Homem morre após cair em bueiro e família pede justiça

Família clama por justiça(Foto: Portal Infonet)
Familiares do idoso José Alcântara Feitosa, 57 anos, que morreu após cair com sua motoneta em um bueiro localizado na rua 37 do conjunto Padre Pedro, no bairro Santa Maria, Zona Sul da capital, clamam por Justiça.

De acordo com Josafá Feitosa, filho da vítima, o pai sofreu o acidente no último dia 12 de março, por volta das 22h30. “Ele descia a rua com sua motoneta e como estava um pouco escuro ele não viu o buraco aberto bem no meio da rua. Acabou caindo, batendo a cabeça e teve traumatismo craniano”, explica.

De acordo com o filho Josafá, José Alcântara Feitosa ficou internado no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), por 12 dias, onde acabou morrendo. “Ele ficou por seis dias na UTI

Dia do acidente, a vítima foi socorrida por populares(Foto: Arquivo da família)
[Unidade de Tratamento Intensivo], e no sétimo dia ele foi transferido para ala amarela, no dia seguinte ele foi para a ala azul e já conseguia conversar com a gente. Tava se recuperando muito bem”, afirma o filho.

Josafá ainda relatou que no oitavo dia seu pai recebeu uma injeção para o estômago e acabou piorando. “Depois dessa injeção ele começou a passar mal e em seguida ficar roxo, voltado a entrar em coma”, relata.

Segundo Josafá, independente do que aconteceu dentro do Hospital, a família entrará com um processo junto às autoridades competentes. “A prefeitura e a Deso estão nesse jogo de empurra há anos, e até hoje essas ruas do Santa Maria não foram pavimentadas. Se foi a injeção eu não sei, mas só sei que ele recebeu essa injeção porque foi internado com traumatismo craniano, depois de cair em um bueiro. Isso é um absurdo e não vai ficar impune”, ressalta, indignado, o filho da vítima.

Bueiro continua aberto(Foto: Portal Infonet)
Josafá ainda revelou que seu pai era quem sustentava a família e que sua mãe não poderá receber nenhum tipo de pensão. “Ela não tinha benefício nenhum. Ele não deixou nada para minha mãe receber. Mas era um homem trabalhador e que sustentava a família. Era nosso porto seguro. Minha mãe trabalhou a vida toda na lavoura, mas não é aposentada. Era sustentada por ele.”, relata.

José Alcântara Feitosa de 57 anos era pai de sete filhos e tinha 21 netos. “ Todos os filhos são casados, tem a sua vida, mas sempre precisamos da ajuda dele. São 21 netos que estão sem avô por conta de um bueiro”, pontua.

Segundo o filho de José, a família irá procurar ajuda junto ao Ministério Público Estadual. “Estamos

Vítima conduzia essa moto(Foto: Arquivo da família)
aguardando o laudo do IML, por conta da nossa suspeita da injeção, mas vamos procurar um promotor de Justiça para nos orientar a respeito da situação do bueiro e, se preciso for, procuraremos um advogado. Seja a Deso ou Prefeitura, mas alguém vai ter que se responsabilizar”, fala

Josafá ainda afirma que o bueiro continua aberto e outros acidentes já foram registrados. “ No mesmo dia, um rapaz caiu em outro bueiro na mesma rua. Um cavalo que puxava uma carroça também caiu. Só quero saber se mais alguém terá que morrer para que isso seja solucionado. É uma tremenda falta de respeito com o cidadão. Estamos aqui abandonados”, desabafa.

Por Alcione Martins

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