A gasolina com dois preços

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As aventuras de um consumidor no Brasil

 

A gasolina com dois preços

 

O episódio de hoje narra a aventura de Consuminho ao exigir que o posto de combustível realizasse a venda de gasolina no cartão pelo mesmo preço de pagamento através de cheque ou dinheiro.

 

Era sábado final de tarde e Consuminho como faz toda semana foi completar o tanque de combustível do seu veículo. Havia uma placa bem grande no posto que chamava a atenção pela palavra ‘promoção’ em letras grandes e cores fortes. Ao estacionar em frente a bomba, solicitou que completasse o tanque com gasolina aditivada, quando o frentista perguntou se o pagamento seria efetuado através de cartão de crédito, débito ou dinheiro. Sem entender a razão da pergunta, respondeu que seria através de cartão de crédito.

 

Enquanto o carro era abastecido, Consuminho desceu do veículo e observou que na bomba do lado de dentro do posto, ou seja, aquela que não fica tão visível às pessoas quanto as primeiras, o preço do litro de combustível era diferente e ao perguntar ao frentista a razão da cobrança de preços diferentes para o mesmo produto no mesmo estabelecimento, ouviu como resposta que no caso daquela bomba na parte de dentro o valor era menor porque o pagamento só podia ser realizado através de dinheiro.

 

Consuminho solicitou que lhe fosse cobrado o litro pelo menor valor, alegou que o pagamento seria para o vencimento do cartão, não seria parcelado, mas o frentista disse que o procedimento do posto é que o desconto era apenas para pagamento em dinheiro. Diante da negativa, Consuminho solicitou então que só colocasse R$16,00 (dezesseis reais) de combustível. Para não criar confusão e pelo fato de também precisar de uma prova para denunciar o fato, passou o cartão normalmente e pegou a nota fiscal referente ao abastecimento, fazendo constar o valor do litro, a quantidade e o valor total pago. Ao sair do posto, deu uma volta no quarteirão e voltou na bomba a qual o preço era menor e lá abasteceu mais R$25,00(vinte e cinco reais) e da mesma forma, pegou a nota fiscal fazendo constar o preço do litro, a quantidade e o valor total pago. Durante o abastecimento, Consuminho anotou o nome do posto e do frentista que o atendeu nas duas vezes que abasteceu o veículo.

 

Durante o abastecimento, Consuminho registrava a sua indignação ao frentista, dizia que a cobrança de preços diferentes naquele caso era ilegal além de a placa ‘promoção’ induzir o consumidor a erro. O frentista apenas dizia que as pessoas se limitam a apenas reclamar, nunca tomam uma atitude de verdade, por isso que o dono do posto não liga e age assim há muitos anos.

 

Consuminho, inconformado, ao sair do posto, dirigiu-se à Delegacia de Defesa do Consumidor e registrou uma ocorrência para que seja investigada a prática de crime contra as relações de consumo. De igual forma, registrou o fato em outros órgãos de Defesa do Consumidor. Ele sabe que a reclamação dele não irá resolver o problema, mas, tem a consciência de que se todos agirem assim, alguma medida será adotada no sentido de resolver o problema de forma eficaz e para todos. Agora, aguarda o resultado das investigações.

 

Faça você também como Consuminho, se perceber em algum posto de combustível a cobrança de preços diferenciados em razão do pagamento ser a dinheiro ou no cartão, denuncie na Delegacia de Defesa do Consumidor e nos órgãos de Defesa do Consumidor. Agindo assim, estará cumprindo com o seu papel na busca pela melhoria das relações de consumo.  

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