Bodegas de partidos

0

Foi-se o tempo em que o sujeito filiado a um partido não passava nem pela porta do adversário. Era assim com a turma da UDN e do PSD. Naquela época, mudar de lado era coisa impensada, pois quem o fizesse estaria cometendo suicídio político. Desde a reforma política aprovada em 1979, trocar de legenda ficou tão simples como mudar de camisa. Aprovada em 2007, a fidelidade partidária impôs a perda do mandato para os políticos vira casaca. Contudo, nem essa forte punição restabeleceu a lealdade que existia nos tempos do PSD e UDN. Hoje, existem verdadeiras bodegas de partidos, que transformaram as siglas em meros produtos para atender aos gostos do “freguês” interessado em “comprar uma candidatura”. Enquanto esse “negócio” continuar rendendo lucros aos donos dessas quitandas, a política permanecerá fedendo mais do que produtos estragados em fim de feira.

Maria é contra

Se depender da senadora Maria do Carmo Alves (DEM), o maridão João Alves Filho (DEM) não disputa o governo de Sergipe ano que vem. A demista acha que João deve permanecer na Prefeitura até o fim do mandato e depois se recolher às pesquisas para produzir novos livros. Maria alerta, contudo, que este é seu ponto de vista e que a decisão sobre candidatura cabe unicamente ao marido.

Greve à vista

Policiais civis de Sergipe fazem hoje uma assembléia para definir se iniciam uma operação padrão que culminará com uma greve geral. A categoria está invocada porque o governo não quer beneficiá-la com benefício salarial concedido aos delegados. A anunciada greve contraria a população, assustada com a crescente violência, mas deixa animados os marginais, que certamente estão se preparando para agir durante o protesto.

Casa caiu

Cerca de 65 quilos de cocaína e crack foram apreendidos ontem pela Polícia Federal nas proximidades de Aracaju. Sergipe se tornou nos últimos anos uma rota para o tráfico de drogas. Somente nos últimos nove meses, a PF apreendeu no estado cinco toneladas maconha, cocaína, crack e haxixe. É ‘bagulho’ suficiente pra endoidar um batalhão.

Fustigando

Do ex-prefeito de Itabaiana, Luciano Bispo (PMDB), no twitter: “A vinda do deputado federal Almeida Lima para o PMDB representa muito mais do que as adesões anunciadas sexta-feira passada por Edivan Amorim. Quem foi o nome novo?”.

Conserto

O Baú Político de ontem revela que em 1986 Antônio Carlos Valadares foi apoiado pela família Franco em sua campanha para o governo de Sergipe. Não é verdade. O internauta Antônio Gois lembra que naquele ano os Franco apoiaram o candidato José Carlos Teixeira (PMDB). Valadares tinha sido apoiado por João Alves Filho e Jackson Barreto.

Fim do papel

O Superior Tribunal de Justiça exige a partir de hoje que petições de seis classes de processos sejam protocoladas somente por via eletrônica. Documentos entregues em papel serão recusados pelo protocolo do tribunal. O sistema de peticionamento eletrônico deve ser usado para os seguintes tipos de processos: mandado de segurança; conflito de competência; reclamação; sentença estrangeira; suspensão de liminar e de sentença e suspensão de segurança.

Verde oliva

O deputado federal Laércio Oliveira foi homenageado ontem em Aracaju pela 19ª Circunscrição do Serviço Militar. Durante solenidade simples, ele recebeu o certificado pelos serviços prestados ao Exército enquanto parlamentar federal.

Fuleragem

Alô, alô, seu doutor, cadê o reajuste do servidor?

Trem demista

Em apenas nove meses de administração, o prefeito João Alves Filho criou cerca de 400 cargos em comissão. Hoje, 13% do quadro de pessoal da Prefeitura de Aracaju são comissionados, percentual bem superior ao governo do estado, onde menos de 5% dos servidores são temporários. E é para honrar as despesas com o trem da alegria que Alves Filho quer leiloar a folha de pagamento com a rede bancária.

Do baú político

Pouco mais de um mês após ter tomado posse, o prefeito de Propriá, Zé Américo (PSC), foi convidado para falar em nome dos demais prefeitos na solenidade de instalação das atividades do Projeto Rondon em Sergipe. Microfone em punho, Zé Américo saudou as autoridades presentes e, em seguida, olhando para a Bandeira do Brasil no palco, disse que gostaria de homenagear o pavilhão nacional. Ao fitar o auditório lotado, o prefeito viu alguém com uma bandeira vermelha e preta, e completou: “Também é hora de homenagear a bandeira do Flamengo”. Todo mundo ficou sem entender nada. Tratava-se, na verdade, da bandeira da Paraíba. Há quem afirme que Zé Américo confundiu a palavra ‘Nego’, escrita na flâmula paraibana, com o ‘Mengo”, que a torcida flamenguista grita nos estádios de futebol. Que mancada, seu menino!

Resumo dos jornais

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
Comentários