Chuva chegou antes

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Há um mês, a presidente Dilma Rousseff (PT) se reuniu em Sergipe com os governadores nordestinos para anunciar a liberação de recursos visando reduzir os efeitos da seca na região. Com fome e sede, o sertanejo acreditou que seus problemas tinham acabado. Ledo engano. Da prometida ajuda oficial só chegaram até agora caminhões pipa e cestas básicas, medidas paliativas que garantem apenas a sobrevivência dos flagelados. A chuva chegou bem antes do que os “xibilhões” anunciados com pompa. Como nas secas passadas, se continuar chovendo no sertão, os governantes esquecerão as prometidas obras estruturantes. Tomara que os sertanejos se lembrem disso quando os políticos cascateiros baterem em suas portas mendigando uma cuia de votos.

Chove chuva

Desde ontem à noite chove muito em praticamente todo o estado. As precipitações pluviométricas animaram os sertanejos, que já se preparam para plantar a lavoura de milho e feijão. Tomara que as torneiras do Céu continuem abertas.

Festa vermelha

O Iate Clube de Aracaju avermelhou ontem à noite. Quem passou por lá pensou que era o lançamento da candidatura de Rogério Carvalho (PT) a prefeito da capital. Não era. A festa foi para discutir e apresentar propostas para o programa de governo do prefeiturável petista. Não faltaram discursos inflamados como o do deputado federal Márcio Macedo: “Vejo sangue nos olhos de Rogério e gosto de gás para vencer as eleições”. Tá danado!

Não sabe

Entrevistado ontem pelo jornalista Jason Neto na Liberdade/FM, o governador Marcelo Déda (PT) disse não saber ainda quando enviará para a Assembléia o projeto de reajuste salarial dos servidores estaduais. Ora, se o governador não sabe, só resta perguntar ao galo da torre da igreja.

Perdeu a direção

A Igreja Católica não esperava uma reação tão forte da sociedade contra o afastamento do monsenhor Carvalho da direção do Colégio Arquidiocesano, em Aracaju. O religioso estava à frente da instituição há 52 anos e foi afastado por ter completado 85 anos de idade. Tem gente prometendo fazer manifestação em frente à Cúria Metropolitana, enquanto outros ameaçam tirar os filhos do colégio. Virgem Maria!

Na dianteira

O Jornal da Cidade publica hoje pesquisa de intenção de votos para prefeito de Aracaju. Feito pelo Instituto Consult de 15 a 17 deste mês e registrado no TSE sob o número 00005/2012, o levantamento mostra que João Alves Filho (DEM) lidera com 35,18%. Atrás dele vem Almeida Lima, do PPS (16,04%), seguido por Valadares Filho, do PSB (8,44%). O quarto é Rogério Carvalho (PT), com 8,38%. Depois aparecem o pedetista Augusto Franco Neto (2,46%), Zeca da Silva (PSC), com 1,73%, e Henry Clay (PSOL), com 0,33%. Os indecisos são 17,72%. 9,33% ainda não sabem em quem votar.

Adiada

O DEM não explicou o motivo que levou a abortar o lançamento da pré-candidatura de João Alves Filho a prefeito de Aracaju. Há cerca de um mês o dirigente demista e deputado estadual Augusto Bezerra anunciou que a festa ocorreria na Assembléia nesta sexta-feira por ser dia 25, número do partido. Lideranças nacionais do DEM chegaram a ser convidadas, porém, sabe-se lá por qual motivo, o lançamento foi abortado. Teria faltado combustível?

Mensalão

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Carlos Ayres Britto, preparou dois cronogramas para julgar o processo do mensalão. No primeiro cenário, o início é previsto para junho, e na segunda opção, o julgamento começa em agosto. O gabinete de Carlos Britto ressalta, contudo, que as simulações têm caráter informal, já que a data oficial só pode ser marcada pelo revisor do processo, ministro Ricardo Lewandowski.

Nem vem

O governador Marcelo Déda (PT) disse ontem à jornalista Rita Oliveira que o governo não pode reajustar o piso dos professores estaduais em 22,22%. Sobre a greve dos educadores, o petista foi taxativo: “A fonte secou. Vai ter greve até o juízo final? Vou fazer greve para chover no sertão? Não tem como”. A reação de Déda lembra aquela música de Wilson Simonal: “Nem vem que não tem/ Nem vem de garfo/ Que hoje é dia de sopa”.

Do baú político

Muita gente sabe que em 1969 a Seleção Brasileira goleou por 8 a 2 a Seleção Sergipana na inauguração do Batistão. O que poucos sabem é que o Governo de Sergipe precisou emitir dois cheques para pagar a CBD pelo show das ‘feras do Saldanha’. O primeiro foi entregue logo após o jogo ao vice-presidente da CBD, Sílvio Pacheco. Cinco dias depois, ele telefona do Rio de Janeiro para o então presidente da Federação Sergipana de Futebol, Américo Alves. “Faça-me o favor de informar ao governador Lourival Baptista que perdi o cheque, estou desesperado”. Antes de Américo se deslocar ao Palácio, o telefone toca novamente. Era Sílvio Pacheco para dizer que o documento bancário não havia extraviado como ele pensava: “Caiu do meu bolso aqui em casa e o cachorro comeu. A empregada ainda recuperou um pedacinho na boca do safado”, explicou. O fato foi comunicado ao governador, que mandou providenciar outro cheque do Banese, entregue três dias depois ao tesoureiro da CBD. O moço veio a Aracaju somente para isso, trazendo, naturalmente, o pedacinho que Totó não engoliu.

Resumo dos jornais

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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