Casa do amém

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A Câmara Municipal de Aracaju já pode muito bem ser chamada de Casa do Amém, tamanha é a subordinação ao prefeito João Alves Filho (DEM). Concebido para ouvir as ponderações da sociedade e discutir os projetos visando aprimorá-los, o Legislativo aracajuano prefere não escutar o povo, fazer vistas grossas aos argumentos da minúscula oposição e, de boca fechada, referendar as idéias do demista. Exemplo disso aconteceu ontem, quando o polêmico projeto ‘privatizando’ a saúde da capital foi aprovado a toque de caixa e repique de sino, apesar do protesto feito pelos profissionais de saúde. No afã de se curvar aos desejos do prefeito, os vereadores governistas não percebem que estão perdendo crédito junto aos eleitores, hoje decepcionados por terem votado em lagartixas para representá-los.

Cesteiro

Só quem não conhece o prefeito João Alves Filho (DEM) se surpreendeu com o projeto autorizando-o a contratar Organizações Sociais (OSs) para administrar a saúde de Aracaju. Em sua última passagem pelo governo de Sergipe, o demista contratou uma empresa baiana para administrar os hospitais do interior. Os empresários beneficiados se derem muito bem, mas o povo pagou muito caro pelo caos instalado nas unidades de saúde. Lembram?

Língua afiada

E o vice-governador Jackson Barreto (PMDB) bateu duro no dublê de empresário e político Edvan Amorim (PTB), que o chamou de ultrapassado e manhoso. Segundo o peemedebista, “ultrapassado é quem faz política com sujeira, coronelismo e comprando as pessoas. O problema de Amorim é se preocupar em ter patrimônio com dinheiro público. Ser presidente de 11 partidos é coisa de trapaceiro”. Misericórdia!

Agora vai!

O governo de Sergipe já tem todo o projeto para construir o Hospital do Câncer. Segundo o deputado estadual Francisco Gualberto (PT), existem R$ 32,7 milhões de emendas da bancada federal, R$ 32,7 milhões do Ministério da Saúde e outros R$ 15 milhões garantidos no Proinveste. Ontem na Assembleia, além das cifras, o petista apresentou fotos da maquete do futuro hospital. Que bom, né?

Convocada

A presidente do Banco do Estado de Sergipe (Banese), Vera Lúcia de Oliveira, terá que comparecer a Assembleia dentro de 30 dias. Requerimento aprovado ontem a convoca para falar sobre uma conversa telefônica onde o governador do Acre, Tião Viana (PT), afirma que o banco sergipano empresta dinheiro sem garantias. A transação sugerida pelo petista não foi concretizada. Ainda bem!

Comunidade

Mais de oito mil funcionários do Walmart Brasil se mobilizam em ação voluntária e participam do 7º Dia na Comunidade, promovido pela empresa nesta quarta-feira. Durante um dia de trabalho, funcionários do Walmart deixam suas atividades do dia a dia para se dedicar a uma ação comunitária. Em 2012, a campanha foi responsável por 34 mil horas de trabalho voluntário em benefício de mais de 400 entidades.

Denunciados

O Ministério Público Federal denunciou criminalmente o secretário estadual da Fazenda, João Andrade. Ele é acusado de manter conta-corrente fraudulenta em nome da Empresa Municipal de Serviços Urbanos de Aracaju para impedir bloqueios judiciais. Com a mesma acusação, também foram denunciados os ex-presidentes da Emsurb Moacir Santana Júnior, Fábio José da Silva, Sílvio Santos (PT) e Lucimara Passos (PC do B).

Eleição

Começa hoje e prossegue até sexta-feira a eleição para escolher a nova diretoria do Sindicato dos Bancários de Sergipe. A chapa única é encabeçada pelo atual presidente da entidade, José Souza, e contempla bancários de mais de 90% das agências públicas e privadas instaladas no estado.

Braços cruzados

Depois dos servidores da administração direta do estado, em greve há nove dias, agora foi a vez dos funcionários do Detran cruzarem os braços por 24h. Por conta da paralisação de ontem, as seis unidades do órgão localizadas em Aracaju e no interior praticamente não funcionaram. Os funcionários param novamente amanhã por um dia visando pressionar o governo a atender suas reivindicações salariais. Quem não chora, não mama!

Viva o rio

Um grupo de golfinhos deu um show ontem à tarde no rio Sergipe. Aproveitando a maré de lançamento, eles passaram horas cercando cardumes de tainhas e outros peixes menores. Foi um verdadeiro espetáculo da natureza. E ainda tem gente querendo aterrar parte do rio Sergipe para reduzir os efeitos dos crimes ecológicos praticados por políticos descompromissados com o meio-ambiente. Se orientem, fariseus!

Do baú político

Quando visitou Sergipe em 1860, o imperador Dom Pedro II não levou a melhor impressão de Aracaju, que tinha apenas cinco anos como capital da Província e era desprovida de infraestrutura. Já Maruim o deixou impressionado pela pujança de sua economia, forjada na cana-de-açúcar. Em seu diário de viagem, Dom Pedro escreveu que naquele município “todas as ruas estavam calçadas e limpas, e as casas pintadas ou caiadas”. Diferente da capital, Maruim possuía no século XIX negociantes portugueses, italianos, alemães, ingleses e, até mesmo, três paraguaios. Além disso, existiam na cidade consulados da Alemanha, Suíça, França, África Inglesa, Inglaterra, Noruega, Itália, Áustria e Portugal. Diferentemente, em Aracaju faltava quase tudo, a ponto de o imperador ter registrado em seu diário de viagem a “meia sola” feita pelas autoridades para agradá-lo: “Agora é que botaram terra sobre o areial das ruas, mas não contavam com a chuva de hoje”.

Resumo dos jornais

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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