Comportamento de risco

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A vida de um executivo, ou de um grupo deles, é marcada por lutas diárias em vários sentidos, principalmente se atuam em segmentos de mercados competitivos. Mas pior que gerir e administrar em cenários de turbulências e incertezas é ter que perder tempo se livrando das cascas de bananas, que são jogados pela turma da concorrência ou do contra. A equipe de administração do Banese tem sido alvo, atualmente, de constantes petardos, que começam a se intensificar, “por coincidência”, quanto mais se aproxima o período eleitoral. A verdade é que falar do Banese garante um palanque. É disso que tem uma turma da pesada atrás. O problema é que não estão novamente buscando as verdadeiras razões para se travar um debate em prol de uma melhoria para a sociedade. O que se está buscando, mais uma vez, é aquilo de que tratamos aqui neste espaço, na semana passada: politicalha. E mais uma vez com um assunto extremamente sensível e importante para o Estado como um todo, já que mexe num setor nevrálgico, que é a economia. Todos sabem da importância que o Banese adquiriu perante a economia estadual. Tentar desestabilizar sua administração sem um mínimo de fundamento, apenas por ouvir falar, ou interpretar atos e ações de forma equivocada, é, além de um desserviço, uma irresponsabilidade. Qualquer instituição financeira vive, primeiramente, de sua imagem perante a sociedade. Quem colocaria seu suado dinheirinho ou compraria um produto como um plano de previdência, por exemplo, de uma instituição duvidosa? No Brasil já houve diversos exemplos que deixaram a população com um pé atrás, quando o assunto é cuidar de sua poupança ou do futuro. É preciso que se faça uma pergunta neste momento de tantos ataques infundados ao banco: a quem interessa desestabilizar a atual estrutura administrativa da instituição? Pode-se encontrar algumas respostas. Mas duas, certamente, são as mais correntes: uma seria grupos políticos contrários ao atual Governo do Estado, que é o maior acionário e controlador do banco. Criar factóides negativos passando para a opinião pública algum traço de incompetência, pode beneficiar politicamente quem está do outro lado por dois aspectos. O primeiro pela vitrine que gera na mídia, e segundo, por que teoricamente, “se meu adversário é incompetente eu sou a opção”. Uma segunda vertente é aqueles que têm, ou tiveram, seus interesses de alguma forma contrariados. Seja por perder alguma vantagem, que tinham quando da mudança de comando que ocorreu com a posse da nova diretoria, ou por achar que o banco não poderia ser administrado de forma competente por uma turma nova, que viesse de fora para dentro, com uma visão mais ampla de mercado. Mas deste episódio pode-se concluir: estas tentativas só não ajudam o crescimento e o desenvolvimento de Sergipe. Ao contrário, tentam enfraquecer a imagem de quem vive de trabalho sim, mas também de credibilidade, de nome na praça, como diziam os mais antigos. Se fossem críticas justificadas, teriam, todos, a obrigação de se engajar numa luta de preservação, de uma instituição que, muito além de ser sergipana, é de cada um sergipano, porque, em última instância, é pública. Vamos aos assuntos levantados pela turma. O banco teve seu lucro reduzido. É verdade. Mas é verdade também que o lucro dos bancos são compostos de alguns elementos, uns de sua responsabilidade, como tarifas, e a própria gestão, outros fatores não. São também, conjunturas de políticas macro e micro econômicas, como, por exemplo, as constantes quedas nas taxas de juros, promovidas pelo Governo Federal, que são saudáveis para o país, mas que diminuem o “spread”, que é justamente a diferença entre as taxas dos recursos que são captados junto aos clientes, com aquela que o banco usa para emprestar. Ou seja, o banco está emprestando mais barato do que antes, o que, se de um lado diminui seu lucro, de outro ativa setores da economia, gera empregos e renda. Isto não acontece só com o Banese, mas com todos os bancos do país. Outras ações compensatórias estão sendo implementadas pelo banco, como sua expansão e capilaridade, construindo novas agências, na capital e no interior, e criando novos produtos para serem oferecidos para a sua clientela. Outro barulho vem sendo feito em relação a repasses do banco para os cofres do governo estadual. O governo é um dos donos do banco, o