Seu destino, seguindo essa caminhada tão planejada, não representava nenhuma dúvida no seu cérebro. Arrumado os poucos pertences na sacola de alças, tomou a estrada, sem se despedir de ninguém.
Para quê? E começou a caminhar, deixando a casa e sem olhar para trás. A estrada cortou cerrados e plantações, passando por uma mata que lhe proporcionou um clima ameno, com sombra e a água de um córrego. Vieram também tempos de terras quentes, inóspitas, poeirentas umas, de pedras outras.
Tinha um destino, mas de tanto caminhar, fez-se uma confusão no seu cérebro, quanto ao destino certo. Continuou a caminhar. Chinelos rasgaram-se e os pés feridos se transformaram em crostas, grossas, e nem doíam mais. Sabia que tinha um destino, mas nada importava agora: o essencial, o vital para ele, era continuar caminhando.
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