Cuidado com as idéias paralisantes

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Cuidado para não cair na armadilha do imobilismo.

Sem dúvidas isso já deve ter acontecido. Você tem uma idéia maravilhosa, daquelas que não acontecem todo dia. Às vezes não acontecem nem durante uma vida toda. “Pôxa”, agora vai dar certo! Este é o projeto de minha vida… E você, entusiasmado, corre atrás dele. Na sua cabeça os objetivos são claros. Você já tem toda a estratégia. Já sabe onde, quando e como vai acontecer.

E vai. Você sonha, enfeita seu sonho com os louros do sucesso, saboreia aos poucos e antecipadamente a vitória. Nada poderá dar errado. Todos os cálculos já foram feitos e refeitos. Todas as medidas já foram tomadas para o deslanchar da idéia e a concretização do sonho.

Porém, no último momento, você resolve consultar um parente ou um amigo que, segundo dizem, é muito “entendido”. “O quê! Fulano? Entende de tudo, é bom conversar com ele, expor o seu plano e pedir a sua opinião”… Dizem todos.

Pronto, foi disparada a senha maldita, pois a partir de agora você vai pensar várias vezes. Mas, cheio de boa fé, procura o cidadão, expõe para ele todo seu projeto.

Ele naturalmente nem deixa você concluir e, lá de cima de sua “sapiência” pendurado numa autoridade que se assemelha à de um preceptor da Idade Média, diz:

“Vem cá! Para quê você quer fazer isso mesmo, hein? Você está realmente seguro do que está falando? Qual a sua experiência nisso? Sei não!”

E segue nos seus conselhos de “seca-pimenteira”, no afã “urubulino”, talvez, e quase sempre, por inveja, embora não pronunciada, ele vai enterrando o seu sonho, “desconstruindo” todo o seu projeto, jogando no lixo toda a sua auto-estima. E, arremata com a tacada final: “Nada contra, mas, você sabe, né? “Quem avisa…”. Nem completa a frase e já está decretada a sentença. Seus objetivos foram abortados e, o pior, seus projetos foram condenados e apenados à degola. É o fim do sonho. Morreu a idéia. Acabou o entusiasmo. A partir deste momento, onde residia a melhor das idéias, o mais frutífero dos projetos, estão instaladas famílias inteiras de dúvidas, dificuldades e obstáculos. E você ali, “pequenino”, doido para contra argumentar só que, agora, numa ótica totalmente diferente.

Onde você visualizava um oásis de prosperidade só vislumbra, agora, dúvidas e mais dúvidas. E, ainda afirma para você mesmo. “É, realmente o cara é muito entendido, só depois de conversar com ele é que fui entender como é complicado fazer o que eu queria”. E, como na fábula da raposa e as uvas, você raciocina: “não era bem isso o que eu queria. Ademais, dá muito trabalho. O pior é que, com pouco tempo, você vê aquela mesma idéia tão maravilhosa sendo colocada em prática e dando certo. Só que por outra pessoa, ou, quiçá, pelo seu pseudo-conselheiro, o que é mais cruel.

Acredite, todas as criações, simples ou complexas, promovidas pelo homem, foram antes uma idéia, de um “teimoso” ou “surdo” para certos conselhos, na qual colocaram a ação e transformaram em tudo o que existe sobre a face da terra.

Tome cuidado com as conseqüências que uma idéia paralisante pode provocar em seus projetos e em sua vida. Ouça os conselhos, mas se arrisque em seguir os seus sonhos, claro que, se honestos, justos, éticos e, sobretudo, se houver perspectivas  de sucesso.

Você pode até mudar alguma coisa, na forma, no prazo, na execução, contudo, faça seu próprio julgamento, tire as suas próprias conclusões, se arrisque até em errar, mas, se você realmente acredita, vá em frente, quando temos uma idéia e agimos com determinação, honestidade, competência e ética, temos toda a condição de torná-la realidade.

Uma boa idéia nunca deverá ser abortada de imediato. Vá em frente, realize, faça, erre se for o caso, mas do erro tire a lição e prossiga. Só os persistentes conseguem realizar grandes obras.

SUCESSO

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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