A máquina mais perfeita do mundo

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“Devemos dar valor às coisas, não por aquilo que valem, mas pelo que significam” – Gabriel García Márquez

Os dias passam, às vezes, até mais rápido do que queremos. Quando percebemos, já se foi mais uma semana, mais um mês, mais um ano… E nós vamos correndo atrás dos compromissos, das obrigações, da sobrevivência. Deixamos, por vezes, sem dar atenção a tudo aquilo que é importante na nossa vida. Vamos passando sem perceber, achando que o importante é, apenas, fazer o essencial, resolver o que aparece, no dia a dia. Seguimos, sem refletir, automaticamente, às cegas, até que um dia, às vezes muito tarde, nos damos conta de que nos preocupamos muito com a aparência, com a beleza da embalagem e, esquecemos do conteúdo, daquilo que é, em última instância, o sentido e a razão de nosso existir.  Não atentamos para o nosso corpo, por exemplo. E só percebemos a sua existência quando ele começa a denotar sinal de dor, fadiga ou debilidade. Aí, cai a ficha, nos desesperamos e, constatamos o estrago feito, quase sempre, tarde demais.

Neste instante, nos comprometemos com mil coisas, as quais negligenciamos toda a vida, até ali: medicar uma pressão alta, fazer exercício físico, comer menos e comidas mais saudáveis, evitar açúcar, sal e gorduras…  Só que, lamentavelmente, neste momento, ocorrem algumas situações limitantes: faltam pernas e fôlego para enfrentar uma ginástica mais severa que o acuda na necessidade. A pressão alterada, há muito tempo, danificou muito os vasos, fígado, coração, rins e outros órgãos, situações, por vezes, impossíveis de remediar, ou seja, de consertar o estrago feito.

Por tal razão, quero convidá-lo, agora, a uma reflexão muito importante: você já parou para se autoanalisar? Será que você percebeu como o seu corpo é perfeito e, pode conduzi-lo, do berço ao tumulo, sofrendo apenas poucos desgastes naturais do tempo de duração, dependendo de como você o tratar? Você já parou para pensar como são perfeitos os seus pés, suas pernas, seu tronco, sua cabeça? Será que você já se auto indagou como são importantes as funções que desempenham todos os seus membros? Pare, por um momento, e pense: seus pés o mantêm equilibrado e ereto, servem para caminhar, jogar bola, dançar… E as suas mãos, elas também têm tantas funções, não é mesmo? Já imaginou como são úteis os seus olhos, os seus ouvidos, o seu nariz, a sua boca? Já percebeu o valor que este maravilhoso conjunto representa para o que você é? Será que algum dia você se deu conta de que é tão rico? Que possui uma das máquinas mais perfeitas que existem no universo?

Pense: cérebro, sistemas: nervoso, vascular, respiratório, digestivo: rins, fígado, pâncreas, aparelho reprodutor… Isso tudo é você, querido amigo. Diga aí! Não para mim, mas, para você mesmo, como tem sido o seu relacionamento com essa máquina maravilhosa na qual habita a sua alma? Você tem dado a devida atenção? Como estão os seus exames periódicos? Você faz um exercício físico? Você se alimenta com moderação? Vou fazer uma pergunta meio tresloucada: você já olhou, com cuidado como estão seus pés, suas pernas e o resto do seu corpo? Já falou e agradeceu a seus órgãos e membros por funcionarem tão bem? Já agradeceu ao seu coração por irrigar, com o sangue da vida, todo o seu conjunto orgânico? E, as suas mãos? Seu cérebro? Seus pulmões? Seus rins?… Enfim você tem agradecido a Deus por esta maravilhosa e “incopiável” máquina que é você? Reflita, ela significa muito. Ela é você. Sem ela você não é nada. Cuide e agradeça.

Pense Nisso e seja muito feliz!

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