DESIGUALDADE DE RENDA NO BRASIL

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No dia 13 de maio de 1888, a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea, que decretou o fim da escravidão no país. A partir daquela data, negro algum poderia ser escravizado pelo senhor branco.

Hoje, ano de 2007, cento e dezenove anos após a promulgação da Lei Áurea, qual é o retrato que resultou dos escravos libertados? Apesar de uma grande parcela da população brasileira ser constituída pelos negros, qual é a sua participação na vida do país?
 
Sobre o tema, abaixo transcrevemos artigo publicado no Jbonline, no dia 10 de maio:

“A desigualdade de renda entre as raças no Brasil diminuiu durante a última década, mas uma mulher negra ainda ganha apenas metade do que um homem branco, segundo um relatório da Organização das Nações Unidas divulgado na quinta-feira.

A diferença entre as rendas de negros e brancos no Brasil caiu 31 por cento entre 1995 e 2005, de acordo com o estudo da Organização Internacional do Trabalho sobre a discriminação no mercado global de trabalho.

A desigualdade caiu devido a sucessivos aumentos do salário mínimo, redução da inflação e declínio nos ganhos reais dos homens brancos, segundo o estudo.

O Brasil também obteve progressos em políticas destinadas a reduzir a desigualdade racial, segundo Laís Abramo, diretora da OIT no país.

– Há muitos países que nem querem reconhecer a discriminação racial, disse ela.

Mesmo assim, a renda mediana para as negras foi de 316 reais por mês em 2005, contra 632 reais para homens brancos. Os homens negros ganham menos que as mulheres brancas e quase dois terços do que ganhava um homem branco em 2005, o último ano com dados disponíveis.

Homens e mulheres negros ganham menos do que os brancos, sem importar o nível educacional, disse Abramo.

– O gênero e a raça não são questões de minorias no Brasil. Estamos falando de uma ampla maioria da sociedade, afirmou ela”.
 

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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