De quem é a culpa?

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Depois dos deputados, ontem foi a vez dos dirigentes dos partidos governistas ouvirem a choradeira do governador Jackson Barreto (PMDB). Entre uma garfada e outra, o peemedebista pediu aos aliados apoio para os projetos que pretende aprovar na Assembleia visando enxugar a máquina. Ele disse que para pagar a folha de pessoal em dia, será preciso economizar mensalmente R$ 30 milhões com reduções de cargos comissionados e despesas com telefones, passagens aéreas, diárias, Et cetera e tal. No almoço de ontem, o governador faltou dizer – e ninguém perguntou – quem são os responsáveis pela quebradeira do Estado. Ora, esta crise não apareceu de uma hora para outra, e Sergipe é comandado há oito anos pelo PT do falecido Marcelo Déda e o PMDB de Jackson. Agora o Executivo quer extinguir 3 mil cargos em comissão, mas nos meses que anteceram a eleição secretarias e órgãos públicos foram inundados de comissionados, todos obrigados a trocarem o local de trabalho por panfletagens, caminhadas, carreatas e comícios para eleger o próprio Jackson. E já não havia crise? Para sorte do governador, a outrora combativa oposição parece ter tirado prolongadas férias.

Natal triste

A exoneração de um grande número de comissionados preocupa o deputado estadual Antônio Santos (PSC). Segundo ele, a decisão do governo estadual vai desempregar milhares de pais e mães de família justamente no período das festas de final de ano. “Para estas pessoas, este será o Natal mais triste de suas vidas”, lamenta Santos. O deputado disse esperar que, a partir de janeiro, o Diário Oficial não seja abarrotado com novas nomeações de milhares de comissionados. Seria um absurdo!

Meia vitória

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) deu ontem uma meia vitória ao deputado federal André Moura (PSC). Ele teve impugnada a candidatura à reeleição sob o argumento que é ficha suja por ter sido condenado por improbidade  pelo Tribunal de Justiça. Os ministros do STJ entenderam que a punição não cabe, pois quando foi condenado por um colegiado, Moura já havia obtido o registro da candidatura. Agora, André vai tentar derrubar no TSE a impugnação do TRE. Caso consiga, deixará na suplência o deputado federal reeleito Mendonça Prado (DEM).

Na terrinha

Quem chega daqui a pouco em Aracaju é o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo (PCdoB). Vem lançar em Lagarto a pedra fundamental do Centro de Iniciação ao Esporte, que deverá ser inaugurado no final do próximo ano. Na companhia do governador Jackson Barreto, Aldo almoçará na residência do amigo e ex-deputado federal Jerônimo Reis, pai do deputado federal Fábio Reis (PMDB).

Justa homenagem

Em concorrida solenidade, a Associação Comercial e Empresarial de Sergipe homenageou, ontem à noite, autoridades sergipanas com a Comenda Manoel Prado Vasconcelos e o Prêmio Líderes e Vencedores. Entre os homenageados está o competente jornalista Ivan Valença. Taí um justo reconhecimento a um profissional que atua de forma ética, responsável e corajosa. Parabéns, amigo!

Desempregado

E quem perdeu o mandato foi o vereador de Ribeirópolis, “Fonso de Nelson” (PSB). A cassação ocorreu em função da condenação judicial do parlamentar por improbidade administrativa. Bom para o suplente José Alberto Filho (Pros), que deverá assumir nas próximas horas a vaga do cassado. Nem precisa dizer que “Fonso” vai recorrer contra a decidão da Justiça.

Voto solitário

O deputado federal Laércio Oliveira (SDD) foi o único de Sergipe a votar contra o Projeto de Lei do Executivo derrubando a meta fiscal prevista para 2014. A proposta é considerada uma “anistia” à presidente Dilma Rousseff (PT) pelo descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal. “Esse projeto foi uma manobra para maquiar o fato de que o governo não conseguiu cumprir suas obrigações na gestão financeira”, diz Laércio para justificar seu voto. O deputado tá certíssimo!

Sem paletó

Boa notícia para advogados, magistrados e quem trabalha no Tribunal Regional do Trabalho em Sergipe: durante o verão, quando a temperatura no Estado é superior a 30 graus, não será exigido o uso de paletó e gravata nas audiências. A medida foi aprovada ontem pelo Pleno do TRT20 com base em posição do Conselho Nacional de Justiça, que deixou a critério dos tribunais a definição dos trajes usados pelos advogados. Mas atenção: não pode ir para a audiência usando bermudão ou vestido tomara que caia, né?

Balcão de negócio

Veja o que publica o jornalista Eugênio Nascimento no blog Primeira Mão: A indústria da malandragem na política não é coisa nova no Brasil. Ela já produziu 32 partidos e os legalizou junto à Justiça Eleitoral. Agora, estão no Tribunal Superior Eleitoral, pedidos para registrar outros 21, que somados aos já existentes, chegaríamos a 53 agremiações. Esses partidos são criados para negociar adesões a coligações e obter recursos do Fundo Partidário. Trata-se de um balcão de negócios. Oito dos 21 novos partidos já está sendo organizado em Sergipe.

Grana rejeitada

O PSTU protocolou consulta no Tribunal Superior Eleitoral questionando se uma legenda pode abrir mão do Fundo Partidário e quais as consequências ou o destino da verba neste caso. Uma das dúvidas da agremiação é se com o não recebimento do fundo seria necessária a prestação de contas nos mesmos moldes e com os mesmos critérios definidos na legislação eleitoral. A relatora da consulta é a ministra do TSE, Maria Thereza de Assis Moura.

Contas erradas

A Procuradoria Regional Eleitoral de Sergipe requereu à Justiça Eleitoral a desaprovação das contas dos candidatos a deputado estadual e federal Jairo de Glória (PRB), Daniela Fortes (PSC), Luciano Bispo (PMDB), Francisco Gualberto (PT), Bosco Costa (PDT) e Jony Marcos (PRB). Segundo a Procuradoria, eles forneceram dados insuficientes, persistindo a existência de falhas graves nas prestações de contas. A previsão do TRE é que as contas da maioria dos candidatos sejam apreciadas até o dia 18, quando ocorrerá a diplomação dos eleitos.

Férias menores

O recesso parlamentar na Assembleia só deve começar a partir do próximo dia 20. É que antes das férias, os deputados terão que votar os projetos visando enxugar a máquina do governo estadual e concluir a votação do Orçamento do Estado para 2015. A presidente do Legislativo, Angélica Guimarães (PSC), apressou-se em informar que a pequena prorrogação dos trabalhos não terá qualquer custo financeiro para o erário. Ainda bem, né?

Recorte de jornal

Publicado no jornal aracajuano A Cruzada em 30 de agosto de 1958

Resumo dos jornais

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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