Acredite em si e chegará um dia em que os outros não terão outra escolha senão acreditar com você.( Cynthia Kersey)
A fibrilação atrial (FA) é o tipo mais comum de arritmia cardíaca, caracterizada por batimentos irregulares e rápidos no coração, apesar de poder ocorrer em pessoas saudáveis, essa condição tende a ser mais frequente em pacientes idosos e em pessoas com problemas cardíacos ou outras condições crônicas, sua incidência aumenta consideravelmente com o avanço da idade, atingindo cerca de 12 a 13% de pessoas com 75 anos ou mais; de acordo com uma pesquisa publicada nos Arquivos Brasileiros de Cardiologia, da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), também confirma que a incidência de fibrilação atrial cresce exponencialmente com o envelhecimento, aumentando 5 vezes a partir dos 60 a 69 anos, 7 vezes entre 70 e 79 anos e 9 vezes acima dos 80 anos.
A fibrilação atrial ocorre quando há uma desorganização na atividade elétrica dos átrios, as câmaras superiores do coração, ou seja em vez de se contraírem de maneira coordenada para enviar o sangue aos ventrículos, os átrios “fibrilam”, ou seja, tremem de forma rápida e irregular, consequentemente que o coração bata de maneira irregular, dificultando o bombeamento eficiente de sangue.
O ritmo normal do coração é controlado por um marca-passo natural que regula os impulsos elétricos que fazem o coração bater, no entanto na FA, esses impulsos se tornam desordenados, resultando em uma frequência cardíaca irregular, que pode ser muito rápida (taquicardia) ou, em alguns casos, mais lenta.
A fibrilação atrial pode trazer diversos riscos à saúde, sendo o mais grave o acidente vascular cerebral (AVC), ( Derrame/AVC ).
Consequências: Risco de eventos embólicos (especialmente o AVC),como os átrios, onde essa arritmia se origina, estão fibrilando, não ocorre uma contração eficaz, o que compromete o fluxo sanguíneo nessa região do coração, que é uma condição que pode levar à formação de coágulos dentro do coração e esses coágulos podem se desprender e obstruir artérias em todo o corpo; o local mais frequentemente afetado e com maior repercussão é justamente o cérebro, causando um AVC. .
– Risco de insuficiência cardíaca:
Se a fibrilação atrial não for controlada, o coração pode se dilatar e ficar insuficiente, ocasionando falta de ar, inchaço ( edema ) nas pernas e risco de arritmias mais graves.
- Piora da qualidade de vida:
A ocorrência de fibrilação atrial está muito ligada à piora de performance pelo paciente.
Associação com declínio cognitivo: ocorre uma relação da fibrilação atrial com o risco de demência.
O envelhecimento é o principal fator de risco para o desenvolvimento de fibrilação atrial, além disso doenças cardíacas, como valvulopatias, doença de Chagas e infarto agudo do miocárdio, assim como hipertensão arterial, diabetes, obesidade, sedentarismo e apneia do sono, também estão fortemente associadas ao aumento do risco dessa arritmia.
Quadro Clínico
Infelizmente nem todos os pacientes com fibrilação atrial apresentam sintomas, por causa disso é muito importante pesquisar ativamente com exames, nas pessoas com fatores de risco.
Quando a fibrilação atrial cursa com sintomas, os mais frequentes são:
- Palpitações; Cansaço; Dificuldade para fazer exercícios; Falta de ar.
Diagnóstico
O diagnóstico da fibrilação atrial geralmente é realizado através do registro dos batimentos cardíacos durante o episódio de arritmia. Realização de Eletrocardiograma; Holter de 24 horas; Holter ou looper de 7 dias; Também é possível documentar a arritmia em monitores implantados, em pacientes portadores de marca-passo ou ainda em smartwatches mais modernos.
Tratamento
O tratamento da fibrilação atrial tem como objetivo controlar o ritmo cardíaco, prevenir a formação de coágulos e tratar as causas subjacentes da arritmia.
Deve ser realizado por duas abordagens::
– Anticoagulação:
Em pacientes com maior risco de AVC e eventos embólicos, devemos considerar o uso de anticoagulantes preventivamente..
– Controle da arritmia:
O objetivo é sempre restaurar o ritmo normal do coração, seja por meio de medicamentos ou através da ablação, um procedimento invasivo que utiliza ondas de radiofrequência aplicadas no coração para controlar a arritmia.
Quando o Cardiologista se depara com a impossibilidade de manter o paciente no ritmo normal, Ele deve controlar ao menos a frequência cardíaca, evitando que o coração fique acelerado demais, esse controle se faz com o uso de diversas medicações. Em alguns casos selecionados, o marca-passo entra como uma abordagem específica para tratamento.
A fibrilação atrial é uma condição séria que pode aumentar o risco de complicações graves, como AVC e insuficiência cardíaca, no entanto, com diagnóstico precoce e tratamento adequado, é possível controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.
Não deixe de consultar um cardiologista se por acaso sentir palpitações.
Prevenir é sempre melhor dom que remediar…
Um Boa Semana para Todos.
NAMASTÊ!!!
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