Coisas de Política

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Novo desembargador pode não assumir 

Eleito ontem (05) para substituir o desembargador aposentado Gilson Góes, o juiz Netônio Bezerra Machado poderá não assumir o novo cargo. Um magistrado disse à coluna que vai contestar a eleição junto ao Conselho Nacional de Justiça. Ele alegará que o colega não atende aos critérios técnicos para integrar o Pleno do Tribunal de Justiça de Sergipe, devendo pedir que, liminarmente, o CNJ impeça a posse do novo desembargador até o julgamento do mérito. Provocado pelo juiz João Hora Neto, Conselho Nacional de Justiça já alertou o TJ para respeitar os critérios técnicos exigidos na escolha de desembargador. Netônio foi eleito porque nas duas votações anteriores integrou a lista tríplice votada pelo Pleno do Tribunal. Os outros dois juízes mais votados ontem foram José dos Anjos e Rosalgina Libório.

MPF/SE pede condenação de Galindo, Floro, do delegado Bento e de mais
seis e por roubo das urnas de Canindé

O Ministério Público Federal em Sergipe (MPF/SE), através de sua Procuradoria Regional Eleitoral, apresentou ao TRE/SE parecer pela manutenção das condenações de todos os envolvidos num episódio que ficou conhecido como o roubo e destruição das 58 urnas eleitorais do município
de Canindé do São Francisco, ocorridos em março de 1997. O procurador regional eleitoral Eduardo Pelella pede que sejam expedidos imediatamente os mandados de prisão para o cumprimento das penas.
O MPF/SE quer que sejam mantidas as condenações do ex-prefeito de Canindé, Genilvaldo Galindo da Silva; do então secretário de Finanças da prefeitura, Floro Calheiros Barbosa; do delegado de Canindé à época do crime, Álvaro Bento dos Santos; do assessor de Floro, Marcos Fernando
Nunes; dos secretários da prefeitura Genilson Galindo, filho do prefeito; de José Milton Galindo, sobrinho do prefeito; e de Carlos Roberto Damasceno; e dos servidores públicos José Elio Avelino e Manoel Paciência da Silva.
Dos nove, apenas o então delegado Álvaro Bento tinha sido absorvido, mas agora o MPF/SE pede sua condenação. Os demais condenados na Comarca de Canindé do São Francisco pelo envolvimento no roubo e destruição das 58 urnas tinham recorrido ao TRE/SE e o processo estava com o procurador regional Eleitoral para o parecer do MPF/SE.
Os fatos – Na eleição para prefeito e vereadores em 1996, Genilvado Galindo foi eleito para prefeito do município de Canindé. Não satisfeito com o resultado, a coligação da qual fazia parte o candidato a prefeito derrotado, Jorge Luiz Carvalho Santos, moveu uma ação objetivando a
recontagem em todas as urnas do município. O TRE acatou o recurso e decidiu recontar.
Este fato motivou algumas comemorações nesta cidade, bem como foi alvo bde preocupação de outros. Em Canindé do São Francisco e região circulava o boato que o fórum seria alvo de atentado, seja incendiado, seja invadido, cujo objetivo era impedir a referida recontagem. Interessados
passaram a pernoitar em frente a esta repartição, velando pela sua segurança. Autoridades foram informadas. Em vão. Na madrugada do dia 10 de março de 1997, em uma ação planejada, um
grupo de pessoas vestidas de uniformes militares se dirigiu ao Fórum Dom Juvêncio de Brito, que foi invadido e as urnas subtraídas do gabinete do juiz José Amintas Noronha Menezes. Segundo a denúncia, o então delegado de polícia Álvaro Bento e um policial militar identificado por
“Menezes” se dirigiram ao vigilante José Carlos Soares e, mediante grave ameaça, sob a mira de armas, o dominaram, algemaram, vendaram seus olhos e o colocaram em uma cadeira no corredor do fórum, enquanto os demais roubavam as urnas.

