Amor de Carnaval

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Pensei: afinal, até me dei bem, naquele carnaval, em meio a tanta folia, pula pra lá, pula pra cá, eu vi aquela mascarada e brinquei com ela a noite toda. O mal foi que era a última noite, às 12 horas da quarta-feira, estaria no batente, no escritório da empresa, começando um expediente que seria de muito trabalho, pois iram exigir que os empregados colocassem tudo em dia. Mas o que fazer?  A última noite de carnaval foi ótima, nota 10, me gabava toda cheio de brios machista, terminou no motel e ela saiu sozinha chamando um táxi, mas não tirou a máscara. Quem seria aquela mulher? Dei-lhe nome e telefone e ela dissera que me procuraria. Tomara que procure.

No meio do expediente olhando as mulheres do escritório notei que a morena do terceiro andar toda hora descia ao meu local de trabalho e me olhava com um olhar malicioso. Comecei a notar algumas semelhanças entre ela e a moça misteriosa do carnaval: o cabelo, as pernas, a…, o andar, meu Deus, seria sorte demais! Ao fim do expediente já tinha certeza que era ela sim, por algumas indiretas que dissera, com o sorriso que ela me dava, com a conversa meio nervosa e quando ia saindo dei-lhe um beijo daqueles, meu amor, minha mascarada, vamos assumir! A moça tacou um violento tapa no meu rosto, fiquei sem saber o que fazer, todos sorrindo e alguns ameaçando: respeite a colega, rapaz! Merece uma surra! Envergonhado, fui direto pra casa.

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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