Corrida do ouro

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Corrida do ouro

A 23 dias das eleições, não se fala em outra coisa em Sergipe que não seja a disputa para o Senado. É voz corrente que, diante de concorrência tão pesada, as duas vagas serão dos que melhor distribuírem as cartas, souber arriscar, blefar. Essa atmosfera está ouriçando os líderes políticos do interior, que vão tentar recuperar o que não ganharam até agora. Cabeça a cabeça, segundo as pesquisas, Valadares (PSB) e Albano (PSDB) tentam se distanciar de Amorim (PSC), enquanto este trabalha para se aproximar dos dois. Além de ficarem atentos para impedir que estourem seus currais até o dia da eleição, os três ainda precisam convencer aos vendedores de votos de que essa história de milhões para as compras da reta final não passa de intriga da oposição. Não será fácil, pois o boato da ‘mala preta’ já correu o Estado, dando início à corrida do ouro. Diferente da Califórnia (EUA), aqui a mina a ser conquistada são dois mandatos de oito anos no Senado e muita força política para construir a candidatura de governador em 2014. Convenhamos, está em jogo uma verdadeira fortuna política.

Medo de Albano

O PSC fará tudo que for possível para evitar o crescimento da candidatura de Albano Franco (DEM). O presidente do partido, Edvan Amorim, informou que os aliados estão sendo orientados a desaconselhar o voto no tucano. Aqueles que não querem votar em Valadares (PSB) de jeito nenhum, estão sendo orientados a apoiar qualquer outro candidato que não seja Albano. Informa-se, inclusive, que lideranças ligadas a Amorim que receberam ajuda financeira do candidato tucano foram aconselhadas a devolver o dinheiro.

Remoção explicada

Diferente do que denunciou o deputado Augusto Bezerra (DEM), a retirada pela Emsurb de material de propaganda política das ruas e avenidas de Aracaju atende solicitação da Procuradoria Regional Eleitoral. Anteontem, o demista alardeou que a empresa municipal estava recolhendo das ruas a propaganda dos adversários do governo. A legislação não permite a colocação de propaganda eleitoral de qualquer natureza em locais públicos que impeça o livre trânsito, devendo o material ser retirado. Foi o que aconteceu com alguns cartazes de candidatos expostos nas calçadas da cidade.

Emprestou o mandato

Para que a candidata a deputada estadual Luíza Ribeiro (PT do B) permaneça na disputa e garanta alguns votinhos para a legenda do partido, o parlamentar João da Graças (PC do B) à presenteou com quatro meses de mandato na Assembléia. A moça tomou posse ontem porque João pediu licença para tratar de assuntos particulares. Com a medida, ele espera que o PT do B consiga os votos necessários para elegê-lo, além do deputado Paulinho das Varzinhas.

Falar é fácil

O candidato a governador João Alves Filho (DEM) prometeu aos moradores de Tobias Barreto que se eleito o município será abastecido com água da melhor qualidade possível. Segundo ele, para tratar a água serão utilizadas técnicas israelenses. Interessante que nos três anos em que governou Sergipe João não fez nada disso e, no final de sua última gestão, a população de Tobias quase morreu de sede. Foi o atual governo que solucionou o abastecimento de água daquela cidade. Como bem diz a propaganda do DEM, “falar é fácil”.

Prefeitos na praia

Os prefeitos sergipanos se reúnem hoje em um hotel na Orla de Atalaia. Na pauta do encontro, o estatuto da Federação das Associações de Municípios Sergipanos e a eleição para a primeira diretoria da entidade. Nem precisa dizer que toda a mordomia será custeada pelo amigo contribuinte. Naturalmente que entre um salgadinho e um bom uísque, os prefeitos também vão discutir sobre a campanha eleitoral e outras cositas más que não interessam a quem pagará a conta.

Houve quórum

A chapa “Sindijor na Luta” obteve 97% dos votos na eleição realizada ontem para renovação da direção do Sindicato dos Jornalistas do Estado de Sergipe. A chapa eleita aglutina nomes da atual direção do sindicato com alguns novos dirigentes. Para o presidente reeleito, George Washington Silva, o percentual de votos aponta para uma aprovação da direção que vem conduzindo o sindicato no último triênio. O pleito teve que ser realizado em segunda chamada porque o quórum não foi alcançado na primeira votação.

Com lojistas

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Aracaju (CDL) vai ouvir os dois principais candidatos ao governo de Sergipe. Será durante almoço promovido pela entidade nos dias 16 e 23 próximos. O primeiro a almoçar com os empresários para apresentar seus planos de governo vai ser o petista Marcelo Déda. João Alves falará para os lojistas no dia 23. Os dois encontros acontecerão no Centro de Convenções da CDL, rua Santa Luzia,570, em Aracaju.

Urnas aprovadas

Duas urnas eletrônicas do modelo que será utilizado nas próximas eleições, foram aprovadas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, que realizou uma bateria de testes de emissão eletromagnética e ruídos nos equipamentos. Os resultados foram todos satisfatórios e o Instituto atestou que as urnas atendem às normas nacionais e internacionais de emissão eletromagnética. Foi checado, entre outros aspectos, se as ondas eletromagnéticas emitidas pelas urnas poderiam causar interferências em equipamentos como o marca-passo, o que não foi detectado.

Do baú político

Em 1986 a campanha para governador de Sergipe foi polarizada entre José Carlos Teixeira (PMDB) e Antônio Carlos Valadares (PFL). De curtição, o jornalista Fernando Sávio lançou-se candidato pelo Partido Verde. Mesmo sem ter registrado a candidatura, seus colegas de trabalho e amigos de farras o chamavam de ‘governador’ nas reuniões diárias no Cacique Chá, restaurante freqüentado também por políticos e intelectuais. Certo dia, o então prefeito de Capela, Zé da Bomba, tinha acabado de almoçar com um assessor e passou ao lado da mesa capitaneada por Fernando. Este o inquiriu: “Prefeito, o senhor sabe que sou candidato a governador?” Claro que o homem não sabia, mas Sávio insistiu em puxar conversa: “Pois sou, e vou ganhar a eleição. Sabe qual será meu primeiro ato após tomar posse?” Novamente, Zé da Bomba disse que não, para ouvir na bucha: “Nomeá-lo meu secretário da Fazenda”. A afirmação surpreendeu a todos na mesa, pois o capelense era constantemente denunciado por irregularidades administrativas. Antes que cessasse o susto coletivo, o impagável Fernando fechou a conversa: “Sabe qual será meu segundo ato? Exonerá-lo como ladrão”. Imagine a reação enfurecida do prefeito e a confusão dentro do Cacique!

 

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