Cadê o dossiê?

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Quando Fábio Calheiros foi preso em abril passado, durante um confronto com a Polícia baiana que resultou na morte do pai, Floro Calheiros, seus advogados alardearam que a família do rapaz tinha um explosivo dossiê contra pessoas importantes de Sergipe. Dois meses depois, não se fala mais no bombástico dossiê, dando a entender que tudo não passou de uma estratégia para intimidar as autoridades sergipanas. Ora, se tal documento existisse, o momento de revelá-lo seria ontem, quando Fábio compareceu à 5ª Vara Criminal para depor como acusado de ter ajudado o pai a fugir em 2008 quando estava internado no Hospital São Lucas, em Aracaju. Ao que tudo leva a crer, os advogados blefaram ou, na melhor das hipóteses, foram enganados por quem os informou sobre o tal dossiê.

Quanta diferença

Ao recorrer à Justiça para considerar ilegal a greve dos professores da rede estadual, o governo demonstrou falta de traquejo para solucionar a crise com o Magistério. De um partido oriundo das massas, como é o PT, esperava-se mais jogo de cintura para negociar com os trabalhadores da educação, em vez de apelar à Justiça para estancar um movimento paredista. Aliás, o governador Marcelo Déda não parece mais com aquele jovem deputado estadual que na década de 80 enfrentou a Polícia ao lado dos professores em greve.

Saco de gatos

No interior sergipano, o PT discorda publicamente da cúpula do partido. Exemplo disso foi visto em Itabaiana durante a festa em homenagem ao padroeiro Santo Antônio. No domingo, os petistas itabaianenses Olivier Chagas e Gilmar Passos preferiram ficar ao lado do prefeito Luciano Bispo (PMDB) do ex-governador João Alves Filho e de um robusto grupo de políticos do DEM. Ontem, enquanto o governador Marcelo Déda foi a uma recepção na casa da deputada estadual e sua aliada Maria Mendonça (PSB), Olivier preferiu receber políticos amigos em sua casa. É feia a coisa!

Duas peças

Agende-se para assistir duas excelentes peças teatrais: Gaiola das Loucas e Escola de Mulheres. A primeira será encenada amanhã e depois no Teatro Tobias Barreto (TTB), enquanto a outra está na pauta do TTB dos dias 9 e 10 de julho próximo. Apoiados pelo Grupo Bompreço, os dois espetáculos trarão para Aracaju atores renomados como Miguel Falabela e Oscar Magrini. O primeiro está no elenco de Gaiola das Locas. Em Escola de Mulheres, Magrini interpreta Arnolfo, um quarentão que sempre se envolveu com mulheres comprometidas por um incorrigível medo de ser traído.

Lambuzado

O deputado estadual Zezinho Guimarães (PMDB) deve ter se melado com o melaço do Palácio para, de uma hora pra outra, passar a defender o governo. A grave acusação foi feita por ninguém menos do que o presidente do PMDB de Aracaju, deputado federal Almeida Lima. “Será que Zezinho esqueceu da humilhação que lhe foi imposta pelo governador Marcelo Déda, que dizia ser preciso abrir a caixa preta do Sebrae?”, questionou Lima, referindo-se a forma como o deputado foi derrotado ao tentar se manter na superintendência do órgão. Misericórdia!

Sozinho

Indignado com os ataques de Almeidinha, o deputado Zezinho Guimarães disse não dever satisfação ao aliado político. Segundo o parlamentar, Lima resolveu acionar sua metralhadora giratória porque está se sentindo isolado politicamente. “Não existe um vereador, deputado estadual, deputado federal ou qualquer liderança política do interior que esteja ao lado dele. É por isso a raiva, só que eu não preciso de tutor para me ajudar a desenvolver minhas ações como deputado”, frisou Zezinho.

Invocados

Os servidores da Fundação Aperipê estão por aqui com o governo. Em nota pública, eles questionam por não estarem participando, de forma democrática e aberta, da construção da nomeação do seu novo diretor-presidente da entidade, responsável por uma TV e duas emissoras de rádio. Também criticam o fato de a escolha do novo dirigente ocorrer por força da imposição de um partido político, refletindo a manutenção de um sistema que se perpetua há décadas na Fundação. O que se comenta é que o novo diretor-presidente da Aperipê será o jornalista Luciano Correia.

Dinheiro à vista

A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) vai reunir em Aracaju os prefeitos dos municípios sergipanos com até 50 mil habitantes. Será às 8h30 do próximo dia 20, no auditório da Funasa. O objetivo é apresentar o modelo da carta consulta a ser utilizada pelos gestores quando forem pleitear investimentos para sistemas de abastecimento de água, de esgotamento sanitário e melhorias sanitárias domiciliares. Segundo José Avelar Feitosa, superintendente estadual substituto, cada Prefeitura pode apresentar até dois pleitos no valor mínimo de R$ 1 milhão cada um.

Não sai

Com o título acima, a coluna Periscópio do Jornal da Cidade publica hoje a seguinte nota: “Não passa de boato a informação que o secretário estadual da Saúde, Antônio Carlos Guimarães, pode deixar o cargo. Ele disse que nunca conversou com o governador Marcelo Déda sobre o assunto. ‘Nenhum secretário é proprietário do cargo e estou muito tranqüilo sobre esse assunto. O que posso afirmar é que esse tema não foi levantado pelo governador ou pela Casa Civil’, disse Antônio Carlos”. Então, tá!

Charada

Tem gente doente querendo saúde. Decifre!

Do baú político

Em seu caderno dominical no Jornal da Cidade, a colega Thaïs Bezerra publica uma nota que cai como uma luva para este espaço. Ela escreve que “em junho de 1984, o então governador João Alves Filho (DEM) inaugurou a adutora de Tobias Barreto. Acompanhado por uma enorme comitiva de políticos, entre eles o senador Lourival Baptista e a primeira dama Maria do Carmo Alves, João fez uma grande festa naquele município. Na mesma semana, embarcou para os Estados Unidos, onde foi conhecer projetos de irrigação na Califórnia. Voltou de lá com a famosa visita de técnicos do Banco Mundial agendada. Foi também quando João se inspirou e bolou o não menos famoso – e com resultados bastante questionados – Projeto de Irrigação Califórnia”. Para ser completa, a nota só faltou dizer que o tal projeto, localizado em Canindé, custou, em valores da época, 18 milhões de dólares, sendo considerado o mais caro do mundo. Pior, correu o risco de salinizar. Quase 30 anos depois, o principal alimento ali produzido é o quiabo, que tem um baixíssimo valor comercial.

Resumo dos jornais

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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