Parentes e amigos se despedem de Rogério em Aracaju

Amigos durante a despedida (Fotos: Portal Infonet)

Como já era esperado, a emoção marcou o velório do cantor sergipano Pedro Rogério Cardoso Barbosa na manhã desta quinta-feira, 14, em Aracaju. Familiares e amigos foram levar o adeus ao artista que levou o nome do Estado para o restante do país com a música “Sergipe é o País do Forró”. O estanciano morreu aos 57 anos na madrugada desta quarta-feira, 13 em São Paulo, aonde aguardava por um transplante de fígado.

De acordo com o irmão do cantor, José Leonardo Cardoso Barbosa, Rogério descobriu que sofria de problemas hepáticos, com a doença já avançada.

“Ele estava internado em São Paulo desde o dia 6 de julho, mas já vinha sendo tratado nos hospitais Cirurgia e Huse há cerca de 90 dias. A causa da morte foi insuficiência hepática. Como o problema era no fígado [causado por uma esquistossomose] ele não sentia dores e só descobriu após os sintomas como inchaço na barriga e anemia. Só veio tomar ciência da doença um pouco tarde. Rogério ia se submeter a um transplante de fígado, a equipe já estava preparada, mas ele estava debilitado, apenas com 40% do peso e não resistiu”, conta.

Luciano Correia relembra as brincadeiras de Rogério com os cajus

José Leonardo disse ainda que a mãe está aguardando o corpo de Rogério, assim como demais parentes e conterrâneos, em Estância. “Nós éramos em 11 e agora ficam apenas sete irmãos. Curioso é que estão morrendo os mais novos. Com 82 anos e ainda lúcida, nossa mãe é quem está vendo os filhos sendo enterrados. A perda é irreparável”, afirma.

Lembranças

Entre os amigos, o jornalista Luciano Correia esteve no velório. “Eu admiro Rogério como um grande artista sergipano, uma das pessoas que ajudou a divulgar a música sergipana e principalmente a ideia da identidade. Como amigo, as últimas lembranças que tenho de Rogério é que sempre que ele ia visitar uma cunhada que mora próximo à minha casa, ele ia me ver. Como tenho cajueiros em casa, ele cansava de ‘roubar’ os cajus e já entrava sorrindo com os frutos nas mãos”, relembra.

Eloisa Galdino: "ícone musical"

Irmão lamenta a perda do cantor sergipano

Irmã chora

Emoção da viúva Eliane Barreto  (direita) durante a celebração de corpo presente

Sobrinho Davi (centro) acompanhou toda a trajetória da doença 

A secretária de Estado da Cultura, Eloisa Galdino também falou sobre o cantor sergipano. “Eu não podia deixar de vir prestar as últimas homenagens a Rogério, um ícone da produção musical no Estado, que levou a música sergipana para outros estados divulgando os festejos juninos. É uma perda muito grande, viemos prestar condolências aos familiares”, ressalta.

Saindo do Osaf aonde foram realizadas duas missas.  O corpo do cantor segue para o velatório em Estância e o sepultamento está previsto para às 17 horas no Cemitério Nossa Senhora da Piedade.

Por Aldaci de Souza

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