de aproximadamente 2,5 óbitos para cada 10.000 habitantes. Considerando as zonas urbanas, conforme o estudo, a maior taxa de mortalidade por COVID-19 é observada na zona norte, seguida das zonas leste, oeste e sul.

Taxa de letalidade

A zona norte também é a que apresenta a maior taxa de letalidade(c) da doença, com 1,8% de óbitos do total de casos confirmados na região. Taxas de mortalidade superiores a 2,5 óbitos para cada 10.000 habitantes são observadas em 11 bairros da capital: Cidade Nova, Industrial, Santos Dumont e Soledade (zona norte); Novo Paraíso e Siqueira Campos (zona oeste) e; Centro, Getúlio Vargas, Salgado Filho e Suissa (zona leste); e Atalaia (zona sul).

Acompanhamento

“Estamos sugerindo um acompanhamento de pelo menos mais duas semanas para que se tenha uma noção mais tangível do comportamento da covid-19 em Aracaju em termos de mortalidade. Além disso, a investigação da evolução dos óbitos por zonas urbanas poderá contribuir para o planejamento estratégico do município no enfrentamento da epidemia. O projeto EpiSergipe da UFS continuará com o monitoramento da evolução dos óbitos por covid-19 e fará a emissão periódica de novas notas técnicas com os resultados destas avaliações,” destaca o coordenador do laboratório de Patologia Investigativa da UFS, professor Paulo Ricardo Martins Filho.

O estudo epidemiológico desenvolvido pela universidade foi apresentado, por videoconferência, ao prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, nesta quarta-feira, na ocasião da reunião do Comitê de Operações Emergenciais (COE) do município.

Com informações da UFS

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