BUROCRACIA OU CASO PENSADO?(2)

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Na Carta da Semana de 01 a 07 de novembro de 2004, relatamos o que ocorreu com os aposentados de uma empresa estatal que foi dividida e teve parte privatizada. Naquela oportunidade, em 1997, o governo para livrar-se da necessidade cobrir os possíveis déficits das reservas do fundo de pensão a que estavam vinculados esses aposentados, transferiu-os para a empresa privada.

 

Alguns meses decorridos houve uma divisão do fundo de pensão e, desde então, esses aposentados vêm lutando para permanecerem no fundo de pensão estatal, o que até hoje não ocorreu porque o governo não demonstrou interesse em recebê-los.

 

A empresa privada, após um ano do vencimento do acordo que possibilitou esses aposentados (patrocinados/garantidos pela empresa privada) continuassem vinculados ao fundo de pensão estatal, procurou obter dos aposentados um posicionamento sobre o caso e deu ate 20 de outubro para que eles se manifestassem.

 

Dia 20 de outubro passou. E como ficou a situação destes aposentados?

 

Numa Circular datada de 18/10/04, mas postado no Correio no dia 30/10/04, a Associação desses aposentados informa que no dia 07/10/04 aconteceu uma reunião no Ministério das Minas e Energia na qual foram aprovadas as condições para que a empresa estatal possa retomar o patrocínio dos aposentados até 23/12/97.

 

Informa ainda a Associação que numa reunião com a empresa estatal, ela tomou conhecimento destas condições e que no dia 15/10/04 foi realizada uma reunião entre as empresas estatal e privada, na qual a empresa privada aceitou as condições que lhe foram apresentadas, devendo a empresa estatal formalizar a proposta por correspondência, a empresa privada concordar formalmente para que em seguida sejam encaminhados aos órgãos superiores para aprovação.

 

Quais as condições? Não foram divulgadas, devendo-se aguardar o desfecho das negociações entre as empresas.

 

Já estamos no primeiro trimestre do ano de 2005 e a situação continua a mesma. O governo, ciente de que a empresa privada é dependente do Ministério de Minas e Energia e, por isto mesmo, ela pouco pode fazer, para que se encontre uma solução racional para o problema, continua o seu jogo de ganhar tempo, de não enfrentar o problema de frente e a conseqüência é que ate hoje os aposentados da empresa estatal, até 23/12/97, não sabem se continuarão na Fundação, da estatal ou se serão, conforme os termos da concorrência, transferidos para o fundo de pensão da empresa privada.

 

Edmir Pelli é aposentado da Eletrosul e articulista desde 2000
edmir@infonet.com.br

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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