SES inicia realizando duas captações de múltiplos órgãos

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Segundo Benito Fernandez, coordenador da Central de Transplantes, os órgãos foram colocados à disposição da Central Nacional, que fica em Brasília (Foto: Arquivo Infonet)

A equipe da Central de Transplantes da Secretaria de Estado da Saúde (SES) já realizou este ano duas captações de múltiplos órgãos, de doadores que tiveram morte encefálica comprovada. Foram encaminhados para doação quatro rins e um fígado, que poderão salvar várias vidas. Uma captação foi feita no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) e a outra em um hospital particular da capital.

Segundo Benito Fernandez, coordenador da Central de Transplantes, os órgãos captados foram colocados à disposição da Central Nacional, que fica em Brasília, para serem designados aos receptores compatíveis. “Iniciamos o ano fazendo duas captações de múltiplos órgãos, o que é de certa forma positivo, já que com doações podemos salvar vidas, mas ainda precisamos de um número maior de doadores. Sergipe tem, atualmente, 3,5 doadores para um milhão de habitantes, enquanto outros Estados têm 30 para um milhão. Ou seja, a sociedade tem que se conscientizar e abraçar mais a causa para autorizar a doação de órgãos e tecidos”, disse. Em 2017, em Sergipe, foram captados 13 rins, cinco fígados e dois corações, totalizando 20 órgãos.

Ainda de acordo com ele, não foi possível captar mais órgãos dos dois doadores deste ano porque um deles estava com o fígado comprometido e o outro tinha uma doença infecciosa. “Nem sempre é possível fazer a captação de todos os órgãos em decorrência do estado do doador. Mas o importante é que conseguimos fazer a retirada de cinco órgãos que poderão dar uma nova chance de vida a várias pessoas”, afirma.

Córnea

Este ano já foram realizados 19 transplantes de córnea, porém, há 197 pessoas na fila de espera aguardando por uma doação. Benito ressalta a importância de informar a família o desejo de ser um doador de órgãos e tecidos.

“Ano passado fizemos 165 transplantes de córnea e este ano 19, mas a fila de espera pelo tecido ainda é grande e as pessoas chegam a aguardar aproximadamente 16 meses para conseguirem a doação e fazerem o transplante. É um longo tempo e só podemos mudar esse cenário se a sociedade se sensibilizar para a doação. Sabemos que perder um ente querido nunca é fácil, mas precisamos pensar também que o nosso ato pode salvar vidas. Por isso, é importante que as pessoas informem aos seus familiares o desejo de ser um doador”, declara Benito.

Fonte: SES

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