MPF/SE move ação de improbidade administrativa contra ex-prefeita de
Canindé

A não prestação de contas dos recursos públicos do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) resultou numa ação por improbidade administrativa que o Ministério Público Federal em Sergipe (MPF/SE) moveu contra a ex-prefeita do município de Canindé do São Francisco, Rosa Maria Fernandes Feitosa. A ação é assinada pela procuradora da República Eunice Dantas Carvalho.
Em outubro de 2005, no MPF/SE, foi instaurado um procedimento fruto de  uma representação da Procuradoria-Geral do Município de Canindé de São  Francisco, relatando que as verbas do PDDE, destinadas ao município estavam suspensas pelo Ministério da Educação desde o ano de 2003, por
conta da ausência da prestação de contas do ano de 2002 pela ex-prefeita, que permaneceu no cargo até 2004.
A ex-prefeita alegou que tinha prestado contas, mas a documentação
chegou em Brasília com atraso. No entanto, só em setembro de 2006, o
município de Canindé de São Francisco, a 213 km de Aracaju, informou que
voltou a receber os recursos do programa federal, isto é, depois de três
anos com as verbas do PPD suspensas por conta da omissão na prestação de
contas.
“Com a atitude da então prefeita de não prestar contas, os alunos,
professores e a comunidade ficaram num grande prejuízo, porque, por três
anos, Canindé ficou sem ter acesso a esse dinheiro que devia ser
empregado na aquisição de material permanente e de material de consumo
das escolas, na manutenção e conservação das unidades escolares e na
implementação de outros projetos do Governo Federal relacionados à
educação”, esclarece a procuradora. A prefeitura atende cerca de
20 mil alunos.
Para o MPF/SE, o fato de se enviar a prestação de contas bem depois do
prazo, não isenta a ex-prefeita de responsabilidade. “A simples
omissão do dever de prestar contas no prazo estabelecido caracteriza
conduta ímproba, a ensejar punição de seu responsável”, completa a
procuradora, assegurando que a referida prestação de contas sequer foi
apresentada pela ex-prefeita. Os documentos no processo provam que a
prestação de contas foi prestada em 2005, pela atual gestão. Os recursos
que deixaram de ser repassados para a Prefeitura de Canindé formam um
montante de R$ 50 mil.
A procuradora da República pede que a ex-prefeita seja condenada a
devolver os R$ 52 mil aos cofres do município, além de pagamento de
multa e ter suspensos seus direitos políticos na forma da lei.

Sérgio Góes afirma que não será candidato à reeleição

Durante o programa Jornal da Ilha, comandado pelo radialista Gilmar Carvalho, o vereador Sérgio Góes (PT) afirmou que praticamente já decidiu que não será candidato à reeleição. Ele afirmou que já prestou vários serviços à sociedade aracajuana e chegou o momento de trabalhar para o povo sergipano se candidatando a deputado estadual em 2010.

 “Já existe 99% de chances de eu não ser candidato a vereador de Aracaju. Tenho orgulho de ser vereador, mas agora eu tenho o projeto de ser candidato a deputado estadual em 2010. Já são quase 20 anos sendo vereador, agora vou trabalhar por um outro projeto”, afirmou Sérgio. Em relação à eleição deste ano, o vereador disse que vai apoiar a candidatura de uma pessoa de sua família. “Vou colocar o nome de outra pessoa que deve ser o de minha irmã Simone Góes. Irei apoiá-la como se fosse minha candidatura”, declarou.

Sérgio Góes fez questão de afirmar que não está se afastando da candidatura a vereador para se candidatar a vice-prefeito de Aracaju numa chapa encabeçada pelo atual prefeito Edvaldo Nogueira. “Existiu a especulação de que eu tinha ido para o PT porque seria candidato a vice. Agora posso afirmar que meu candidato a vice-prefeito é Sílvio Santos, meu nome está fora da lista para este cargo”, finalizou.

 

OAB/SE formará lista sêxtupla este mês

OAB/SE fará nova consulta direta aos advogados para formação da lista sêxtupla sem exigência de quorum mínimo.

O Conselho Seccional de Sergipe da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/SE) decidiu manter a opção de realizar uma nova consulta direta aos advogados sergipanos para formação da lista sêxtupla, que servirá de base para a indicação do futuro desembargador, na vaga destinada ao Quinto Constitucional.

Embora mantenha convicção jurídica da legitimidade e legalidade do quorum mínimo exigido em Resolução publicada no ano passado pela OAB/SE para validar a consulta direta aos advogados, o Conselho Seccional, por conveniência institucional, decidiu abrir mão deste mecanismo como forma de resolver definitivamente o impasse, haja vista que as duas consultas realizadas anteriormente, nos meses de dezembro do ano passado e fevereiro deste, foram anuladas em função da ausência de quorum mínimo. Como conseqüência, a diretoria da OAB/SE adotará as medidas necessárias para publicar nova Resolução com as modificações deliberadas pelo Conselho.

