Dia 15 de outubro – Dia Nacional de Combate à Sífilis

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Dia 15 de outubro é o Dia Nacional de Combate à Sífilis. A data é lembrada todo terceiro sábado do mês de outubro.O objetivo é chamar a atenção da sociedade, dos profissionais da saúde e gestores,para a magnitude do problema e a importância de serem adotadas medidas mais efetivas para o controle da sífilis.

Muita gente pode ter sífilis e não saber, pois nem sempre os sinais e sintomas da doença se manifestam. Na maioria das vezes, só é descoberta pelo exame de sangue. É muito importante incentivarmos todas as pessoas sexualmente ativas, independente de orientação sexual, idade, estado civil, sexo ou religião, para que façam o exame para sífilis. Elas devem procurar um serviço de saúde para orientações, exames e tratamento.

A sífilis é uma doença infecciosa, causada pela bactéria Treponema pallidum, que atinge principalmente pessoas na faixa etária com maior atividade sexual: doa 15 aos 49 anos de idade. Noinício, após a infecção, é comum aparecer uma lesão (feridinha) geralmente única, indolor, nos órgãos genitais chamada cancro duro. Se não tratada, a sífilis evolui e pode atingir praticamente todos os órgãos do corpo.

A transmissão acontece principalmente pelarelação sexual sem camisinha eda mãe infectada para o filhoem qualquer momento da gestação. O não tratamento da sífilis em gestantes e no(s) parceiro(s) oferece grandes riscos para a saúde do bebê. A doença pode causar aborto, parto prematuro e bebês natimortos (bebês nascendo sem vida). A criança que nasce com sífilis podeter os seguintes problemas: o baixo peso, o aumento do fígado e do baço, lesões de pele, alterações respiratórias, surdez, deformações ósseas e dificuldade de aprendizado.

Tratar o parceiro tem sido a maior dificuldade para interromper acadeia de transmissão da doença. Por isso é preciso convidar os parceiros para que acompanhem as gestantes durante o pré-natalerealizemo exame para sífilis (VDRL)e em caso positivo, que façam otratamento correto. Os profissionaisde saúde devem orientar as gestantes no sentido de trazerem o parceiro ao pré-natal. Quando não for possível, o próprio profissional deve fazer a “busca ativa consentida” doparceiro da gestante.
A sífilis é uma doença antiga, geralmente de fácil diagnóstico e de tratamento e prevenção disponíveisna rede pública de saúde. Gestores governamentais, profissionais de saúde e sociedade precisam lutar para a eliminação da sífilis congênita no nosso país.

*Almir Santana é médico sanitarista, Gerente do Programa Estadual de DST/Aids de Sergipe.

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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