A RAIVA CEGA

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A RAIVA CEGA

 

 

Deveria constituir obrigação universal de todos os homens saber e usar de todos os meios existentes para resolver as disputas e os embates que invariavelmente surgem durante sua caminhada na terra.

 

Eu disse deveria? Não. Deve. É obrigação de todos nós, enquanto agentes da vida, tudo fazer para administrar o conflito, a raiva, o estresse.

 

São, inclusive, puníveis tais atitudes que voluntária ou involuntariamente levam-nos a gerar no outro qualquer tipo de dano.

 

A maneira pacífica de agir é aquela esperada por todos.

 

Miseravelmente não é assim que acontece. Mesmo ao arrepio da lei e da ordem. O resultado está aí. Na nossa cara.

 

A disputa, por que mesmo? O embate, pra que mesmo? O estresse, o desespero, as agressões injustificáveis, ou não, nos levam para onde mesmo? À desgraça, quase sempre.

 

A desventura de praticarmos impensadamente certas ações traz prejuízos irreparáveis.

Momentos de raiva nos transportam e nos obrigam a agir e, agir irrefletidamente. De repente e pronto, está feito. Às vezes irreparável, mas já foi cometido, não há com voltar atrás.

“A raiva cega” é um jargão bastante conhecido.

Quantas desgraças acontecem simplesmente por não termos o devido controle num momento de muita ira?

Imaginemos o nível de desequilíbrio que permeou o ambiente dos Nardonis naquela fatídica noite em que, presumivelmente, “sacrificaram”, para não dizer “assassinaram”, aquela criança totalmente indefesa!

Não vai aqui nenhum julgamento, mesmo porque eu prefiro acreditar não tenham sido eles os autores daquele infanticídio.

Na verdade eu até torço para que apareça uma terceira pessoa que tenha praticado aquela barbaridade.

Porém, somente a título de exemplo, vamos imaginar que naquele momento aparecesse uma luz, num segundo sequer de lucidez, e algum dos dois tivesse gerenciado a situação dizendo simplesmente: “calma, vamos pensar…”. Certamente a pequena estaria brincando entre os seus e o mundo estaria mais rico com uma vidinha que se foi por tão pouco.

Se foram eles, repito, além de acabarem literalmente com a vida daquela criança, comprometeram as suas também.

O que faltou naqueles segundos? Faltou exatamente que um deles, ou os dois em conjunto, administrassem aquela situação, quero dizer, aquela raiva.

E nós, como estamos agindo em nosso mundinho particular? É claro que não estamos jogando criancinhas através da janela do sexto andar. Espero. Porém, cada um de nós tem que cuidar para que estes momentos não existam e, se acaso acontecerem, devemos gerenciá-los com muita calma.

Reflitamos. Será que algo não está necessitando melhorar?

Como é que administramos os nossos estresses, as nossas iras, os nossos desequilíbrios? Aliás, será que não existe uma fórmula para que não cheguemos a eles? Antes de tudo, o melhor é evitá-los, sabia?

Pense nisso e, se achar interessante, aprenda a gerenciar os seus conflitos. Uma boa dose de calma, baixar um pouco a voz, contar até dez, parar, refletir… São sempre os melhores remédios. Afinal, tudo passa.

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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