A decisão foi tomada na noite da última quarta-feira, dia 5, com a presença de 29 votantes, sendo 25 conselheiros seccionais e quatro ex-presidentes, com direito a voto.

INSTITUCIONALIDADE – No início da sessão extraordinária, o presidente Henri Clay Andrade fez um pronunciamento contundente e equilibrado, com importantes reflexões, avaliando a ausência de quorum nas duas consultas diretas promovidas pela Ordem. Henri Clay também destacou, em seu pronunciamento, quatro alternativas que o Conselho dispunha para formação da lista sêxtupla, suscitando as conseqüências jurídicas, institucionais e administrativas de cada uma delas.

A seguir conheça as alternativas:

1 – Fazer uma terceira consulta direta com exigência de quorum mínimo, correndo risco de, mais uma vez, não alcançá-lo e ficar mantido o impasse;

 2 – Realizar a escolha da lista sêxtupla pelo Conselho Seccional, mas, nesta hipótese, seria necessária reabertura de processo de novas inscrições de candidatos, o que levaria a definição da lista sêxtupla para o mês de junho e ainda tornaria o desembargador escolhido sub judice, causando insegurança jurídica e instabilidade social sem precedentes na história do Poder Judiciário sergipano;

3 – Suspender o processo até o trânsito em julgado da decisão e isso poderia levar mais de cinco anos para resolver o impasse;

4 – Realizar nova consulta direta, sem quorum mínimo, agora no mês de março, como forma de resolver definitivamente o impasse.

Apesar da decisão de mérito na primeira instância da Justiça Federal, que entendeu ser nula a Resolução 08/2007 da OAB/SE, os efeitos da sentença judicial, conforme explicou Henri Clay, estão suspensos por força de decisão liminar da Presidência do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, que reconheceu a legalidade e constitucionalidade da Resolução da OAB/SE, que estabelece quorum mínimo.

Foram cerca de três horas de debates e, ao final, o Conselho decidiu que, por conveniência institucional e administrativa, o caminho mais sensato seria a realização de uma nova consulta direta sem a exigência do quorum mínimo, atendendo o encaminhamento proposto pela diretoria da entidade, no momento da votação. “Abrimos mão de nossa convicção ideológica, quanto à exigência de quorum mínimo para garantir a legitimidade da consulta, em busca de uma solução definitiva baseada em duas vontades políticas: formar a lista sêxtupla de forma rápida e segura e manter a consulta direta, que sempre foi a nossa preferência. A eleição direta, de fato, é nosso xodó”, enfatizou Henri Clay.

Ação de dano moral ajuizada antes da EC nº 45 prescreve em 20 anos

A Companhia Vale do Rio Doce terá de indenizar um empregado que recorreu à Justiça para reclamar indenização por danos morais e materiais, decorrentes da atividade profissional, 16 anos após ter sido aposentado por invalidez, a despeito de a empresa ter contestado que as ações trabalhistas se prescrevem no período de dois anos. O empregado se aposentou em setembro de 1986 e a reclamação trabalhista foi interposta em abril de 2002, na 1ª Vara Cível da Comarca de Itabira, em Minas Gerais.

A decisão é da Quinta Turma do Tribunal Superior do Trabalho, ao confirmar decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (MG) que entendeu que, naquele caso, se aplicava a prescrição de 20 anos, pois a ação foi iniciada na Justiça Comum, já que, à época do fato, os pedidos eram sustentados única e exclusivamente no Direito Civil, que adota esse prazo prescricional. A prescrição bienal pleiteada pela Vale do Rio Doce passou a ser tratada como parcela trabalhista somente a partir da Emenda Constitucional nº 45/2004, que incluiu o dano moral por acidente de trabalho na competência da Justiça do Trabalho. Assim, os pedidos de indenização por acidente de trabalho ocorridos antes de sua promulgação se sujeitam à prescrição vintenária.