principal, e não há nada de ilegal em receber dinheiro de seu próprio negócio. Os sócios minoritários também estão recebendo seu, tudo dentro do que rege as leis das sociedades anônimas. Mas do jeito que se coloca, parece improbidade. Este tipo de manipulação de informação gera insegurança na população, dentro daquele preceito de que, até explicar que “focinho de porco não é tomada de rádio”, algum estrago chega a ser feito. Enfim, é importante que o Banese. Importante para todos, sergipanos ou não. Não apenas por ser uma instituição genuinamente sergipana, que cresce e se destaca usando recursos humanos do estado. Lógico que é motivo de orgulho Sergipe quando o Banese sai na “Gazeta Mercantil”, em 13º lugar entre os principais bancos do Brasil, quando os critérios são administrativos. Ninguém pode, nem deve ser imune a críticas. Elas devem ser feitas sempre que forem encontradas evidências de problemas e a imprensa tem este papel acima de tudo, mas com responsabilidade e equilíbrio evitando prejuízos maiores a sociedade. CANINDÉ Um problema em Canindé do São Francisco. O PT fez coligação e indicou o vice de Paulo de Deus, o militante Edmilson. Entretanto, impôs uma condição que o pessoal não aceita. Na proporcional não se coliga com o PFL, alegando que existe instrução da Executiva Nacional que impede o PT de se compor com essa legenda e o PSDB. REAÇÃO O pessoal dos demais partidos reagiu na hora. Ou o Partido dos Trabalhadores mantém a coligação proporcional com o PFL ou os demais se retiram da composição. O próprio candidato Paulo de Deus também recusa o PT na chapa majoritária, caso seja mantido o veto na proporcional. POÇO REDONDO O prefeito de Poço Redondo, frei Enoque (PL), fez a convenção do seu partido, ontem, e homologou os nomes da médica Iziane para prefeita e Edileusa para vice. Enoque está chateado porque o Partido dos Trabalhadores manteve o candidato, quando havia um entendimento para evitar esse confronto. ESPERA A deputada Susana Azevedo, pré-candidata pelo PPS, está esperando pelo Partido Liberal, que ficou de dar uma resposta ainda hoje. O PPS está oferecendo o vice aos liberais, além da coligação proporcional, o que resolve o problema deles e com vantagens, já que podem ter um nome na chapa majoritária. CONVERSA Sábado passado o presidente regional do Partido Liberal, deputado Heleno Silva, voltou a conversar com o PFL para um atendimento, mas ainda não bateu o martelo. O vereador Sérgio Góis foi chamado para ser vice, mas prefere disputar a reeleição. O companheiro de chapa de Susana pode ser o empresário Gilson Figueiredo. HELENO O presidente regional do PL, deputado Heleno Silva, disse, ontem, que o partido só vai se definir na quarta-feira e alegou que não está interessado em cargos e nem lhe foi oferecido. Heleno diz que está lutando para que o Partido Liberal eleja os seus vereadores, numa composição com outras siglas: “a gente não pode ir para o sacrifício”. PORTAS Heleno Silva diz que não pode fechar as portas para ninguém e relata que está sendo procurado pelo PPS e PDT. Todos oferecendo composição proporcional. Ontem à tarde conversou com o deputado Gilmar Carvalho (PV), mas o martelo só será batido na quarta-feira. NOVOS NOMES O advogado Renato Sampaio (PRT) é candidato a prefeito, mas está precisando de um partido para coligação, com o objetivo de ter mais tempo na televisão. Quem também pode lançar sua candidatura, e está animado para isso, é o pastor Antônio, deputado estadual pelo PSC. É quase certo que isso aconteça. AUMENTO Segundo dados do Governo do Estado, o aumento de 44% concedido aos servidores, foi no segundo semestre de 1994, durante o Governo de João Alves Filho (PFL). ão é verdade que esse aumento salarial tenha sido dado aos funcionários durante o Governo Albano Franco, como foi dito no programa do PSDB. CONVOCAÇÃO A Assembléia será convocada para aprovação do projeto de reforma administrativa, proposto pelo Executivo, tendo como base o trabalho da Fundação Dom Cabral. O projeto da Dom Cabral reduz cargos, Secretarias e outros órgãos, promovendo o emagrecimento geral do Estado. REDUÇÃO Os telefones celulares que estão nas mãos de uma série de assessores do Governo, inclusive de familiares e parentes, terão uma pequena taxa para dispor em ligações. O governador está pondo um fim à farra dos telefonemas celulares que os cofres públicos pagam. Outros benefícios serão cortados, talvez até