18 de outubro – Dia de São Lucas, Dia do Médico

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     A última semana foi marcada em Aracaju por diversas atividades comemorativas ao Dia do Médico.  Não que tivéssemos muitos motivos pra comemorar, depois do massacre do governo petista contra a classe médica brasileira, resumido em duas medidas, apenas duas medidas: os vetos equivocados à Lei do Ato Médico e o programa “Maus Médicos”.
    Não pretendo debater mais profundamente sobre os motivos que levaram o governo a tomar tais decisões, mas algumas palavras são necessárias sobre o programa  “Maus” Médicos.
    Para não honrar e prestigiar os médicos brasileiros, concentrados nas grandes capitais pela falta de uma carreira de Estado, o governo vermelho decidiu importar mão de obra escrava de um país decadente, também vermelho, pagando bolsas de até 10 mil reais a Fidel Castro por cada médico, de formação duvidosa e colocá-lo em todos os lugares ( sim, porque eles estão espalhados por todo canto, até em capitais) retirando do CFM (autarquia federal) e suas regionais, a prerrogativa de seus registros, desobrigando-os do cumprimento da lei, que determina a revalidação de seus diplomas. Por isso a desconfiança de que estamos lidando com médicos que não sabemos se são médicos, se médicos, se estão capacitados.
    Para este governo, pouca importa se esses médicos estão preparados ou não para atender a população pobre e sem acesso a serviços de saúde e as consequencias de uma prática médica nefasta. O tempo dirá!
     Mas voltemos ao 18 de outubro. Esta data foi escolhida nos países que professam o cristianismo, pois é um dia consagrado pela Igreja Católica a São Lucas, um dos quatro Evangelistas do Novo Testamento. Pelas Escrituras Sagradas, São Lucas era médico e considerado pelo Apóstolo Paulo como um “médico amado”.
    Além desta profissão, era pintor, músico e historiador. São Lucas nasceu na Antióqua (atual Turquia), no início do século I. Bondoso, abnegado, peregrinou por muitos lugares, curando as pessoas e desafiando instituições políticas.
   Passei a comemorar o Dia do Médico a partir de 18 de outubro de 1969, quando o mano Marcos formou-se em Medicina. E desde então, não parei mais de comemorar. Em 1973, com a formatura de Magali, querida irmã, pediatra, e a partir de 1978, os três irmãos comemorando, com a minha formatura. Em 1982  chegou Cristina, pediatra, minha esposa querida e com ela  vieram mais três médicos: Antonio Garcia, seu pai, Eduardo, seu irmão e Maria Helena, sua prima e cunhada. Em 1983, foi a vez de Angela, esposa de Marcos. 
   Os horizontes se alargaram, passamos a comemorar com todos os médicos de Sergipe e do Brasil, através da Sociedade Médica de Sergipe, da Associação Médica Brasileira, da Academia Sergipana de Medicina, da Sociedade de Pediatria, da Sociedade de Anestesiologia…. A partir de 2005 vieram nossos filhos, primeiro Lucio e agora, em 2013, Bruno. A roda foi crescendo…
   Com Antonio Samarone e Petrônio Gomes, levantamos em 2010 a biografia de 600 médicos sergipanos ou que atuaram em Sergipe nos séculos XIX e XX. Passamos então a comemorar com um grupo muito maior. Até porque descobri mais três médicos na família, nascidos no século XIX: Manoel Simões de Melo, Aurélio Resende Dias e Virgílio Resende Dias
   Antonio Garcia e Marcos Prado se foram mais recentemente. Para todos os médicos da família e do Brasil, mas principalmente para os dois, que deixaram um vazio enorme e um legado extraordinário, a minha homenagem.

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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