O empregado trabalhou na empresa 1974 a 1986, na função de laboratorista (carregador de peças do laboratório). Sua incapacidade, constatada em 1983, decorreu de duas doenças profissionais denominadas lombocitalgia e hérnia de disco, causadas, segundo informação pericial, por atividades exercidas em postura viciosa, que lhe ocasionaram microtraumas na coluna durante longo período de tempo. As provas recolhidas na Vara Cível de Itabira confirmaram que as condições de trabalho do funcionário eram inadequadas: ao manipular lotes de minério para ser preparados para análise, ele carregava peso em excesso, em movimentos e posições incorretas. Entre outras atividades, carregava peças que variavam de 20 a 40 quilos, sem o descanso previsto em lei, apesar de sua compleição física franzina. O juiz da Vara Cível determinou, em 2005, a remessa do processo à Justiça do Trabalho, diante das alterações introduzidas pela EC 45.

O relator do processo na Quinta Turma, ministro Emmanoel Pereira, destacou que o posicionamento em relação à prescrição vintenária é específico, e abrange somente as ações ajuizadas na Justiça Comum anteriormente à EC 45. De outra forma, o direito prescreve em dois anos, como estabelece o artigo 7º, XXIX, da Constituição Federal. A Quinta Turma decidiu, por unanimidade, dar provimento ao agravo de instrumento e, por maioria, negar provimento ao recurso de revista. (RR-510-2006-060-03-40.2)

 Fonte: www.tst.gov.br

Francisco Gualberto critica integrantes do Judiciário

A polêmica gerada em torno das críticas feitas pelo ministro Marco Aurélio de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF),  relativas ao programa social Territórios da Cidadania, do governo federal, chamou a atenção do líder do governo na Assembléia Legislativa, deputado Francisco Gualberto (PT). “O papel dele não é se manifestar politicamente a respeito de um programa social. Cabe ao Judiciário se referir a qualquer ilegalidade, inconstitucionalidade ou abusos fundamentados na Constituição. Não podem fazer discurso de confronto”, apontou Gualberto.

Na opinião do parlamentar, para que a democracia avance no Brasil, é preciso melhorar as relações entre o povo e o Poder Judiciário, implantando um controle social inexistente naquele poder. “Porque senão fica uma democracia capenga. O país é gerenciado por três poderes, mas dois podem ser questionados e um não”, reclama. “Precisamos questionar sim a atuação do Poder Judiciário. Por que não? O Poder Legislativo e o Executivo têm controle social. E por que o Judiciário é intocável, mesmo quando erra?”.

Francisco Gualberto elogia os programas sociais criados nos últimos anos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entre eles o Fome Zero e o recente Território da Cidadania. Para ele, o presidente está criando condições para que as pessoas mais carentes possam se alimentar adequadamente, contar com luz elétrica em suas casas, entre outros benefícios. “O queixume e as mágoas existem porque neste país também existe a compra de votos. Quem é que tem coragem de dizer que não existe? Mas o Poder Judiciário não tem atuado contra isso”, ataca o deputado.

“Esses projetos sociais substituem ou diminuem a compra do voto. É a presença do Estado brasileiro procurando minimizar a situação de muita gente nas várias regiões”, garante o líder da bancada da situação, dizendo-se preocupado com o comportamento de determinados setores da política que tentam desestabilizar o país com críticas sem fundamento. “Eles (a oposição) sistematizam campanhas para tentar mostrar que todo mundo é igual, todo mundo é corrupto e que todo político é mentiroso”.

O deputado petista lembra que quando era dirigente sindical, na época em que o governo federal pensava em privatizar a antiga Nitrofértil, ele e seus companheiros de luta fizeram uma campanha na mídia criticando o que chamavam de “ditadura do Judiciário”. “Naquela ocasião falamos isso porque as privatizações aconteceram e os ladrões da pátria receberam suas oficialidades. Nunca foram denunciados por nada”, disse Gualberto, referindo-se às privatizações no setor de energia elétrica, mineração, telecomunicações, etc.”A quebra do monopólio da Petrobras, por exemplo, não foi feita à revelia da lei. Pelo contrário”.

