Copenhague – No mundo e no Brasil

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A tentativa dos países ricos de extinguir o Protocolo de Kyoto causou celeuma nas negociações sobre aquecimento global das Nações Unidas em Bancoc, com alguns países em desenvolvimento ameaçando abandonar as conversas. 0 racha pode colocar em risco o próximo acordo do clima, que será negociado em Copenhague, em dezembro.

 

O estopim da confusão foi um documento apresentado no grupo de trabalho que discute redução de emissões até 2020.

 

Os países do chamado Grupo dos 77 (que reúne o Terceiro Mundo) viram no documento um golpe contra Kyoto e ameaçaram abandonar a reunião. 0 Brasil não fez menção de interromper as discussões, mas o negociador-chefe do país, Luiz Alberto Figueiredo Machado, pediu para que a imprensa ganhasse acesso às reuniões, que em geral são fechadas.

 

No item “mitigação geral” consta a frase “agendas nacionais”, que, segundo o embaixador extraordinário para Mudança Climática do Brasil, Sérgio Serra, é a senha para implodir o pacto de Kyoto.

 

“Agendas nacionais” são uma proposta feita pela Austrália para que as ações de corte de

gases-estufa sejam feitas por meio de políticas nacionais, ajustadas segundo as condições de cada país e sem necessariamente uma meta de corte preestabelecida. A idéia conta com a simpatia dos EUA e do Japão.

 

A União Européia, apesar de defender Kyoto, não quer que os EUA desistam, pois o país é historicamente o maior poluidor do planeta. “0 problema é quererem acabar com o protocolo com duas semanas de.negociação pela frente antes de Copenhague, sem texto para por no lugar”, disse Serra.

 

Faltando poucos dias para abertura da 15ª Conferência do Clima (COPI5) da Organização das Nações Unidas (ONU), em Copenhague, na Dinamarca, a senadora e pré-candidata à Presidência pelo PV, Marina Silva, elevou o tom contra a política ambiental do governo Luiz Inácio Lula da Silva e cobrou que o Brasil assuma metas ambiciosas para a redução das emissões de dióxido de carbono na atmosfera.

 

“0 Brasil tem dado importante contribuição com sua matriz energética renovável, com a produção de biocombustíveis e avanços recentes na luta contra o desmatamento da Amazônia. Mas pode e deve fazer mais”, afirmou. “Precisa assumir metas globais de redução de suas emissões de dióxido de carbono e contribuir para que os demais países em desenvolvimento façam o mesmo.” (Ambientebrasil)

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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