ACADEMIA DE MEDICINA SE RENOVA

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Renovar em sintonia com as necessidades. Essa é a premissa maior dos que fazem a Academia Sergipana de Medicina, através de sua atual diretoria. Concluído o prazo regimental, seis médicos anotaram suas candidaturas  para ingresso na  entidade, visando preencher as vagas restantes: Maria Helena Domingues Garcia, Elizabete Andrade Tavares, Marcelo da Silva Ribeiro, Paulo Amado Oliveira, Roberto César Pereira do Prado e Virgílio Fernandes de Araújo Júnior. Se  cumpriram todas as exigências regimentais, eles deverão ocupar as cadeiras que têm como patronos os médicos Juliano Simões, Júlio Flávio Prado, Canuto Garcia Moreno, José Leite Primo, Eronides Carvalho e Clóvis Conceição. Pela primeira vez desde a sua fundação, em 1994, a Academia irá preencher todas as suas cadeiras.

Entre os aspirantes, com exceção de Marcelo Ribeiro, otorrinolaringologista que se formou na Bahia, todos se graduaram pela Universidade Federal de Sergipe, que comemora 40 anos de existência. São médicos ilustres e atuantes nas mais diversas áreas do conhecimento.

Marcelo é poeta, membro da Academia Sergipana de Letras, com uma vasta produção literária. Foi deputado estadual com expressiva atuação mas desistiu da militância política desencantado com suas artimanhas e armadilhas. Ele vai suceder a Gileno da Silveira Lima, Presidente de Honra da Academia Sergipana de Medicina. Quanta responsabilidade!

Maria Helena Garcia, anestesista e professora da UFS, é pessoa de fina e apurada sensibilidade. Filha do grande tribuno e homem público Carlos Garcia, jornalista, escritor, com forte presença na política de Sergipe notadamente na década de 40,  também é uma encantadora de palavras. Sucederá a Antonio Garcia Filho, tio e sogro, fundador da Faculdade de Medicina de Sergipe e da cadeira 23 da Academia.

Elizabete Tavares, reumatologista comprometida com o lado social da especialidade, é mais uma mulher a se incorporar à Academia, reforçando a equipe formada por Zulmira Freire (primeira mulher a ingressar no sodalício,)  Déborah Pimentel ( nossa atual presidenta ) e Geodete Batista Costa. Sucederá a Osvaldo Leite, fundador da cadeira.

Virgílio Araújo é mastologista e fundou a primeira clínica especializada em doenças da mama e sua prevenção, o Instituto da Mama. Pessoa de fino trato, teve um expressiva atuação na Somese na gestão do médico Henrique Batista. Sucederá a Nestor Piva, fundador da cadeira.

Paulo Amado é médico do trabalho e vai ocupar a cadeira que tem como patrono Ávila Nabuco, fundador do Conselho Regional de Medicina de Sergipe  e sucederá ao saudoso sanitarista José Leite Primo, primeiro professor de Medicina do Trabalho da Universidade Federal de Sergipe. Paulo é uma pessoa cortês, que tem se mostrado  sempre interessado e participativo nas ações da Academia.

Roberto César é neurologista e professor da Universidade Federal. Amante da história da especialidade que abraçou com competência, sucederá a Osvaldo de Souza, fundador da cadeira que tem como patrono Eronides Carvalho, um dos pioneiros da cirurgia em Cirurgia ao lado dos três mosqueteiros Augusto Leite, Juliano Simões  e Lauro Hora. Eronides foi Governador de Sergipe.

A chegada de tão ilustres esculápios é à Casa de Gileno Lima é altamente alviçareira e gratificante.

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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