Chegou Vinícius, o meu terceiro neto.

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Eis que sou avô de novo. Três netos, três varões. Pelo jeito vou ficar cercado de cuecas.

Vinícius é o seu nome, filho de Aline e de meu filho Machado, que estão sorrindo com a sua chegada, tão pequenino e frágil, ternura e carinho somente, a despertar sorrisos de esperança.

É mais um entre os bilhões de humanos em sonhos, angústias e carências, mas é único como mistura inseparável de seus pais, e de nós também: Tereza e eu, os pais de Machado, e Dinorá e Hélio, os pais de Aline. E também da nossa ascendência, por consequência extensiva da permanência familiar no tempo e no espaço.

Que dizer de uma criança que chega? É o milagre da vida que continua a despertar no homem o germe e a chama da felicidade, alegria que enaltece o ser, que estimula seguir em frente; prosseguir e resistir, enquanto missão divina de criação.

Vinícius com o pai, logo após o nascimento.

Vinícius, este que é meu, porque vem de minha linhagem, eleva mais uma vez o meu coração, como uma bênção do meu existir. É o sopro de Deus, renovando sempre a juventude de sua bela criação, o homem, que vem de novo a mim, alegrando o meu caminho.

Que Vinícius seja um audaz cavaleiro andante pelas estradas da vida! Que não lhe animem vezos audaciosos de conquistas inglórias ou vitórias em justas malquistas! Que seja um vivaz caminhante peleando o bom agir, em seriedade, coerência, lucidez e criatividade!

Alguém cuja honestidade se faça prima como exclusivo arrimo!

Que nunca lhe cheguem fortunas sem lutas, nem riquezas dissolutas, e muito menos quaisquer glórias vazias por inglórias razias!

Que suas vitórias sejam plenas e justas, jamais injustas, ou fruto de maus ajustes e embustes!

Porque vitória assim não vale, e melhor é perder. Mesmo que o mundo diga que feio é não ganhar!

Que saiba perder também, mesmo chorando, sofrendo e sendo infeliz na queda! Mas que saiba se levantar e reerguer revigorado, sem jamais fugir da boa luta, enquanto ideal escolhido com fé, determinação e vontade!

Que nunca lhe faltem a bondade, a ternura e a mansidão no seu proceder, e a esperança renovada a cada sol!

Que saiba ser um amigo leal, um amante companheiro, um sorriso para seus pais e uma bênção para os seus circunstantes!

Que a vida e seus instantes lhes deem sorte também, porque a sorte é um maná raro, de messe difícil, onde não há regra precisa, para prevenir calmarias, furacões e tempestades.

Que Deus lhe seja pleno em bênçãos e coragem, para saber viver e lutar!

Como não estar ditoso, se a vida me sorri também agora com Vinícius, o meu terceiro neto varão?

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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