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Celio Nunes

Iniciação

Felipe, l6 anos de idade, aluno do segundo grau, livros na sacola, a mão direita, suando, segurava com todo cuidado, envolvida em um plástico, uma flor, uma rosa vermelha. Gastara o dinheiro da merenda e comprara aquela flor. Vinha

O vôo

Era uma vez uma mocinha bonita, tão branquinha, trabalhava na portaria de um jornal diário, ali ela recebia anúncios de balcão, eventualmente vendia quem procurava pela edição, telefonava, esses serviços. E atendia tão bem , que todos

Acerto de contas

Eu hoje mato aquele peste nem que um raio da silibrina queira me impedir! De hoje não passa, juro pelo que é mais sagrado na terra!Enquanto dizia isso, esbravejando diante dos dois amigos sentados em um banco de madeira em frente à sua casa

Amigos

Vizinhos, famílias amigas, foram criados juntos desde crianças. Ele sempre a procurar brincadeiras e desafios, ela mais calma, mas seguindo o parceiro em quase tudo, até mesmo indo jogar futebol, escondida dos pais. José e Joana, sempre

Um grande amor

Alimentado de ilusões e sonhos, acheguei-me. De mansinho, como quem não quer nada, com os olhos ajoelhados em direção a uma moça. Pensei em histórias de amor, que começam assim, um rapaz, bem composto rapaz, aproximando-se da moça que

O conto

Na frente do computador, os dois amigos discutiam a forma de como começar o conto. “Você não pode colocar logo um matando o outro”, deixe isso para o fim. Ou no meio. Não estrague o impacto.”O jovem narrador disse que começava como quisesse

Amor de Carnaval

Pensei: afinal, até me dei bem, naquele carnaval, em meio a tanta folia, pula pra lá, pula pra cá, eu vi aquela mascarada e brinquei com ela a noite toda. O mal foi que era a última noite, às 12 horas da quarta-feira, estaria no batente, no

Carnaval no clube

Os grandes carnavais dos clubes já haviam se acabado, agora eram os trios, axé e tudo o mais. Mas na época recordada aqui, alguns clubes ainda resistiam e foi num deles que eu encontrei Deolinda, que fora minha namorada, de abraços e

Meu nome é 304

Essa empresa de construção que trabalha para o metrô de São Paulo mudou meu nome, depois que cheguei de Sergipe, para 304. Explico: sou da Jetimana, bairro de Aracaju, e lá minha família construiu uma casinha, com fruteiras e um terreninho

Assim, de repente

Pensativo, Deodoro saiu de casa e pôs os pés bem plantados na calçada da rua. O sol da manhã bateu forte no rosto e ele comprimiu os olhos atordoados com tanta claridade. Mas sentiu-se bem com aquela mudança repentina: dentro de casa,