Para responder criticas feitas por outros parlamentares sergipanos na Assembléia Legislativa, relativas aos casos de corrupção no governo no PT, Francisco Gualberto disse que no passado “ladrão de pátria não era denunciado pelo Ministério Público porque o roubo era oficializado”. “É lógico que existem aspectos negativos no governo Lula, mas entre os positivos está a libertação do Brasil em relação ao capital internacional”, frisou o deputado, referindo-se ao anúncio feito pelo presidente da República há duas semanas sobre a reserva em dinheiro capaz de quitar a dívida externa, sobrando ainda cerca de R$ 7 bilhões.

O deputado questiona também o modelo de indicações de ministro do STF, independente de qual governo indica. “Será que esta é a forma mais legítima para constituir a Suprema Corte?  Digo isso porque o Senado é eleito pelo povo, a Câmara dos Deputados e as Assembléias Legislativas são eleitas pelo povo, as Câmaras de Vereadores também. O Executivo é eleito com a participação popular direta. E por que o Supremo Tribunal tem que ser pela forma indireta, além de vitalícios e intocáveis? Algo está errado neste país em relação a esta questão”.

 

JUSTIÇA CONSIDERA ILEGAL GREVE DOS AUDITORES FISCAIS

 

 

A Procuradoria-Geral do Estado de Sergipe obteve, na última sexta-feira, 29 de fevereiro, liminar favorável ao Estado de Sergipe, declarando a abusividade da greve dos Auditores Fiscais da Secretaria de Estado da Fazenda, deflagrada no dia 27 de fevereiro passado.

 

Segundo o Procurador do Estado Guilherme Augusto Marco Almeida, que assinou a ação judicial, desde o início do mês de fevereiro deste ano, o Sindicato do Fisco do Estado de Sergipe (SINDIFISCO), vem mantendo conversações com a Secretaria da Fazenda em torno de reivindicações da categoria. Todavia, em pleno período de negociações, repentinamente, decidiu deflagrar a greve, provocando enormes prejuízos, inclusive com o trânsito livre de mercadorias entre as fronteiras do Estado, fato que resulta em prejuízos ao erário público.

 

Ao acatar as argumentações da PGE, na sua decisão liminar, o Juiz José dos Anjos, da 19.ª Vara Cível da Comarca de Aracaju, considerou que o movimento grevista não cumpriu os requisitos específicos, previstos na lei n.º 7.783/89, considerando, assim, abusivo o movimento paredista. Ainda na decisão judicial, o magistrado arbitrou contra o sindicato da categoria, multa diária de R$ 5 mil reais, caso a entidade venha a descumprir a decisão proferida.

 

Resp. ASCOM/PGE

 

 

Mendonça Prado critica atitudes do presidente Lula

 

O deputado federal Mendonça Prado acredita que um dos momentos mais curiosos para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em sua visita a Sergipe, foi a sua passagem pela ponte Aracaju – Barra dos Coqueiros, para pernoitar no Starfish Resort. Na época que o então governador João Alves Filho construiu a obra, ele foi um dos que mais criticou. Essa observação foi feita pelo parlamentar, após tomar conhecimento das ironias do presidente em relação a oposição sergipana. “Na época ele falou que a obra era desnecessária”, comentou o parlamentar.

Mendonça acredita que Lula dizer que fez oposição no Brasil é demonstrar que não tem capacidade para fazer autocrítica. “Na verdade, ele nunca foi oposicionista, apenas dissimulava. Tanto é assim que ao chegar ao governo executa ações totalmente distintas do discurso anterior. Além disso, basta verificar quem são os seus atuais aliados para perceber que era tudo conversa fiada. Figuras como Gedel Vieira Lima, Renan Calheiros, Romero Jucá, Jader Barbalho, Delfim Neto, dentre outros que hoje são seus irmãos siameses, ajudam na avaliação criteriosa da sua biografia”, afirmou Mendonça Prado.

Para o parlamentar, Lula e os seus aliados são obstáculos para o progresso de Sergipe. Ele afirma que somente a obra de transposição do rio São Francisco patrocinada pelo presidente, poderá ocasionar o mais grave problema da história do estado em termos de abastecimento d”água para consumo humano, gerando conseqüências danosas para as futuras gerações. “Um outro ponto negativo refere-se a refinaria da Petrobras, que o presidente em vez de instalar em Sergipe, preferiu construí-la em Pernambuco, mesmo sabendo que o nosso estado é um dos maiores produtores do minério, enquanto que Pernambuco é produtor de cana de açúcar”, disse.

