Pacientes renais seguem aguardando admissão em clínicas

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Associação mostra preocupação com saúde dos pacientes renais que aguardam no Huse (Foto:arquivo Portal Infonet)

Permanece a aflição de um grupo de mais de 50 pacientes renais aguardando vagas nas clínicas para o tratamento dos rins, em Aracaju. Atualmente, essas pessoas estão no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) em rodízio de uso das máquinas de hemodiálise, enquanto aguardam por vagas nas três clínicas conveniadas com o Sistema Único de Saúde (SUS) na capital sergipana. O Núcleo de Controle, Avaliação, Auditoria e Regulação (Nucaar), da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), já notificou uma das clínicas para que haja a oferta de mais leitos – conforme prevê o contrato.

A fila de espera no Huse se estendeu desde que a clínica conveniada em Itabaiana foi interditada pela vigilância sanitária, por suspeita de contaminação da água, em outubro do ano passado. Na época, cerca de 100 pacientes renais do município foram admitidos na Nefroclínica, em Aracaju. No entanto, com a reabertura da clínica de Itabaiana na semana passada, a expectativa era que a Nefroclínica, que tem contrato com o SUS, admitisse os 54 pacientes que aguardam no Huse na última segunda-feira, 15. Mas, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), apenas 12 leitos foram disponibilizados.

A Secretaria, inclusive, publicou nota no site da Prefeitura de Aracaju cobrando a abertura de mais vagas na Nefroclínica, reiterando que não tem débitos com a unidade e, por isso, não há motivos para abrir esse número restrito de vagas. “Nós já notificamos e convocamos o administrador da clínica para dialogar. A primeira informação que nos passaram é de que as máquinas estão passando por um processo de revisão, após esse período de tratamento dos pacientes de Itabaiana. Mas uma clínica que liberou 100 pacientes na semana passada não pode voltar a ofertar somente 12 vagas. Nós exigimos que o contrato (com o SUS) seja cumprido na sua integralidade”, afirmou Tina Cabral, diretora do Nucaar.

Se o caso persistir, uma penalidade à clínica não está descartada, conforme previsto no contrato. A sanção, no entanto, é vista com cautela, visto que há poucas clínicas especializadas no tratamento de rins em Aracaju. Quem também mostra preocupação com o caso é a Associação de Renais Crônicos de Sergipe (Arcrese). “Tem pacientes que vão completar dois meses de aguardo no Huse. Isso não se resume só ao problema de tratamento dos rins, mas também a outros efeitos como depressão, ansiedade, risco de infecção. É preciso uma providência com extrema urgência”, afirma Lúcio Alves, presidente da entidade.

Nossa reportagem entrou em contato com a Nefroclínica por duas vezes, no intuito de ouvir o responsável administrativo pela unidade. Em ambas as ligações, as funcionárias informaram que o responsável estava em reunião e não poderia atender nossa reportagem. O Portal Infonet permanecerá a disposição dos interessados no assunto através do telefone de contato (79) 2106-8000, ou e-mail jornalismo@infonet.com.br.

Por Ícaro Novaes

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