Doenças mentais: a linha tênue entre o normal e anormal

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Depressão, por exemplo, é uma das doenças psicossomáticas que tem crescido (Fotos: Portal Infonet) 

As doenças psicossomáticas vêm sendo consideradas, nos últimos anos, como as doenças do século. O fator de alterar o estado emocional permanentemente torna a doença uma inimiga silenciosa da pessoa acometida. Um exemplo do emergente crescimento de casos de depressão no país é o levantamento realizado pela Agência Brasil junto a Organização Mundial da Saúde (OMS), apontando que cerca de 5,8% da população brasileira sofre de depressão – o percentual equivale a 11,5 milhões de casos registrados. De 2005 a 2015, o crescimento acumulado é de 18,4%.

O cenário estimulou profissionais da área da saúde mental se debruçarem sobre diagnósticos, métodos e processos de remediação desses tipos de doenças. Mas, segundo alguns especialistas, ainda existe uma linha muito tênue entre o que é um estado emocional normal e patológico.  “As pessoas estão se sentindo cada vez mais desadaptadas para vida e o que se vê é cada vez mais diagnósticos. As doenças mentais estão se multiplicando. Mas quem é saudável e quem é doente? O que e quem define isso?”, indaga em tom reflexivo a médica psiquiatra Patrícia Amorim.

Patrícia, que está em Aracaju para ministrar o Seminário “O Normal e o Patológico em Saúde Mental” no próximo final de semana em Aracaju, põe em xeque a forma que alguns comportamentos podem acabar influenciado na profundidade patológica do estado emocional. “A ciência cresce e, para isso, muitas vezes ela entra em choque com o que é a vida. […] alguém que está vivo vai ter uma vida variável, que ora pode desorganizar em relação as emoções, e ora pode se organizar. Se você se reconhece doente, cria um potencial restrito com a forma que você pensa de viver”, explica. “Nós vamos entender [no Seminário] os impactos que podem influenciar no adoecimento”, complementa.

Psiquiatra aposta tratamentos diferentes para estados emocionais 

Um dos métodos que a especialista acredita ser eficaz no tratamento desse tipo de doença emocional é o Core Energetics, um método terapêutico psicocorporal criado em 1970 pelo psiquiatra John Pierrakos. “É um trabalho nessa linha de harmonizar você com quem você é. Vai pegar a experiência [emocional, patológica ou não] da pessoa e trabalhar de outra forma. Acolher essa dor que é legítima, e ajudar a pessoa a desenvolver mecanismo através de atividades corporais, meditação, reencontrar seu potencial de estar feliz, harmonizando com essa situação. Isso leva tempo e não é necessariamente doença”, afirma.

Seminário

O Seminário ocorre nos dias 27 e 28 de janeiro, no Espaço Terapêutico de Susana Andery (Avenida Roberto Costa Barros, 4795, Coroa do Meio). Informações para contato podem ser obtidas pelo (79) 3231-5606/ 98801-4242 (whatsapp). As inscrições são feitas na Casa Core – Terapias Integrativas (Rua Jacinto Uchoa de Mendonça, 42, Grageru).

Por Ícaro Novaes

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