Mendonça Prado concluiu dizendo que o PT se habituou a enganar a sociedade, beneficiando-se de programas econômicos e sociais concebidos por outros governos. “O PT era contra o Plano Real e hoje é o maior beneficiário; o PT votou contra a Constituição Cidadã e hoje enfatiza o que está preconizado no texto para retirar diretos e dos trabalhadores; o PT defendia os servidores públicos e hoje os persegue de maneira cruel; o PT criticava as grandes fortunas e hoje permite que os banqueiros aufiram os maiores lucros do planeta” enumerou.

Judiciário determina ao DER e ao Estado que dotem Rodovia das condições de segurança

Ao sentenciar a ação civil pública de nº 200554100741, movida pelo Ministério Público em face do DER e do Estado de Sergipe, o Juiz da 2ª Vara Cível da Comarca de Lagarto, Daniel de Lima Vasconcelos, julgou parcialmente procedentes os pedidos para, em conseqüência, determinar aos requeridos que, no prazo de 8 meses, iniciem a recuperação do pavimento da Rodovia Lourival Baptista (SE- 270), do trevo com a BR- 101 até a fronteira entre Simão Dias-SE e Paripiranga-BA.

A sentença determina ainda que os órgãos responsáveis adeqüem os acostamentos da rodovia às condições de segurança, e, além disso, refaçam as respectivas sinalizações verticais e horizontais, observando as determinações prescritas na legislação de trânsito nacional.

Na referida decisão, foi reconhecida a possibilidade de o Judiciário determinar ao Executivo a implementação de políticas públicas previstas na Constituição Federal e que, por omissão, estejam sendo descumpridas de forma injustificada, sem que, por seu turno, haja ofensa ao princípio da separação dos poderes, conforme recentes precedentes do STF e do STJ.

Segundo o Juiz, foi constatado mediante perícia judicial, que a referida rodovia “não oferece conforto e segurança aos motoristas em toda a sua extensão.” Salientou, também, que “os requeridos, diretamente responsáveis pelos problemas detectados em tal via pública, estão a descumprir o disposto no §2º do art. 1º da Lei nº 9.503/97 (Código de Trânsito Brasileiro), o qual impõe aos órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito (SNT) o dever de garantir o trânsito em condições seguras, violando, por conseguinte, o art. 5º, caput, da Constituição Federal, que estabelece como direitos fundamentais a inviolabilidade à vida e à segurança”.

Fora, ainda, concedida a antecipação dos efeitos da tutela, tendo sido fixada multa diária no valor de R$ 380,00, a ser arcada pessoal e solidariamente pelo chefe do Executivo Estadual e pelo Presidente do DER, na hipótese de haver descumprimento da referida decisão, sem prejuízo de, posteriormente, ser imposta uma medida mais grave.

Vereador questiona obra do viaduto do DIA

O vereador Vinícius Porto (DEM) falou ao programa Jornal da Ilha, comandado pelo radialista Gilmar Carvalho, sobre a obra do viaduto “Jornalista Carvalho Déda”. Segundo o parlamentar as alças que interligam o viaduto não poderão ter a circulação de veículos de grande porte.

“Gostaria de parabenizar a Prefeitura pela grande obra. Mas há seis meses atrás ficamos sabendo que existiu uma reunião e que dois engenheiros estavam preocupados com as alças do viaduto. Recentemente recebi a informação de vários técnicos em obras de que existe um problema nas alças. Porque, como as alças são pequenas, em horário de grande fluxo os veículos de grande porte poderão colidir com os veículos que estiverem na alça principal”, disse Vinícius.

“Os ônibus que saírem do terminal do DIA e vão para a saída da cidade terão que percorrer uns dois a três kilômetros a mais, porque eles não poderão passar pelas alças. Além disso, se eu tiver um caminhão não poderei passar por baixo do viaduto. Esse é o primeiro viaduto do mundo que há impedimento de que se trafeguem veículos de grande porte”, advertiu o vereador.

Sem querer citar o nome dos engenheiros que informaram o problema, Vinícius preferiu dizer que só o tempo responderá ao seu questionamento. “A partir de amanhã é que nós verificaremos se veículos de grande porte poderão passar. Como eu tenho veículo e não posso trafegar pode onde quiser. Estou levantando um questionamento sobre um problema, e não condenando a obra por completo”, finalizou.

 

 

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