A pulseira do relógio que quebrou com oito dias de uso

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As aventuras de um consumidor no Brasil

 

A pulseira do relógio que quebrou com oito dias de uso

 

O episódio de hoje conta a aventura de Consuminho ao exigir a troca da pulseira de seu relógio que quebrou com oito dias de uso. A loja alegou que não dava garantia dos produtos que vendia e dessa forma não tinha nenhuma obrigação de efetuar a troca.

 

Era dia 23 de dezembro, aproximavam-se as comemorações de natal e Consuminho foi ao shopping fazer compras. Lá, resolveu comprar uma pulseira para o seu relógio, queria passar o natal e a entrada de ano usando ele. Seguindo orientação da loja, comprou a pulseira mais cara dentre as que estavam à venda, pois, segundo o vendedor, esse modelo era de melhor qualidade, daí porque o seu preço ser um pouco maior. Para a tristeza e frustração de Consuminho, no dia 31 de dezembro à noite, a pulseira quebrou e não pôde fazer uso do relógio conforme havia planejado e assim entrou a virada do ano chateado.

 

Como todo bom consumidor, esperou ansiosamente até o dia 02 de janeiro para ir até a loja realizar a troca da pulseira e lá ouviu do vendedor que era assim mesmo, nem todos têm a mesma sorte e Consuminho foi infeliz ao comprar uma pulseira que quebrou com pouco tempo de uso e recusou-se a realizar a troca sob o argumento de que a loja não deu garantia do produto. Disse ainda que não entregou a nota fiscal.

 

Inconformado, Consuminho argumentou que de acordo com Código de Defesa do Consumidor, não existe mais produto sem garantia e que naquele caso, por se tratar de um produto o qual adquiriu para fazer imediato uso, e também por ser durável, já que não se exaure ao primeiro uso, a garantia pela lei era de 90 dias, sendo dever da loja efetuar imediatamente a troca da pulseira.

 

O fato de não emitir a nota fiscal só piora a situação para a loja e Consuminho ameaçou registrar uma ocorrência na Delegacia de Defesa do Consumidor para a investigação de crimes contra as relações de consumo, por ter sido induzido a erro, vez que a pulseira não tinha qualidade nenhuma, tanto que quebrou com apenas oito dias de uso. Ameaçou também fazer uma reclamação no Procon. Diante dos argumentos de Consuminho, a loja resolveu trocar a pulseira.

 

Faça você também como Consuminho, caso não queiram respeitar os seus direitos de consumidor, argumente, tente convencer o fornecedor do seu direito e se não conseguir, denuncie, mas em todo e qualquer caso, nunca deixe de exigir. Agindo assim, estará contribuindo para ser menos enganado além de, também, contribuir para a melhoria da qualidade das relações de consumo. 

 

 

 

 

 

 

 

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