Ibama continuará recebendo o resgate de animais silvestres

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Reunião aconteceu na sede da Adema (Foto: Portal Infonet)

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e de Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em Sergipe continuará a receber animais silvestres resgatados em áreas urbanas enviados pela Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema). Somente de março até o momento, houve o resgate de 54 animais silvestres.

Durante reunião realizada entre os dois órgãos na manhã desta terça-feira, 10, foram pactuados um Acordo de Cooperação quanto ao resgate de animais silvestres que apresentam dificuldades motoras ou de saúde.

De acordo com o diretor-presidente da Adema, Gilvan Dias, a reunião foi para fortalecer a parceria. “Esses animais após tirarmos do ambiente urbano, eles pertencem ao Ibama e por conta de uma reforma no Cetas [Centro de Triagem de Animais Silvestres] estávamos sem conseguir enviar para o Ibama. De forma positiva foi feita essa reunião e conseguimos definir algumas questões e continuarmos fazendo o resgate dos animais”, informa.

Segundo o superintendente do Ibama em Sergipe, Carlos Tadeu da Silva, o órgão possui um Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) localizado no município de Areia Branca, no entanto, está em reforma e a previsão é de conclusão das obras em cerca de 70 dias.

“A Adema sempre foi parceiro nosso e vamos continuar recebendo os animais no Cetas, mas esse problema só será resolvido quando o estado tiver seu Cetas. Quero deixar claro que o Cetas nunca fechou as portas e o que falta é a avaliação de um veterinário que não temos para avaliar os animais”, informa Carlos Tadeu, acrescentando que devido a falta de recursos, foi solicitado que o estado possa realizar a cessão de um profissional veterinário para fazer a avaliação dos animais abrigados pelo Ibama.

Outro ponto discutido no encontro foi quanto à necessidade de criação do Centro de Animais Silvestre do Estado. Segundo a Adema, está em fase de elaboração do projeto para que seja encaminhado ao Conselho Estadual do Meio Ambiente. Se aprovado, deverá ser direcionado à Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) para possível aprovação.

Por Aisla Vasconcelos

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