carros. PRÊMIO A Comissão de Educação da Assembléia aprovou, ontem pela manhã, o Prêmio de Qualificação para os professores da Rede de Ensino Público. O Sintese é contra e, na quinta-feira, está mobilizando o pessoal vai ao plenário da Assembléia, para forçar que os deputados votem contra ao Prêmio. COMO É O Prêmio será dado ao professor que tiver melhor assiduidade às aulas, mais eficiência e entrosamento com a turma na sala de aula. Quem cumprir isso recebe 14º Salário. A maioria dos professores gostou da idéia e está estranhando o porquê do Sindicato da Classe está se manifestando contra esse incentivo dado pelo Governo. TUCANADO O senador Almeida Lima (PDT) desmentiu, ontem, que esteja indo para o PSDB ou que seria o presidente dos tucanos em Sergipe. A nota foi divulgada pelo colunista Ancelmo Góes, de “O Globo”, e criou um clima de boataria no Estado. CONFIRMA Ontem pela manhã um aliado de Almeida confirmou que “ele tomou o PSDB de Albano” e completou: “não sabia que Almeida tinha tanta amizade com o senador Arthur Virgílio (PSDB)”. Segundo a mesma fonte, o senador Almeida Lima passaria o comando do PDT ao seu atual correligionário, deputado estadual Luiz Garibalde. Notas VERBAS O deputado federal Mendonça Prado (PFL/SE) condenou a distribuição de verbas por parte do governo do PT para aprovar no Senado Federal, o salário mínimo que Lula deseja para os trabalhadores do Brasil. “O governo do PT adota o chamado toma lá da cá como instrumento de cooptação de votantes”. Segundo Mendonça, “o objetivo é aprovar matérias que são do seu interesse e que beneficiam FMI. O Partido dos Trabalhadores, lamentavelmente, se transformou numa espécie de marionete dos banqueiros internacionais”. JORGE O deputado federal Jorge Alberto (PMDB) mantém firme sua candidatura ao Governo do Estado e está conversando com setores importantes do Governo do Estado. Ao secretário para Assuntos Políticos, José Alves Neto, o deputado disse que espera ser tratado como um aliado, interessado em ganhar o pleito. Jorge Alberto disse que se o PMDB ficar no isolamento, colocará uma chapa só do partido, com o médico Roberto Gurgel sendo o seu vice. De qualquer forma o PMDB vai aguardar até quarta-feira, porque espera que haja mudanças. RECURSOS O Hospital João Alves Filho terá 10,5 milhões de reais, do Ministério da Fazenda, para ampliação e melhoramentos. Dos quais, 5,5 milhões foram conseguidos pelo deputado José Carlos Machado, como contrapartidas para um recurso que seria enviado a São Paulo, dos quais retiraria verbas destinadas a Sergipe. Esse 1,1 milhão de reais, liberados na sexta-feira pelo ministro da Saúde, Humberto Costa, foi dos recursos conquistados pelo deputado. Os outros R$ 5 milhões anunciados são de emenda do orçamento. É fogo O ex-deputado Gilton Garcia (PTN) explicou para a deputada Susana Azevedo a razão de sua sigla integrar o bloco de oposição ao Governo. Segundo Gilton, o seu primo assumiu recentemente a presidência da Eletronorte e poderia ter problema caso o partido não integrasse o bloco de oposição em Sergipe. O vereador Sérgio Góes (PL) lamentou que ninguém quer coligação com o seu partido: “parece até que os liberais estão com uma doença contagiosa”. Sérgio Góes acha que perder as eleições só foi bom para José Eduardo Dutra (PT). Ele foi premiado com a presidência da Petrobrás. José Raimundo Ribeiro (Cabo Zé) já avisou ao governador João Alves Filho que será candidato a prefeito de Lagarto. Segundo Cabo Zé, o governador não vai a Lagarto durante as eleições, porque os dois candidatos são seus aliados. As lideranças políticas, principalmente presidentes de partidos, estão ocupadíssimas com as convenções partidárias no interior. Aracaju só vai fazer todas as suas convenções amanhã, no último horário, porque falta resolve muitos problemas internos dos partidos. O prefeito Marcelo Deda ainda está conversando muito para acomodar setores da oposição e fortalecer o seu bloco político. O advogado Alcivan Menezes (PMDB) intensifica as negociações com o PFL, para garantir uma aliança majoritária em Barra dos Coqueiros. José Rola Ribeiro diz que não tem aliança certa, porque o Prona não tem qualquer coisa a ver com o PFL. O valor da assinatura dos telefones fixos e do impulso cobrado nas ligações deve subir numa faixa de 7%. O reajuste será anunciado no início da semana. brayner@infonet.com.br

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