Desemprego tem cor

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A campanha eleitoral em curso tingiu o desemprego com as cores dos candidatos e o expôs nas ruas, praças e avenidas. Essa chaga, que assombra milhares de famílias em Sergipe, foi pintada de verde, vermelho, azul, laranja, lilás, amarelo e branco, as cores das bandeiras dos candidatos a prefeito e vereador. Quase sem exceção, todos os seguradores de bandeiras postados nas esquinas são desempregados fazendo um "bico" temporário por alguns trocados. Um número infinitamente maior de desafortunados não conseguiu ainda vagas nesse horrendo trem eleitoral e, portanto, não pode ser calculado pela cor do “bramante que tremula ao vento”. Todos, contudo, sairão de suas casas no dia 7 de outubro para eleger os futuros prefeitos, vices e vereadores que andam por aí prometendo gerar milhares de empregos para os sergipanos. É uma pena que a jura feita agora pelos candidatos não passe de uma promessa fugaz e incolor.

Debate

A rádio Cultura AM promoverá o primeiro debate entre os candidatos a prefeito de Aracaju. Será amanhã, das 7h às 10h, no Centro de Convenções de Sergipe. Mediado pelo competente jornalista Jairo Alves de Almeida, o confronto de ideias entre os postulantes à cadeira de prefeito terá cinco blocos. Segundo a emissora, os cinco prefeituráveis confirmaram suas participações no embate verbal.

Ausente

E o candidato João Alves Filho (DEM) cancelou mais um compromisso de campanha. Sua assessoria informou que ele não participará hoje do Vídeo Chat de Eleições 2012 promovido pelo Portal Infonet. É que o demista permanece em São Paulo acompanhando o tratamento de saúde da filha mais velha. Desde o começo da campanha, João Alves tem cancelado sucessivos compromissos pelo mesmo motivo.

Secretário

O prefeito Edvaldo Nogueira (PC do B) empossou ontem o primeiro secretário de Defesa Social da historia de Aracaju. O empossado João Bosco Santana de Oliveira vai coordenar as atividades de defesa do consumidor, Guarda Municipal e Defesa Civil, atuando com foco na prevenção de catástrofes e no cuidado com o cidadão aracajuano.

Miserê

Conforme era esperado, o governador Marcelo Déda (PT) disse ontem aos 12 deputados estaduais que recebeu em audiência não ter condições de reajustar o salário dos professores em 22,22%. O petista abriu o “livro caixa” do estado e mostrou que a coisa tá feia. Resta agora ao Parlamento votar o projeto do Executivo concedendo à categoria um minguado reajuste de 6% para ser pago parceladamente.

Corda bamba

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) ainda está julgando a situação de 317 candidatos a prefeito e vereador que tiveram seus registros indeferidos. De acordo com o secretário do TRE, Marcos Vinícius, todos os recursos apresentados pelos candidatos terão que ser julgados até o próximo dia 23.

Sem voz

O prefeiturável Almeida Lima (PPS) pode até ganhar as eleições, mas já perdeu a voz. A assessoria do candidato postou no twitter que ele e seu vice Rivando Gois estão impossibilitados de participar do chat da campanha porque estão afônicos. Por conta disso, os dois só devem retornar à rede social amanhã. Que tal um chá de romã?

Só depois

Os temas polêmicos incorporados ao anteprojeto do Código Penal só serão debatidos pelos senadores depois das eleições. A ideia é evitar que em ano eleitoral “temas que sejam bandeiras” possam prejudicar o andamento dos trabalhos. Fazem parte do grupo de temas polêmicos a proposta de descriminalizar o plantio, compra e o porte de drogas para uso próprio, a ampliação das regras para que a mulher possa realizar aborto sem que a prática seja considerada crime e a criminalização da homofobia.

Reprovado

Sergipe está entre os sete estados reprovados no Índice de desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). O ensino médio sergipano obteve apenas 3,3 pontos, abaixo dos 3,5 projetados como meta para 2011. A justificativa para essa vergonhosa “nota vermelha” são o elevado percentual de evasão escolar e a reprovação dos alunos nas séries finais. Uma lástima!

Essa é do baú

No livro ‘Histórias de Vários Tempos – fatos e pessoas’, o desembargador Artur Oscar de Oliveira Déda escreve com maestria sobre “o juiz de casamentos”. Fechando o texto, ele conta que “na vigência do Código Civil anterior prevalecia o entendimento de ser obrigatório a mulher assumir o nome do marido. A dúvida era a partir de que momento. Ao assinar o termo ela o faria com o nome de solteira ou de casada? Os civilistas mais experimentados consideravam o debate meramente acadêmico, sem a mínima relevância. Pois bem. Numa dessas solenidades, um juiz – que foi desembargador e professor universitário, deixando rastos de luz – esperava distraidamente a tomada das assinaturas no termo final. Foi quando a noiva perguntou: ‘Dr. Belmiro Góis, o amor é agora?’. O meu ilustre conterrâneo ergueu a cabeça e abriu os olhos, com espanto. Mas a escrivã logo esclareceu, dizendo que Amor era o sobrenome do noivo. E Dr. Belmiro, não dando a mínima para a controvérsia bizantina, respondeu: Como a senhora quiser”.

Resumo dos jornais

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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