Brasil avança 21 posições no ranking de Inovação

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Brasil avança 21 posições no ranking de inovação (*)

O Brasil subiu 21 posições no Indicador Global de Inovação 2011 (The Global Innovation Index), ranking calculado anualmente pelo INSEAD, uma das principais escolas de negócios da Europa, em parceria com a Organização Mundial de Propriedade Intelectual (WIPO), agência ligada à Organização das Nações Unidas (ONU).
Os novos indicadores foram divulgados no dia 30/06/2011, em Paris, e revelam que o País passou do 68º lugar, registrado em 2010, para a 47º posição neste ano. Com o resultado, o Brasil saiu à frente de países como a Rússia, Índia e Argentina.  Nos últimos três anos, o país passou de 50º (2009) para 68º (2010) e, agora, para 47º (2011).
O Global Innovation Index é construído com base em mais de 50 variáveis divididas em sete grandes blocos: 1 – Instituições (ambientes político e regulatório), 2 – Capital Intelectual e Pesquisa (indicadores de educação básica e superior), 3 – Infraestrutura (energia), 4 – Sofisticação de Mercado (acesso a crédito, mercado de capitais, comércio exterior), 5 – Sofisticação de Negócios (conhecimento dos profissionais, colaboração entre indústria e universidade),  6 – Produção Científica (computador por habitante, capacidade de geração de patentes) e 7 – Produção Criativa (consumo de produtos culturais e de lazer, produção de filmes).
Estamos bem no quesito da produção artística e de cultura dinâmica, mas um dos piores em carga tributária e educação.
No ranking divulgado, as entidades apontam salto do Brasil na classificação geral de inovação, todavia continua abaixo de países como Jordânia, Bulgária, Polônia e Chile.
O maior desafio do Brasil é ainda a questão da infraestrutura, pesquisa e educação, além do quadro institucional. Dos 125 países avaliados, o Brasil está na 95ª posição no que se refere à qualidade do sistema de educação superior; com relação ao critério ambiente para fazer negócios é ainda um dos piores, pois está na 118ª posição, pois a sua carga tributária é uma das cinco maiores do mundo e o penúltimo em rapidez na abertura de novos negócios.
No total, vale considerar que o Brasil ocupa apenas a 68ª. posição no ranking das condições para a produção de inovação, que inclui todos esses indicadores e entre as conclusões, o estudo aponta que o Brasil é um dos 20 maiores importadores de tecnologia, o que revela a sua forte dependência.
Diante das circunstâncias, o estudo mostra que a produção de inovação brasileira é alta; no ranking de eficiência, o Brasil está acima de quase toda a Europa e Estados Unidos; considerando-se que em termos de eficiência, a liderança é da Costa do Marfim, seguida pela Nigéria e China.
A produção cientifica de fato continua baixa, pois estamos na 58ª. posição; as universidades brasileiras ainda disponibilizam poucas vagas para mestrado, posto que como a maioria dos orientadores não são remunerados por este importante trabalho, apenas assumem o número de orientandos mínimos. Por esse motivo, como temos poucas vagas para mestrado, e poucos orientadores disponíveis isso faz com que os mestres brasileiros tenham um custo elevadíssimo para o país.
Por outro lado, vale considerar que  Brasil tem uma das produções artísticas e de cultura mais dinâmicas no mundo e, por esse critério, está no 12º. Lugar; além disto, é o segundo país no mundo em termos de exportação de serviços da indústria criativa, em comparação ao total das exportações do País; isso inclui a exportação de música, filmes, serviços de arquitetura e artesanatos. Apenas a Holanda supera a marca brasileira.
Portanto, esse é um nicho de oportunidades tremendo que precisa começar a ser explorado à medida que as políticas públicas para o setor começarem definidas e também o paradigma ainda forte de que tudo o que é cultura não gera resultados financeiros.

Fonte: www.globalinnovationindex.org

(*) Fernando Viana
www.fbcriativo.org.br

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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