Dia de debate na TV

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Quem gosta do enfrentamento direto entre os candidatos não pode perder hoje o primeiro debate dos postulantes ao cargo de governador. Organizado pela TV Cidade (canal fechado), o confronto verbal vai começar às 20 horas e promete ser movimentado. Participarão todos os candidatos ao Executivo sergipano, mas as atenções estarão voltadas para João Alves Filho (DEM) e Marcelo Déda (PT). O primeiro deverá desqualificar as ações administrativas do petista, enquanto este argumentará que não fez mais porque encontrou o Estado praticamente falido. Os candidatos chamados ‘nanicos’ são o ponto de interrogação do debate desta noite, pois tanto poderão aproveitar o espaço para disseminar suas propostas políticas, quanto tirar proveito para desgastar os dois principais concorrentes. Vale a pena assistir!

Ficha suja

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indeferiu ontem a candidatura de Renato Brandão (PMDB) a deputado federal. Motivo: ‘Renatinho’ tem uma condenação por improbidade administração devido a irregularidades na aplicação de verbas federais quando era prefeito de Propriá. O peemedebista é o segundo sergipano punido por ter a ‘ficha suja’. O primeiro foi o ex-prefeito de Pinhão, Eduardo Marques (DEM), que tentava se eleger para a Câmara Federal. Há quem garanta que outros ‘fichas-sujas’ estão na mira da Justiça Eleitoral.

Voto livre

O fim da obrigatoriedade do voto é defendido pelo candidato ao Senado Emanuel Cacho (PPS). Ele entende que o voto facultativo será um grande passo para que a democracia seja exercida plenamente no Brasil. “Todos querem viver exercendo a plena liberdade de expressão. É por isso que não entendendo o motivo de se manter a obrigatoriedade do voto”, discursa. O candidato está correto quando diz que o fim da obrigatoriedade ajuda a qualificar o voto.

Casa vazia

A campanha eleitoral atingiu em cheio as sessões plenárias da Assembléia. Ontem mesmo, os trabalhos abriram e fecharam imediatamente por falta de quórum. Este quadro deve permanecer até as eleições de outubro, já que a grande maioria dos deputados está nas ruas atrás de votos. Até mesmo os poucos que não disputam a reeleição se envolveram na campanha política em favor de seus candidatos. Portanto, se você tem algum projeto para ser votado pelo Legislativo sergipano, pode esperar para o fim das eleições.

Sentiu o golpe

As últimas pesquisas divulgadas pelo Ibope e Dataform dando uma vantagem de 16 pontos ao governador Marcelo Déda (PT) afetou o candidato João Alves Filho (DEM).  Nos programas eleitorais gratuitos o demista tem feito questão de desqualificar as consultas de opinião pública, afirmando que seus adversários têm dinheiro e que vão encomendar outras pesquisas favoráveis a eles. João também revela que conta com Deus e o povo para se eleger. Não é bem isso que pensam alguns candidatos proporcionais da coligação de Alves Filho. Ontem, um dizia que o resultado das pesquisas esmoreceu a rapaziada.

Sem acordo

Os professores de Estância, em greve há 27 dias, acusam o prefeito Ivan Leite (PSDB) de não aceitar dialogar com a categoria. Os grevistas reclamam melhores salários e garantem que a Prefeitura tem recursos para atender a reivindicação. Segundo eles, um entendimento ainda não foi encontrado porque Ivan Leite fechou todos os canais de negociação. “Já recorremos até ao bispo para tentar convencer o prefeito, mas este permanece irredutível”, revela um grevista. A paralisação desgasta o tucano e, consequentemente, os candidatos apoiados por ele no município.

Pés na terra

O candidato ao Senado Antônio Leite (PV) disse ontem à coluna que não é astrônomo, conforme consta em seu registro no Tribunal Superior Eleitoral. “Sou ator por profissão e ecologista desde criancinha. Acho que deve ter havido algum equívoco do pessoal que digitou o meu registro de candidatura”, explica. “Tonho” diz que está com os pés no chão. “Prova disso é a Caravana Verde do PV, que tem percorrido todo o Estado. “ Além de Aracaju, já visitamos Simão Dias, Lagarto, Riachão do Dantas, Rosário do Catete, General Maynard, Nossa Senhora das Dores”, revela “Tonho”.

Templo da campanha

Os candidatos elegeram mesmo o Iate Clube de Aracaju como o melhor espaço para reunir correligionários. Ontem, foi a vez da deputada estadual Susana Azevedo (PSC) lotar aquele o Iate com apoiadores de sua campanha. Além de candidatos a senador e a deputado federal, esteve por lá o governador Marcelo Déda (PT), que ficou impressionado com a multidão presente. Hoje, o Iate recebe os aliados do candidato a deputado federal Almeida Lima (PMDB). Seus assessores garantem que o clube vai ser pequeno para tanta gente.

Audiência pública

O Tribunal Superior Eleitoral informou que Carira e Itabaianinha são as únicas cidades sergipanas na relação das 173 espalhadas por todo o país, que realizarão amanhã audiência pública para falar sobre as Eleições 2010. Nas audiências, os juízes eleitorais se reunirão com a população para tirar dúvidas e orientar aos eleitores como identificar um ato de corrupção eleitoral como compra de votos, por exemplo. A iniciativa pretende conscientizar o eleitor da importância do voto e do seu próprio papel na eleição.

Do baú político

Na campanha política de 2006, uma troca de pacotes causou um grande mal estar na equipe do então governador João Alves Filho (DEM). Na boca da eleição, as pesquisas apontando a vitória de Marcelo Déda, os demistas apertaram o passo para tentar reverter o quadro. João Alves vivia no interior anunciando grandes projetos. Um deles era o “Novo Califórnia”, que, nas palavras do candidato à reeleição, iria transformar o sertão num verdadeiro éden. Os marqueteiros produziram um muito bem acabado panfleto explicativo sobre o projeto de irrigação para distribuir com os sertanejos. Palanque montado em Poço Redondo, chuva caindo e João Alves discursando. Lá pras tantas, ele pede que os assessores distribuam os panfletos com o povo. Espera um pouco e ninguém se mexe. Já indignado, João quer saber o que está havendo e não gosta nada do que ouve: por engano, um auxiliar mandou para São Paulo o pacote com os panfletos em português, tendo despachado para o Poço Redondo outro pacote idêntico, só que com o material todo em inglês, produzido para ser encaminhado à revista americana Forbes e a entidades internacionais como ONU e OEA. Nem precisa dizer que o assessor desastrado perdeu o emprego antes de João chegar a Aracaju.

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